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sábado, abril 11, 2009

Napule e'... (13)

Nápoles no Google Earth (4)
Em orientação contrária à anterior, esta imagem dá-nos uma panorâmica ainda mais global. Em primeiro plano vê-se a Ilha de Capri e a Peninsula Amalfitana. Por aí proliferam paisagens paradisíacas. Separam o Golfo de Salerno do Golfo de Nápoles. Acima do Vesúvio, estende-se Nápoles até ao extremo noroeste da Baía, de onde sobressai a Peninsula de Pozzuoli, que aponta na direcção das Ilhas de Procida e Ischia. Foi na primera, mais pequena e próxima da costa, onde esteve exilado Pablo Neruda.

Nota: clicando na foto obtém-se ampliação.

Napule e'... (12)

Nápoles no Google Earth (3)
Aqui temos uma panorâmica mais global da urbe, com o seu enquadramento em anfiteatro de orientação Norte-Sul, num extremo da baía. Em primeiro plano vê-se o Castelo de Sant'Elmo; ao fundo, do lado esquerdo, o Vesúvio; e do lado direito, a Península Amalfitana. Para o interior e, ao longo da costa, um vasto conjunto de localidades suburbanas compõem com a cidade uma área metropolitana densa e extensa que corresponde a quase toda a província de Nápoles. Nessa área vivem três milhões de habitantes, ou seja mais de metade da Campania, a região de que Nápoles é capital.

Nota: clicando na foto obtém-se ampliação.

Napule e'... (11)

Nápoles no Google Earth (2)
Mais uma imagem de Nápoles no Google Earth Street View. É uma panorâmica do Vesúvio, mas de um nível mais elevado, junto ao Castelo de Sant'Elmo. A parte mais antiga estende-se pela encosta que, virada a sul, vai daqui até à zona ribeirinha. É a cidade burbónica, pejada de testemunhos do longo domínio hispânico que teve aqui uma sede estratégica desde os tempos medievais da Coroa de Aragão até à decadência do Império Espanhol, em meados do século XVIII. Contudo, durante ainda mais um século, até ao Rissorgimento (Unificação italiana), o Reino de Nápoles constituiu um prolongamento desse passado hispânico, pelos laços familiares da casa reinante (Bourbon) e, sobretudo, pela permanência de tradições e laços culturais.

Nota: clicando na foto obtém-se ampliação.

Napule e'... (10)

Nápoles no Google Earth (1)
Nápoles é uma das cidades italianas que está abrangida por um dos mais recentes recursos do Google Earth, o Street View. Com efeito, este recurso, além, de muitas áreas urbanas dos Estados Unidos, abrange já áreas urbanas da Grã-Bretanha, Holanda, França, Espanha e Itália. É um recurso que merece ser apreciado, não só para efeito de necessidades práticas de viagens, mas também como forma de ter mais algum conhecimento do mundo; pode ser, enfim, um certo exercício de turismo virtual...
Nesta panorâmica pode-se apreciar uma parcela da Baía de Nápoles, com o Vesúvio ao fundo. Em primeiro plano, vê-se o casario do Bairro Espanhol - o mais castiço bairro napolitano. Cheguei aqui, aliás, subindo, foto após foto, por uma inclinada ruela desse famoso bairro. De algum modo experimenta-se o seu ambiente peculiar.

Nota: clicando na foto obtém-se ampliação.

quarta-feira, abril 01, 2009

Napule e'... (9)


Homenagem a Massimo Troisi
Massimo Troisi desempenhou o papel de Mario Ruoppolo, o carteiro, em Il postino (O carteiro de Pablo Neruda). Morreu em 1994, no mesmo ano em que o filme foi estreado, com 41 anos. Além de actor foi também realizador, argumentista e poeta. Com Pino Daniele compôs a canção O' ssaje comme fa 'o core, em dialecto napolitano. Massimo foi o autor da letra e Daniele, o autor da música e intérprete. Pode-se escutar parte desta canção ao longo da homenagem e quase na íntegra, embora em precárias condições, no seguinte videoclip:


Pino Daniele -
O' ssaje comme fa 'o core (1992)

sábado, setembro 01, 2007

Napule e'... (8)


Nino Ferrer / Nino Taranto - Agata (1970)
Nino Ferrer, com Agata, em versão francesa, teve sucesso em França e a nível internacional. Na versão italiana teve um sucesso ainda maior em Itália. Neste clip, que se reporta a um daqueles magníficos espectáculos musicais da RAI dos anos 60 e 70, fica-se a saber que a versão original era um clássico popular napolitano dos anos 30. No palco, juntamente com Nino Taranto, o artista rende homenagem às origens da canção, ao ceder, a meio, o protagonismo ao artista napolitano, que arranca com a versão à maneira original.

Nino Ferrer - Agata (versão italiana) (1969)

domingo, maio 20, 2007

Napule e'... (7)

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Tamburi del Vesuvio / Nando Citarella - Terra 'e motus (1997)


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Web: Tamburi del Vesuvio


Tamburi del Vesuvio / Nando Citarella - Fronna di saluto in Terra 'e motus (1997)

sábado, maio 19, 2007

Napule e'... (6)

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Enzo Avitabile - Sacro Sud (2006)
Por via da sua participação na última gravação do basco Kepa Junkera tomei conhecimento de Enzo Avitabile. É um músico napolitano cuja trajectória tem derivado da fusão entre jazz e rock para um domínio cada vez mais marcado pela música étnica. Sacro Sud é, efectivamente, música étnica pura e dura, sendo exclusivamente composto por uma temática aparentemente árida: cantos religiosos populares do Sul da Itália. É um meio para conhecermos a realidade dialectal dessas regiões, que é, aliás, hoje em dia, no conjunto da Itália, a que revela, de longe, maior vitalidade. Tal dialecto surge assim fora das tradicionais canções napolitanas, doce e áspero, mas sempre com um carácter genuinamente rural. Um primitivismo mediterrânico atravessa esta música, não só pelo canto e pela matéria cantada, mas pelos instrumentos, onde pontificam rudes sonoridades.

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Web: Enzo Avitabile


Enzo Avitabile - 'A peste in Sacro Sud (2006)

terça-feira, janeiro 23, 2007

Napule e'... (5)

Nápoles - início dos anos 50

Napule e'... (4)

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Bruno Venturini - Antologia napoletana: 'Simmo 'e Napule... paisà... (1987)
Eis a canção tradicional napolitana pura e dura, por um dos seus mais convencionais e populares intérpretes: Bruno Venturini. São cinco os volumes que compõem esta colectânea, que percorre todo o mais conhecido repertório napolitano. A consabida estridência tenorística do género tem aqui uma amostra adequada. Como não podia deixar de ser, há uma boa dose de hiperdramatismo na interpretação. Seja como for... é bonito, muito bonito, sobretudo se servido por melodias sublimes e letras comoventes como a célebre Lacreme napulitane presente neste volume, provavelmente a mais bela canção jamais alguma vez inspirada pela nostalgia imigrante...
Bruno Venturini in Artisti.it

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Bruno Venturini - Malafemmena in Antologia Napoletana: 'Simmo 'e Napule... paisà... (1987)

Napule e'... (3)

Malafemmena
É curioso, mas a verdade é que o autor da famosíssima canção napolitana Malafemmena (Má mulher) é... Totò. Efectivamente, essa canção amargurada foi composta por Antonio de Curtis.

Si avisse fatto a n'ato
chello ch'hê fatto a me,
st'ommo t'avesse acciso...
e vuó sapé pecché?
Pecché 'ncopp'a 'sta terra,
femmene comm'a te,
nun ce hann''a stá pe' n'ommo
onesto comm'a me...

Femmena,
tu si na malafemmena...
a st'uocchie hê fatto chiagnere,
lacreme 'e 'nfamitá...

Femmena,
tu si peggio 'e na vipera,
mm'hê 'ntussecato ll'ánema,
nun pòzzo cchiù campá...

Femmena,
si doce comm''o zzuccaro...
peró 'sta faccia d'angelo,
te serve pe' 'nganná!

Femmena,
tu si 'a cchiù bella femmena...
te voglio bene e t'odio:
nun te pòzzo scurdá...

Te voglio ancora bene,
ma tu nun saje pecché...
pecché ll'unico ammore
si' stato tu pe' me!...
E tu, pe' nu capriccio,
tutto hê distrutto oje né'...
Ma Dio nun t''o pperdona
chello ch'hê fatto a me...

Femmena,
Antonio de Curtis

Napule e'... (2)

Antonio de Curtis (Totò) (1898-1967)
É um pormenor quase tão grotesco como certas situações dos seus filmes, mas a verdade é que Totò viu oficialmente reconhecido, em 1946, o direito a nomear-se e intitular-se do seguinte modo: "Antonio Griffo Focas Flavio Dicas Commeno Porfirogenito Gagliardi De Curtis di Bisanzio, altezza imperiale, conte palatino, cavaliere del sacro Romano Impero, esarca di Ravenna, duca di Macedonia e di Illiria, principe di Costantinopoli, di Cicilia, di Tessaglia, di Ponte di Moldavia, di Dardania, del Peloponneso, conte di Cipro e di Epiro, conte e duca di Drivasto e Durazzo". Quem diria... Sucede que o cómico napolitano nasceu de uma relação amorosa clandestina entre sua mãe, uma plebeia, e o marquês Giuseppe de Curtis. Este só o reconheceu mais de trinta anos após o seu nascimento.
Poucas personagens foram tão marcadamente portadoras da alma napolitana como Totò - esse pobre diabo desenrascado, zombeteiro pateta, oscilando entre o megalómeno e o servil.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Napule e'... (1)

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Pino Daniele - Napule e' (2000)
A música popular italiana, como, aliás, sucedeu com a francesa, ressentiu-se com a expansão dos modelos do pop/rock - algo que não ocorreu tanto com a música popular espanhola. Deste modo, em França e Itália as modalidades de fusão entre o cançonetismo e o pop/rock foram menos enriquecdoras. Este facto, contudo, não nos deve levar a ignorar propostas artísticas situadas nessa área e que trouxeram algo de original - um exemplo é Pino Daniele. Trata-se de um cantautor que vai buscar grande parte da sua inspiração à riquíssima tradição musical napolitana, conseguindo uma interessante simbiose com a sua matriz de baladeiro rock... Se a isto acrescentarmos uma voz quase de falsete, mas expressiva, temos um resultado original.
Este duplo CD é uma colectânea, podendo ser uma introdução a este artista. Destacam-se uma meia dúzia de temas soberbos - são baladas melodiosas, algumas com o sabor especial que advem do facto de serem cantadas em napolitano. Uma vez mais, tal como no seu tempo o veterano Roberto Murolo provou, é bom experimentar esse doce idioma liberto dos trejeitos de gerações e gerações de tenores, que popularizaram um estereótipo estridente da canção napolitana...

Schizzechea.it

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Pino Daniele - 'O ssaje comme fa 'o core in Sotto o' sole (1992)