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terça-feira, dezembro 12, 2006

Castilla (19): Castilla y León

Tierra de Campos in A vista de pájaro - Palencia
Entre as províncias de Burgos e León fica a província de Palencia. É uma das mais genuinamente castelhanas, com a maior parte do seu território espraiado por extensas planuras, bem características da meseta. Essas terras, juntamente com outras de províncias limítrofes, constituem a Tierra de Campos. A sequência é retirada de A vista de pájaro e mostra povoações transbordantes de carácter e história: Paredes de Nava, Fuentes de Nava e Becerril de Campos. São terras entranhadamente castelhanas.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Castilla (18): Castilla y León

León (anos 50): León, Riaño e León

domingo, dezembro 10, 2006

Castilla (17): Castilla y León

Burgos (anos 50): Burgos, Poncorbo, Medina de Pomar e Santo Domingo de Silos

domingo, outubro 08, 2006

Castilla (16): Castilla - La Mancha

Cuenca in Castilla - La Mancha - Un paseo por las nubes
Eis mais uma série de panorâmicas aéreas de Espanha. Desta feita a região é Castilla - La Mancha e a série denomina-se Un paseo por las nubes (título igual ao de série análoga dedicada às Canárias). Foi recentemente exibida pela emissora regional CMT / Castilla - La Mancha Televisión. Também já há edição em DVD, pela Ediciones Nobel. O exemplo adjunto diz respeito à cidade de Cuenca. Pese embora os naturais condicionalismos que afectam a qualidade de imagem, dá para perceber que se conseguiu salientar bem os encantos locais. Cuenca é uma cidade património da humanidade, bem conhecida pelas suas casas colgadas. Este e outros atractivos estão aqui bem documentados.

quarta-feira, junho 14, 2006

Castilla (15): Castilla y León

Valladolid: Santa María de la Antígua

Castilla (14): Castilla y León

Madrigal de las Altas Torres
Para o Verão que se avizinha, o meu plano de viagem de uma semana passa por esta perdida localidade castelhana, no extremo norte da província de Ávila, berço de Isabel a Católica e detentora do fantástico nome de Madrigal de las Altas Torres. Intuo por estas paragens a assombrada permanência da quintessência da alma castelhana... Desenhando uma hipótese de roteiro, vejamos... De carro até Salamanca e Alba de Tormes. Talvez, nesta localidade onde morreu Santa Teresa de Jesús, me decida por dormida em modesto estabelecimento hoteleiro; depois, ainda de carro, Peñaranda de Bracamonte, Madrigal de las Altas Torres, Medina del Campo, Olmedo, Íscar, Cuéllar, Portillo, Valladolid. Estacionando um dia na capital castelhano-leonesa, num bom hotel de 5 estrelas. Depois de comboio rumo às Astúrias, atravessando a Tierra de Campos (Palencia, Becerril, Paredes de Nava), Sahagún, León... Dois dias na verde Astúrias, com o centro de operações bem no centro de Oviedo, também num bom hotel. Regresso a Valladolid de encontro ao carro aí deixando em sossego. Depois, rumo a casa, com poiso intermédio algures. A ver...

Diputación Provincial de Ávila - Archivo Fotográfico de 1929

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Castilla (13): Castilla y León

As minhas visitas a Salamanca
Visitei Salamanca duas vezes. Uma, em Abril de 1991. Outra, em Abril de 2003. Ainda estive mais uma vez em La Alberca, localidade situada na província de Salamanca, mas, na cidade propriamente dita, pois estive essas duas vezes e em ambos os casos a duração correspondeu a uma manhã. Na primeira vez vinha de Madrid e Ávila e seguia em direcção a Portugal, depois de ter atravessado a Espanha rumo a Valencia, Barcelona, Perpignan e Andorra, numa viagem de mais de uma semana. A segunda visita foi feita na companhia do meu amigo brasileiro mais a sua mulher - entretanto voltou à sua terra, casou-se e veio cá de férias. Nessa ocasião entrei na cidade por uma estrada secundária, vindo de La Alberca. Antes de atravessar o Tormes, parei na margem sul, junto à ponte romana e tirei algumas fotografias. A que ilustra este texto é uma delas. O destino da nossa viagem era a região cantábrica e o País Basco. Ainda nessa noite tencionava pernoitar em Riaño e, portanto, tratava-se de fazer apenas um reconhecimento da cidade. Ainda assim deu para estar quase 5 horas e a verdade é que nessa segunda vez acabei por ver mais coisas do que na primeira. Evidentemente que não deu para entrar em algum dos muitos monumentos, com excepção da Catedral. Confirmei que a Plaza Mayor (a de Salamanca bem se pode considerar a "mãe de todas as plazas mayores"...) é ainda mais espectacular ao vivo. Agradou-me muito a Rúa Mayor - curiosa a utilização do termo rúa (como na Galiza) para uma urbe castelhana... É uma artéria pedonal que liga a zona da Plaza Mayor à zona da Catedral. Tal como a generalidade das cidades espanholas, este tipo de artérias pedonais centrais desempenha uma função crucial na malha urbana. Há uma vida fervilhante em torno do comércio que aí está estabelecido e há animação, o que sucede aqui num grau elevado, graças ao turismo que a cidade atrai.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Castilla (12): Castilla y León


Salamanca
Nos campos castelhanos avistam-se longínquos campanários e torres senhoriais - autênticos marcos de referência num cenário de horizontes ilimitados. Aquela que será a torre mais imponente é a que corta o perfil de Salamanca - farol da cultura castelhana. A torre da catedral salmantina avista-se de longe e é um antecipado cartão de visita para uma cidade que se impõe conhecer e admirar!

quarta-feira, novembro 23, 2005

Castilla (11): Castilla y León

Segovia
Segovia é uma das cidades que mais aprecio. Visitei-a por duas vezes. Ambas foram visitas curtas. A primeira foi há cerca de dez anos, numa incursão a Madrid, em finais de Janeiro. A segunda foi há pouco mais de três anos em finais de Julho, também numa viagem a Madrid. O facto da cidade estar situada apenas a cerca de 60 km da capital, torna-a numa oportuna visita complementar.
Da primeira vez, fui com um grande amigo brasileiro, um paulista castiço, que esteve a trabalhar cá em Portugal como técnico informático durante meia dúzia de anos e que, infelizmente, um dia resolveu voltar para a sua terra. Fomos no meu carro só os dois. Eu com o objectivo rotineiro de comprar livros e discos. Ele com o objectivo de conhecer mais alguma coisa da Europa, para além de um pequeno país que, por obrigações profissionais e facilidade em estabelecer amizades, já começava a conhecer razoavelmente. Pelo caminho tive oportunidade de lhe demonstrar como Estremoz e Elvas eram admiráveis. Depois, atalhando pelas desinteressantes paisagens da Extremadura, só paramos para almoçar num restaurante de estrada perto de Talavera de la Reina. Em Madrid cumpriu-se ainda nesse dia e no seguinte, o plano de escrutínio por livrarias e lojas de discos. Mesmo assim ainda deu para marcar o ponto no Museu do Prado. No dia seguinte, sábado, pôs-se três hipóteses: Toledo, Escorial ou Segovia. A opção por esta última não se deveu tanto ao facto de enriquecer o meu inventário de lugares conhecidos, como ao facto de o caminho poder, eventualmente, proporcionar ao meu amigo a inédita visão de neve. Com efeito, era pelo Puerto de Navacerrada que eu queria ir, tanto mais que, logo a seguir, estava o Palacio Real de La Granja. Infelizmente, o Inverno ia invulgarmente seco e nos cumes da Sierra de Guadarrama a neve era pouca. Ainda assim, ele teve oportunidade de sentir entre os dedos alguns flocos de neve.
Atrasámo-nos tanto no alto da serra que não paramos em La Granja. Com efeito, pretendendo estar de volta em Madrid às 5 e querendo passear com detença pela cidade do Aqueduto, achei que era justificável tal grosseria. Mal sabia eu ainda que iria penar uma hora, cirandando por estreitas ruas da cidade em desesperada busca de um lugar de estacionamento… Se sempre me considerei aselha para detectar lugares de estacionamento, neste caso concreto, havia ainda a necessidade de deixar o carro num lugar central, visto o meu amigo ter problemas de locomoção. Não vou dar conta das belezas específicas da cidade, que sendo pequena, tem uma elevada concentração de monumentos admiráveis. Vou apenas sublinhar quatro aspectos: frui o seu carácter genuinamente castelhano; deliciei-me com um estupendo cordero asado num mesón da Plaza Mayor; encantei-me com uma panorâmica estratégica do Alcázar; emocionei-me com a visão dos campos de Castilla que começam onde a cidade acaba.
A segunda visita foi também no meu carro, nas na companhia do meu filho e de um casal amigo e vizinho. O caminho de ida foi o mesmo, só que, detive-me em La Granja (magníficos jardins!), a estadia em Segovia foi mais abreviada e, depois, segui para Pedraza de la Sierra, mais para o nordeste da província. A villa é belíssima e também aí comi um notável cordero asado. Infelizmente, não tive tempo para ir a Turégano e Sepúlveda, como tencionava, mas, mais ainda do que na vez anterior, pude admirar a grandeza (em todos os sentidos) dos campos de Castilla.

sábado, novembro 13, 2004

Castilla (10): Castilla y León

Ávila de los Caballeros

Castilla (9): Castilla y León

Nada te turbe

(Letrilla que llevaba por registro en su breviario)

Nada te turbe;
nada te espante;
todo se pasa;
Dios no se muda,
la paciencia
todo lo alcanza.
Quien a Dios tiene,
nada le falta.
Solo Dios basta.
Santa Teresa de Ávila (1515-1582)

domingo, outubro 10, 2004

Castilla (8): Castilla y León

Calatañazor (Soria)

Castilla (7): Castilla y León

Leão e Castela Velha
De toda a Espanha, que tantos e tão diferentes atractivos proporciona, o que mais me emociona são as terras de León e de Castilla la Vieja. León corresponde às províncias de León, Zamora e Salamanca. Castilla la Vieja abrange as terras do coração de Espanha, onde nasceu a língua e onde se começou a forjar o poder do Império de Carlos V e Filipe II. Corresponde às províncias de Burgos, Palencia, Valladolid, Ávila, Segovia e Soria. Com o estabelecimento das autonomias estas designações caíram em desuso, em favor de Castilla y León - região autónoma que as engloba, com capital em Valladolid. Estes territórios estendem-se, em grande parte, por uma ampla meseta, seca e rude, de frios e calores extremos. Aldeias e cidades de carácter austero cortam aqui e ali uma paisagem de campos de trigo. Já não são, hoje em dia, tão pertinentes as alusões de Antonio Machado à decadência castelhana, mas deparamo-nos frequentemente com sinais de anacrónico espírito imperial: castelos em digna ruína; palácios grandiosos em lugares ignotos; nomes ressonantes de história em ínfimos pueblos; plazas mayores em lugarejos sem motivos para mais toponímia.
De León, Salamanca, Segovia, Ávila e Burgos conhecem-se sobejamente os atractivos, mas convém destacar as pequenas capitais de província (Zamora, Palencia, Soria), as pequenas cidadezinhas (Astorga, Benavente, Toro, Ciudad Rodrigo, Medina de Ríoseco, Tordesillas, Medina del Campo, El Burgo de Osma) e inúmeros pueblos: Sahagún, La Alberca, Miranda del Castañar, Alba de Tormes, Lerma, Covarrubias, Fromista, Carrión de los Condes, Peñafiel, Arévalo, Madrigal de las Altas Torres, Cuéllar, Sepúlveda, Turégano, Pedraza, Peñaranda de Duero, Medinaceli... Os castelos, os casarios (raramente violentados pela presença de edifícios destoantes), as torres das igrejas, as ermidas românicas, os horizontes amplos (ancha es Castilla...) com as montanhas de cumes nevados ao fundo são a estampa emblemática desta velha Castela. E há, acima de tudo, o carácter castelhano: altivo, orgulhoso, rude e sincero.

Castilla (6): Castilla y León

A orillas del Duero
El Duero cruza el corazón de roble
de Iberia y de Castilla.
---
¡Oh, tierra triste y noble,
la de los altos llanos y yermos y roquedas,
de campos sin arados, regatos ni arboledas;
decrépitas ciudades, caminos sin mesones,
y atónitos palurdos sin danzas ni canciones
que aun van, abandonando el mortecino hogar,
como tus largos ríos, Castilla, hacia la mar!
Castilla miserable, ayer dominadora,
envuelta en sus andrajos desprecia cuanto ignora.
---
¿Espera, duerme o sueña? ¿La sangre derramada
recuerda, cuando tuvo la fiebre de la espada?
Todo se mueve, fluye, discurre, corre o gira;
cambian la mar y el monte y el ojo que los mira.
¿Pasó? Sobre sus campos aún el fantasma yerra
de un pueblo que ponía a Dios sobre la guerra.
---
(...)
---
El sol va declinando. De la ciudad lejana
me llega un armonioso tañido de campana
—ya irán a su rosario las enlutadas viejas—.
De entre las peñas salen dos lindas comadrejas;
me miran y se alejan, huyendo, y aparecen
de nuevo ¡tan curiosas!... Los campos se obscurecen.
Hacia el camino blanco está el mesón abierto
al campo ensombrecido y al pedregal desierto
Antonio Machado

Castilla (5): Castilla y León

Antonio Machado (1875-1939)
Figura de primeiro plano da geração de 98, Antonio Machado foi o poeta que melhor transmitiu as emoções da paisagem humana e natural de Castela. Em 1912 publica Campos de Castilla, uma das suas obras mais populares. Ao longo da sua vida viveu em muitos lugares de Espanha e viveu também em Paris. Foi como professor de Francês que passou uma temporada em Soria - pequena cidade ribeirinha de um Douro mal acabado de nascer, capital da menos povoada província de Castela Velha e cujas paisagens são um acabado protótipo daquelas que o inspiraram.
Como tantos e tantos, exilado pela Guerra Civil, morreu longe de Castela, fora da sua amada Espanha, mas está sepultado a um passo da fronteira, em Collioure.
Como canta Louis Aragon:
Machado dort à Collioure
Trois pas suffirent hors d'Espagne
Que le ciel pour lui se fît lourd
Il s'assit dans cette campagne
Et ferma les yeux pour toujours

Castilla (4): Castilla y León

Castela e Leão

Região Autónoma: Castilla y León (capital: Valladolid).
Províncias: León; Zamora; Salamanca; Ávila; Segovia; Valladolid; Palencia; Burgos; Soria.

domingo, agosto 01, 2004

Castilla (3): Madrid

Madrid /Anos 80
Subindo no tempo e subindo a Gran Via até Callao. À direita temos o Palácio de la Prensa. Em contraste com os pretéritos pergaminhos de respeitabilidade da instituição, no piso térreo instalou-se uma Sex Shop. Talvez por esse facto, este passeio nobre da cidade passou a acolher um multiétnico mosaico de putas, pelo menos a partir de umas certas horas nocturnas. Isto, mesmo em frente da FNAC, que ocupa todo um edifício que antes acolhera as Galerías Preciados. Anos 80 - são esplenderosos tempos de La Movida - e apetece ouvir alguns daquelas bandas dessa era: Nacha Pop, Radio Futura, Gabinete Caligari, Tino Casal, Golpes Bajos, Semen-Up, Siniestro Total, Presuntos Implicados, Mecano e muitos e muitos outros equivalentes, por exemplo, ao nosso António Variações, pela originalidade e imaginação. Já o Generalíssimo estava mais que defunto. A Espanha vital emergira como um vulcão.

sábado, julho 31, 2004

Castilla (2): Madrid

Madrid / Anos 50
Temos aqui quase a mesma vista do postal dos anos 20, mas agora mais virada para a Gran Via. Já estamos nos anos 50. Aquele Madrid pejado de tranvías (eléctricos) dá lugar a um Madrid de autocarros de 2 pisos. Dos tempos da suave ditadura (ditablanda) de Primo de Rivera passamos aos tempos do Generalíssimo. Dizia-se que o paternal diatdor frequentava os prostíbulos da má vida, enquanto que o Generalíssimo odiava esse tipo de fraquezas carnais. Pelo meio, Madrid - da efervescência cultural e social dos anos 20 e 30 para a rançosa pax franquista dos anos 40 e 50. Lá ao fundo vê-se o emblemático edifício da Telefónica, que foi nos finais dos anos 20 e durante quase toda a década seguinte o mais alto edifício da Europa (imagine-se...). Ainda hoje, apesar de tudo, domina o cenário.

Castilla (1): Madrid

Madrid / Anos 20
Gosto de Madrid. A avaliar por este velho postal dos anos 20, a confusão e animação foram sempre características suas. Numa noite quente de Verão, em 1981 ou 1982, lembro-me de ter ficado surpreendido por um engarrafamento na Gran Via... às duas e tal da madrugada. Saíam as famílias dos teatros e cinemas e e gozavam, com castelhana extroversão, as delícias de uma noite quente. Na verdade, gosto especialmente da Gran Via, de que aqui no postal, apenas se entrevê o início, do lado direito. Mais que a Puerta del Sol e até do que a Plaza Mayor é o epicentro do caldeirão madrileno. Na última vez que por lá andei fiquei surpreendido porque em dois pontos nevrálgicos (Red San Luís e Callao) um exército de putedo (boa parte dele composto por mulatonas espampanantes) havia aí consolidado posições aparentemente inexpugnáveis. Era ver o passeio do Palácio de la Prensa transformado em trottoir... Definitivamente uma certa forma deliciosa de decadentismo havia ganho "el corazón del império". Entretanto, é um facto, uma boa parte da tradicional animação desertara desses passeios.