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sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Dancing days (22)



Rick Astley - Never gonna give you up (1987)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Dancing days (21)

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ABBA - Voulez-Vous (1979)

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ABBA - Does your mother know in Voulez-Vous (1979)

terça-feira, janeiro 22, 2008

Dancing days (20)

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ABBA - Waterloo (1974)
Em 1974 os ABBA deram-se a conhecer ao mundo, ganhando o Festival Eurovisão da Canção, com Waterloo. Instalaram-se no palco global por quase uma década, coleccionando êxitos atrás de êxitos. A sua universalidade fez-se de um pop dançável, musiquinhas simples e uma imagem juvenil que sugeria o hedonismo próprio desses tempos despreocupados que foram os anos 70. Mais escape que despreocupação, deve-se sublinhar, já que de instabilidade económica e política foram feitos esses anos... Seja como for, para todos os efeitos, os ABBA estavam no mainstream. Foram , como já alguém disse, o mais universal produto da Suécia (Hoje em dia, Ikea talvez se apresente como digno sucessor a esse nível). Instalaram-se em Londres e, evidentemente, cantavam em inglês. Contudo, nos seus primórdios, antes de almejar a universalidade, também chegaram a cantar na língua nativa. Mesmo quando se apresentaram na Eurovisão, apesar de terem cantado em inglês no palco, gravaram uma versão em sueco, como também fizeram em alemão e francês. Mais tarde tornar-se-ia uma rotina ver o grupo editar versões dos seus êxitos em espanhol. Tão aparatosa manifestação de versatilidade linguística pode indiciar capacidade de saber tirar partido de um certo complexo de inferioridade. Julgo que Vinicius de Moraes, ou algum outro brasileiro espirituoso, sentenciou um dia que, a haver uma língua oficial do inferno, seria o sueco. Tal boutade pode encontrar sustentação na aparente facilidade com que grupos pop suecos têm passado ao lado da sua língua (além dos ABBA, por exemplo, os Ace of Base...). Em boa verdade, não nos é fácil conceber virtualidades canoras no sueco ou a qualquer outro idioma nórdico. Mas aqui fica uma experiência iniciática, com, nem mais nem menos, Waterloo. Certo é que esta versão não transcendeu o terrunho escandinavo. O single que chegou a milhões de pessoas por todo mundo, era, claro está, a versão inglesa e o próprio álbum abria com essa mesma versão e era composto integralmente por temas cantados nessa língua. Em seu louvor do álbum, deve-se dizer que, ao contrário do que seria de esperar, e apesar de não sair de um nível de pop do mais frívolo, aguenta-se bastante bem para lá do consagrado hino festivaleiro. Já agora, recorde-se que Waterloo foi para o Festival da Eurovisão uma oportuna revolução e que, alguns dias depois, houve uma revolução a sério em Portugal, o 25 de Abril.
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ABBA - Waterloo (Swedish version) (1974)

terça-feira, janeiro 01, 2008

Dancing days (19)

ABBA - Dancing queen in Arrival (1976)
Transcrevo o que escrevi no post Dancing days (2): "Reviver a música pop comercial dos anos 60, 70 e 80 é, cada vez mais, fonte de reencontrados prazeres. Neste intermitente reencontro, no topo das minhas preferências estão os ABBA (Agneta Fältskog, Björn Ulvæus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad). Agneta é a loira - a que se tornou um mito entre a homenzarrada planetária; Anni-Frid é a morena - que não deixou de ter a sua incondicional clientela libidinosa... Era uma música simples, desprestenciosa, alegre e, dentro destes parâmetros, muito bem feita. Tenho para mim, por exemplo, que Dancing queen é uma das mais bonitas canções de sempre."

domingo, dezembro 16, 2007

Dancing Days (18) (4 remake)

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Peaches & Herb - The best of Peaches & Herb (1996)
É a melhor colectânea de Peaches & Herb (2ª fase). Integra a colecção Polydor Soul Series. A entrada faz-se com o dance hit Shake your groove thing (é preferível a versão para EP, que constitui a última faixa). Continua com outro dance hit, Funtime. O destaque vai, contudo, como não podia deixar de ser, para a super balada Reunited.
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Peaches & Herb - Reunited (1978)

Dancing Days (17) (3 remake)

Peaches & Herb - Reunited (1978)
Espectacular é o que se pode dizer desta balada de Peaches & Herb! Foi um dos singles mais vendidos de sempre. Este duo (nesta altura composto por Linda Green e Herbert Feemster, de Washington DC, pela mão do compositor e produtor Freddie Perren, tornou-se relevante no cenário disco sound de finais dos anos setenta. Nesse género, estritamente considerado, o seu maior êxito foi Shake your groove thing (13 semanas no Top40 USA, onde chegou a alcançar o 5º lugar, em 1979). Contudo, o seu maior êxito absoluto e um dos maiores de toda a história da música pop foi precisamente esta balada, que esteve 15 semanas no Top40 USA, alcançou o 1º lugar nesse mesmo ano de 1979. Mereceu, pois é a mais soberba balada romântica pop alguma vez feita! É curioso tal sucesso cavalgando a onda disco, já que esta era a segunda fase de uma carreira que tinha principiado em meados dos anos sessenta em plano de rythm & blues, com uma solista diferente, Francine Barker e um produtor também diferente, Van McCoy. Foi, enfim, uma reinvenção bem sucedida.

terça-feira, maio 15, 2007

Dancing Days (16) (12 remake)

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Pino d'Angiò - Una notte maledetta (1999) (1983+1986)

No início dos anos 80 o disco sound estava em declínio. Contudo, uma refrescante novidade começava a surgir: o italo-disco. Ou seja, nova música de discoteca produzida em Itália. Um dos pioneiros foi Pino d'Angiò, de Pompeia, província de Nápoles (não confundir com o também napolitano Pino Daniele), cujo verdadeiro nome era Giuseppe Chierchia. Com Ma quale idea (1979) estoirou nos tops europeus. Era uma erupção de funky rap à italiana, onde pontificava uma voz e pose de macho latino. Fez furor. Porém, não abandonando este registo, em 1983 tem um álbum verdadeiramente interessante, Evelonpappa, evelonmamma. Aí encontram-se temas sugestivos e originais. Um deles é Mani in alto, que tem uma letra delirante, que consiste no relato, na primeira pessoa (o delinquente), de um assalto a um banco, a sua fuga, o acidente mortal, a tumultuosa chegada às portas do paraíso, as objecções de São Pedro e o subsequente caos violento que aí se instala. Jamais alguém se lembrou de pôr uma coisa assim como letra de música, ainda por cima numa batida forte. Comercialmente, ao contrário de Ma quale idea, esteve aquém das expectativas - era demasiado sofisticado para o seu público.
Não mais tive notícias de Pino d'Angiò até uma recente reaparição... como participante numa curiosa variante de Big brother, Esta cocina es un infierno. da espanhola Tele 5. A imagem que me aparece é ilustrativa de uma largo hiato... Enfim, tudo indica que, pelo menos em termos estritamente musicais, foi um cometa efémero de uma música já de si efémera. Seja como for, em 1999 uma ignota editora milanesa fez uma edição em CD, onde juntou Evelonpappa, evelonmamma e um outro álbum de 1986. Como título pegou no de uma das melhores canções do primeiro, Una notte maledetta. À distância de mais de 20 anos as virtualidades de Pino d'Angiò ressaltam ainda mais, sobretudo se comparadas com o italo rap de Jovanotti e os enjoativos produtos mais comuns com que desde então para cá a cena pop/rock italiana nos tem brindado (Zucchero, Ramazzotti...).

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Web: Pino d'Angiò




Pino d'Angiò - Mani in alto in Evelonpappa, evelonmamma (1983)

sábado, dezembro 16, 2006

Dancing Days (15)


Elton John & Kiki Dee - Don't go breaking my heart (1976)
É usual subvalorizar a música dos anos 70, sobretudo em comparação com os anos 60, mas também em comparação com os 80. São expeditamente tratados como os anos em que emergiu a música disco, sendo isto como que uma espécie de pecado identificador de toda uma década. Se é um facto que os anos 70 vêem emergir a música de discoteca, este facto, em si, não é mais do que o cumprimento de um natural destino da música popular de todos os tempos, que não é, nem nunca foi, contraditório com qualidade. Por outro lado, este juízo pode fazer esquecer que foram os anos 70 aqueles em que a música pop/rock atingiu o apogeu, sob o ponto de vista de penetração no mercado e implantação nos meios de comunicação. Este espectacular tema de Elton John e Kiki Dee será para sempre um exemplo de um tema pop. Simples, dançável e trauteável! Na verdade, muitas vezes, quando a música pop se arma em algo de muito especial e transcendente, estraga tudo... Os seus limites e o seu brilhantismo vêm inexoravelmente de uma receita simples aplicada a um dispositivo de três minutos, assente em ritmo e melodia, onde o refrão é uma bandeira erguida bem alto.

quinta-feira, agosto 17, 2006

Dancing Days (14)

Peaches & Herb - Shake Your Groove Thing (1978)

Dancing Days (13)

Ryan Paris - Dolce Vita (1983)
Este tema foi uma das pontas de lança do Italo-Disc. Foi composto e produzido por Pierluigi Giombini e interpretado por Ryan Paris, cujo verdadeiro nome é Fabio Roscioli. Este, aliás, bem se pode considerar o exemplo perfeito de um artista de um único hit... mas que hit! Foi um tremendo êxito, sobretudo em Espanha, Alemanha, França e depois por quase toda a Europa, com algumas excepções. Com efeito, curiosamente, em Itália passou pouco menos que despercebido. Em Portugal nunca existiu, sequer... Quanto à Grã-Bretanha, escusado será dizer que permaneceu imune a assaltos continentais. Mas o EP vendeu mais de 5 milhões de exemplares! Ryan Paris acabou por se radicar na Alemanha, como, aliás, ocorreu com Francesco Napoli, que apresenta também um percurso similar.
O vidioclip é bastante primitivo e a qualidade do som... ruim até dizer chega. Eu, porém, adoro este tema e encontrá-lo assim, mais que um mero exercício de nostalgia, é como que um troféu.
Ryan Paris / Dolce Vita

terça-feira, abril 04, 2006

Dancing Days (12)

Pino d'Angiò - Una notte maledetta (1999) (1983+1986)

No início dos anos 80 o disco sound estava em declínio. Contudo, uma refrescante novidade começava a surgir: o italo-disco. Ou seja, nova música de discoteca produzida em Itália. Um dos pioneiros foi Pino d'Angiò, de Pompeia, província de Nápoles (não confundir com o também napolitano Pino Daniele), cujo verdadeiro nome era Giuseppe Chierchia. Com Ma quale idea (1979) estoirou nos tops europeus. Era uma erupção de funky rap à italiana, onde pontificava uma voz e pose de macho latino. Fez furor. Porém, não abandonando este registo, em 1983 tem um álbum verdadeiramente interessante, Evelonpappa, evelonmamma. Aí encontram-se temas sugestivos e originais. Um deles é Mani in alto, que tem uma letra delirante, que consiste no relato, na primeira pessoa (o delinquente), de um assalto a um banco, a sua fuga, o acidente mortal, a tumultuosa chegada às portas do paraíso, as objecções de São Pedro e o subsequente caos violento que aí se instala. Jamais alguém se lembrou de pôr uma coisa assim como letra de música, ainda por cima numa batida forte. Comercialmente, ao contrário de Ma quale idea, esteve aquém das expectativas - era demasiado sofisticado para o seu público.
Não mais tive notícias de Pino d'Angiò até uma recente reaparição... como participante numa curiosa variante de Big brother, Esta cocina es un infierno. da espanhola Tele 5. A imagem que me aparece é ilustrativa de uma largo hiato... Enfim, tudo indica que, pelo menos em termos estritamente musicais, foi um cometa efémero de uma música já de si efémera. Seja como for, em 1999 uma ignota editora milanesa fez uma edição em CD, onde juntou Evelonpappa, evelonmamma e um outro álbum de 1986. Como título pegou no de uma das melhores canções do primeiro, Una notte maledetta. À distância de mais de 20 anos as virtualidades de Pino d'Angiò ressaltam ainda mais, sobretudo se comparadas com o italo rap de Jovanotti e os enjoativos produtos mais comuns com que desde então para cá a cena pop/rock italiana nos tem brindado (Zucchero, Ramazzotti...).

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Web: Pino d'Angiò



sábado, fevereiro 18, 2006

Dancing Days (11)


Rádio Clube Português (RCP): Clube Disco - Sábado (20h00 - 03h00)

O grupo Media Capital, além da TVI, possui várias emissoras de rádio. Aquela que foi a Rádio Comercial, assim como a que começou por ser Correio da Manhã Rádio (posteriormente Rádio Nostalgia) consituiram o duplo eixo sobre o qual de montou essa estrutura radiofónica. Indo mais atrás no tempo: com a nacionalização do Rádio Clube Português (de tão gloriosos pergaminhos) formou-se a Rádio Comercial. Muitos anos passaram. Contudo, em parte pelo facto do nome ainda ecoar na memória dos mais velhos, em parte pelo facto dos estúdios das emissoras do grupo estarem sediados no mesmo local (Rua Sampaio e Pina), decidiu-se recuperar a "marca". É claro que o que agora nos é proporcionado só dificilmente pode ser assimilado à rádio convencional magazinesca de onda média dos tempos antigos... Porém, a associação não desmerece. Musicalmente, funciona dentro dos parâmetros da predecessora Rádio Nostalgia, mas não é já inteiramente uma rádio fórmula, pois tem noticiários e programas. Pois foi com agrado que verifiquei que existe neste novo RCP, aos sábados à noite, um programa dedicado ao disco sound. Na verdade, parece ser um lugar indicado para tal. Para já, perfilo-me como potencial ouvinte.
Página Web

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Dancing Days (10)

Van McCoy (1940-1979)
Precocemente desaparecido, com apenas 39 anos, Van McCoy permanecerá, no entanto, sempre ligado ao auge do Disco Sound. A sua carreira musical, embora curta, foi muito preenchida, sobretudo como compositor e produtor de grupos pop (The Shirelles - anos 60) e soul (The Styilistics - anos 70). Mas, em 1975 estoira com um êxito absoluto, que se tornará um dos mais emblemáticos do Disco Sound: The Hustle (mais de 8 milhões de singles vendidos!). A dimensão deste fenómeno fez obscurecer a sua profícua trajectória. Ainda hoje, este tema permanece como detendo uma sonoridade das mais identificadoras dos anos 70...

Dancing Days (9)

CD2: KC and the Sunshine Band - 25th Anniversary Collection (1999)
No Disco Sound, poucos grupos tiveram tanta relevância como este. No que diz respeito a tops, nenhum alcançou tantos êxitos, nem mesmo os Bee Gees. A partir da Florida, o grupo de Wayne "KC" Casey (um branco...), fez um som negro ligeiro, para dança, mesclado com algumas referências latinas. Comercialmente foi um produto que se aguentou na primeira linha do sucesso entre 1975 e 1984. Ou seja, até para além do período áureo do Disco Sound. No USA Top40 (Singles) teve cinco #1 : Get down tonight (1975); That's the way (I like it) (1975); Shake your booty (1976); I'm your boogie man (1977); Please don't go (1979). O arrebatador Give It Up, que não teve o mesmo sucesso (#18), é de 1984.
A sua importância está bem presente nos nostálgicos do Disco Sound, tal como se pode verificar nesta lista do sítio Seventies Dance Music Page.

Dancing Days (8)

CD2: Disco / 40 Grandes Clássicos do Disco Sound (2004)
Esta compilação foi feita para o mercado português e em boa-hora, já que, entre nós, nunca se deixou de fazer sentir o eco de uma remota censura sobre o disco sound e, portanto, nunca abundaram iniciativas que viessem ao encontro da nostalgia disco. Tem este mérito básico, mas não deixa de ser pertinente observar que a opção por um único tema por artista, se tem alguma lógica, não deixa de acarretar inconvenientes, pois não dá o devido peso aos nomes mais significativos. Menos compreensível é a ausência dos Bee Gees, dos Boney M, com o poderoso Daddy Cool, ou de Peaches & Herb. Estes factores constituem um dano irreparável para a sua representatividade. Também é de lamentar a má qualidade audio de alguns temas. Contudo, há coisas muito positivas. A saber: o non-stop na ligação entre os temas, que é totalmente adequado ao género, sugerindo o ambiente de discoteca; a inclusão de certos temas emblemáticos, que no seu tempo não tiveram aqui a correspondente repercussão do seu êxito nos Estados Unidos. Neste último caso destaco: KC & The Sunshine Band - That's the Way (I Like It); Van McCoy - The Hustle; Hot Chocolate - You Sexy Thing; Patrick Juvet - I Love America; Lipps Inc - Funkytown. ~
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sexta-feira, outubro 15, 2004

Dancing Days (7)

CD: Barry White - Barry White's Greatest Hits (1975)
Trata-se da reedição em CD de um LP antológico de 1975, o qual, portanto, concentra todos os grandes êxitos do tempo auge de Barry White, excluíndo, contudo, os que foram protagonizados pela sua Love Unlimited Orchestra.
Abre com os dois mais poderosos temas: What am I gonna Do with You (para mim, um hino intemporal...) e You're the first, the last, my everything. Pena é que, apesar da capa envergar uma estética concordante, o encarte seja pobre.
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Dancing Days (6)

Barry White (1945-2003)
A voz quente de Barry White, as suas composições e orquestrações foram um dos elementos mais identificadores do auge Disco Sound em meados dos anos 70. A um nível idêntico apenas chegaram os Bee Gees ou os KC & Sunshine Band. A junção de uma batida fortemente ritmada com um grandioso fundo orquestral, onde as cordas estavam em relevo, foi a receita que lhe trouxe êxitos sobre êxitos. Teve 4 temas no Top5 USA: Love's Theme (#1 - 1973)(com a sua Love Unlimited Orchestra); I'm gonna love You just a little more baby (#3 - 1973); Can't get enough of your love, baby (#1 - 1974); You're the first, the last, my everything (#2 - 1974). Todos estes temas são espectaculares e marcaram justamente uma era. Não por acaso, a título de exemplo, o último destes temas era o da promoção do canal SIC Gold. Incrível como uma fisionomia tão disforme (correspondente a muito mais de 100 Kg...) deu alma e forma a uma música popular, de amor e jovialidade. Barry White morreu há pouco tempo, mas ficará sempre como um dos ícomes dos anos 70.

quinta-feira, outubro 14, 2004

Dancing Days (5)

CD: Grace Jones - Slave to the Rhythm (1985)
A jamaicana parisiense Grace Jones foi sempre em todos os domínios sinónimo de produção sofisticada. Os domínios foram ecléticos: moda, música e cinema... pelo menos. O seu corpo longuilínio e a sua face dura inspiraram experiências de produção imaginativas, normalmente em tons andrógenos. Na música, sempre sob orientação de produtores exímios, evoluiu desde o disco sound (onde irrompeu com uma espantosa versão hiper-inconoclasta de La Vie en Rose) até ao prenúncio das novas tendências da dance music. Esta gravação representa esse último ponto. Mais do que nunca, o verdadeiro protagonismo vai para o produtor, neste caso Trevor Horn e mais do que nunca Grace Jones é uma imagem, um pretexto... sugestivo e eficaz.
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quinta-feira, setembro 30, 2004

Dancing Days (4)

Peaches & Herb - The best of Peaches & Herb (1996)
É a melhor colectânea de Peaches & Herb (2ª fase). Integra a colecção Polydor Soul Series. A entrada faz-se com o dance hit Shake your groove thing (é preferível a versão para EP, que constitui o último tema). Continua com outro dance hit, Funtime. O destaque vai, contudo, como não podia deixar de ser, para a super balada Reunited.
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Dancing Days (3)

Peaches & Herb
Espectacular é o que se pode dizer desta balada de Peaches & Herb! Foi um dos singles mais vendidos de sempre. Este duo (nesta altura composto por Linda Green e Herbert Feemster, de Washington DC, pela mão do compositor e produtor Freddie Perren, tornou-se relevante no cenário disco sound de finais dos anos setenta. Nesse género, estritamente considerado, o seu maior êxito foi Shake your groove thing (13 semanas no Top40 USA, onde chegou a alcançar o 5º lugar, em 1979). Contudo, o seu maior êxito absoluto e um dos maiores de toda a história da música pop foi precisamente esta balada, que esteve 15 semanas no Top40 USA, alcançou o 1º lugar nesse mesmo ano de 1979. Mereceu, pois é a mais soberba balada romântica pop alguma vez feita! É curioso tal sucesso cavalgando a onda disco, já que esta era a segunda fase de uma carreira que tinha principiado em meados dos anos sessenta em plano de rythm & blues, com uma solista diferente, Francine Barker e um produtor também diferente, Van McCoy. Foi, enfim, uma reinvenção bem sucedida.