Mostrar mensagens com a etiqueta Los toros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Los toros. Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 08, 2006

Los toros (5)


San Fermín

sábado, fevereiro 25, 2006

Los Toros (4)


Goya - Una escena taurina (1824)
Uma amiga enviou-me reproduções de obras de Goya que estão nestes dias em exposição em Nova Iorque (The Frick Collection). A exposição tem como título Goya's Last Works. Abrange, portanto, as últimas obras do pintor aragonês. Desgostoso com a progressiva marginalização a que o absolutista Fernando VII o votou e desiludido com a subsequente experiência do triénio liberal, Goya instala-se em Bordéus em 1824. Aí viveu até à sua morte, em 1828. Sucede que os últimos anos denotam um crescente pessimismo e amargura - as suas obras patenteiam atracção pelo sórdido e macabro. A estampa que seleccionei é um bom exemplo. O tercio de varas está documentado em toda a sua sanguinolenta crueza, tal como era praticado até 1930. Sucede que até essa data o cavalo não levava protecção (peto), de modo que da perícia do picador resultava a possibilidade deste sobreviver ou não às investidas do touro em hastes limpas e íntegras. Hoje o tercio de varas está despojado de dramatismo. O peto é uma autêntica armadura que protege bem o cavalo, mas perdeu-se o âmago da essência da suerte de varas... No passado era muito diferente. Detinha uma extraordinária capacidade emotiva, sendo um momento vibrante em que eram postas à prova o binómio humano força/detreza contra a força bruta animal. Um bom desempenho significava castigar o touro mediante a força, sem afectar as suas capacidades locomotoras, preservando a vida do cavalo mediante a destreza. O picador tinha assim um papel destacado. Sucede, porém, que eram muito frequentes as investidas fatais sobre os cavalos. Raras eram as corridas em que não havia, pelo menos, um, dois ou três cavalos mortos e eram frequentes as que havia em média um cavalo morto por faena. Estavam reservados muitos cavalos para cada corrida, tal como se pode comprovar na informação constante na págima web La Cabaña Brava. Nos resumos informativos das corridas era trivial a relação de cavalos mortos. Era uma arte perigosa para os cavalos, mas também para os próprios picadores, os quais amiudadas vezes também eram atingidos. Até ao último quartel do século XIX havia uma relação íntima entre ambos, pois os cavalos eram propriedade dos picadores que os seleccionavam e treinavam adequadamente para a função. A beleza cruel da lide era infinitamente mais sanguinolenta do que hoje em dia, pois, tal como podemos apreciar na estampa, os corpos esventrados dos cavalos acumulavam-se na arena. O odor e a visão das vísceras, tripas e sangue eram elementos indissociáveis da fiesta...

quarta-feira, agosto 25, 2004

Los Toros (3)

Não sou um aficionado, mas admiro a corrida numa perspectiva antropológica e cultural. Tenho simpatia por esse mundo, apesar de desconhecer muitas especificidades da lide. Não vejo que isto seja incompatível com o meu gosto por animais, bem pelo contrário! Que fique claro que considero ser um espectáculo cruel, mas também, e até em larga medida por isso mesmo, profundamente artístico! O sofrimento do touro é a exaltação das suas inatas qualidades de bravura - assim como uma exaltação da força bruta da vida selvagem em confronto com a racionalidade do homem. Uma genuína metáfora do triunfo da civilização, cujas raízes se embrenham no fundo dos tempos. Toda a coreografia e panóplia de rituais reforçam este carácter e adicionam elementos de esconjuro ao medo e de apoteose da coragem viril. É este conjunto de factores que são a base da Fiesta e no qual vão desaguar certos elementos sociais: a equitativa distribuição da carne do touro morto, pelo povo; a origem plebeia do matador... Um mundo sem a corrida é um mundo mais pobre, endereçado no caminho do "politicamente correcto", asséptico, insuportavelmente virtuoso no que de mais hipócrita o termo encerra... Felizmente que o mundo que sustenta a afición é resistente!

terça-feira, agosto 24, 2004

Los Toros (2)

Peña Taurina Los Suecos
Peñas são associações de tertulianos e fans. É um fenómeno genuinamente espanhol que se desenvolveu em torno da fiesta, do futebol e de outras actividades. Têm, como elemento agregador um matador ou um clube e como base, normalmente, um bar. São pretexto para convívio, discussões e excursões. Há muitas peñas taurinas, mas incrível é saber que há uma estabelecida na Suécia e composta de suecos.

segunda-feira, agosto 23, 2004

Los toros (1)

Desenho de Goya
A propósito de rock torero, aqui vai uma estampa goyesca de motivo tauromáquico - um picador em faena. De notar que não há protecção para o cavalo. Da destreza e força do picador dependia a sobrevivência do cavalo, pois, escusado será salientar, o touro estava sempre com as suas defesas integrais, em pontas... A protecção para o cavalo só se tornou obrigatória no início do séc. XX.