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quinta-feira, outubro 02, 2008

Radio (10) (3 remake)

La Mega 97,9 FM / Nueva York
Esta é uma das várias emissoras que emitem exclusivamente em espanhol na área metropolitana de NY. Como a maioria, dedica a maior parte dos seus espaços musicais à salsa e reggaeton. A animação é constante, graças a um forte ritmo de emissão, que está sustentado em jingles imaginativos e numa locução agressiva. O programa estrela é El vacilón de la mañana.
(Clicar logotipo para aceder à respectiva página web - para escutar em directo: clicar en vivo)

sábado, junho 28, 2008

Radio (9)

Radiolé na rede
Radiolé já tem uma página web. Era a única cadeia de emissoras de rádio do conglomerado Unión Radio que até agora não estava na rede. É uma rádio diferente. Evidentemente que só poderia existir em Espanha. Assenta numa fórmula exclusivamente dedicada ao flamenco, às sevillanas e rocieras, à rumba e à copla, abrangendo todas as mais distintas variantes destes géneros. Há um programa do qual me tornei irredutível fan: Son de la tribu. É transmitido aos sábados, entre as 20h00 e as 22h00 (19h00 - 21h00, hora portuguesa). É apresentado por Miguel Ángel Fernández, ou melhor, Miguelón, e está dedicado ao nuevo flamenco.
(Clicar logotipo para aceder à respectiva página web - para escutar em directo: clicar escucha en directo)

domingo, março 23, 2008

Imprensa (5)

Os maiores jornais diários hispânicos
A partir de dados apresentados no anuário Tendencias 07 Medios de comunicación eis aqui a lista dos jornais diários de língua espanhola com difusão superior a 100.00 exemplares diários. Excluem-se os diários cujos números declarados não são confirmados por auditorias independentes, assim como os que são de distribuição gratuita. Destacam-se os jornais de informação geral de referência, de âmbito estatal com *** e de âmbito regional com *.

435.238 -
El País (Madrid, España) ***
401.287 - Clarín (Buenos Aires, Argentina) ***
320.161 - El Mundo (Madrid, España) ***
314.007 - Marca (Madrid, España)
274.404 - El Tiempo (Santa Fé de Bogotá, Colombia) ***
207.371 - La Vanguardia (Barcelona, España) *
207.157 - As (Madrid, España)
204.413 - Trome (Lima, Perú)
191.892 - El Popular (Lima, Perú)
166.296 - Últimas Noticias (Caracas, Venezuela)
162,562 - El Periódico de Catalunya (Barcelona, España) *
161.006 - La Nación (Buenos Aires, Argentina) ***
155.000 - El Nuevo Día (San Juan Puerto Rico) ***
153.872 - El Mercurio (Santiago, Chile) ***
146.723 - La Cuarta (Santiago, Chile)
145.207 - Las Últimas Noticias (Santiago, Chile)
144.413 - Meridiano (Caracas, Venezuela)
144.404 - Correo (Lima, Perú)

144.000 - La Razón (Madrid, España)
140.000 - Diario Extra (San José, Costa Rica)
131.783 - La Tercera (Santiago, Chile) ***
125.624 - La Opinión (Los Angeles, Estados Unidos) *
121.316 - El Correo Español (Bilbao, España) *
118.399 - Sport (Barcelona, España)
114.286 - El Universal (Ciudad de México, México) ***
107.621 - El Comercio (Lima, Perú) ***
105.714 - La Nación (San José, Costa Rica) ***
103.330 - La Voz de Galicia (La Coruña, España) *
101.523 - Mundo Deportivo (Barcelona, España
100.414 - El Comercio (Quito, Ecuador) ***
100.000 - El Norte (Monterrey, México)
*

Fonte: Tendencias’07 Medios de comunicación - El escenario iberoamericano (Elaboração própria)

Imprensa (4)

Tendencias 07 Medios de comunicación: El escenario iberoamericano
O professor Bernardo Diáz-Nosty é um destacado perito em estudos sobre comunicação social. Entre muitas actividades, tem dirigido a elaboração de anuários sobre a evolução da comunicação social em Espanha. Sob a designação genérica de Tendencias, estas publicações têm constituído um retrato exaustivo em todos os domínios (imprensa escrita, rádio, televisão...) através da apresentação e interpretação de estatísticas e de variadas sínteses qualitativas. Durante alguns anos estes anuários foram editados por uma fundação especialmente dedicada ao estudo da comunicação social (Fundesco). Depois houve uma interrupção na sua publicação, mas, entretanto, reapareceram editados por uma fundação da Telefónica. A grande novidade da última edição é que se abalança na análise de todo o vasto universo da comunicação social iberoamericana, incluindo Portugal e Brasil. É algo de extremamente ambicioso, mas que, para já, e tendo em conta as limitações dos estudos e dados estatísticos da maioria dos países abrangidos, se apresenta como excedendo as melhores expectativas.
Pode-se baixar esta publicação a partir da seguinte hiperligação:
Tendencias’07 Medios de comunicación - El escenario iberoamericano

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sexta-feira, setembro 29, 2006

Rádio (8)

Discos Pedidos / Dedicatórias

Umas das coisas mais simples e encantadoras que a rádio de antigamente tinha eram os "discos pedidos". Na nossa rádio já só subsistem praticamente nas pequenas e cada vez mais limitadas emissoras locais. Na rádio espanhola ainda não é tanto assim. Pelo menos na Cadena Dial podem-se escutar peticiones del oyente e, ainda por cima, con dedicatoria. Às vezes, a partir daí, desfiam-se pedaços de algumas histórias de vidas, quase sempre assinaladas pela solidão e desencontros amorosos. É o exercício de uma certa forma de romantismo ingénuo que sobrevive dificultosamente. Apreciem-se alguns exemplos conservados em arquivo: Esta Semana / Las mejores historias. Eu, por mim, bem gostaria de fazer também uma dedicatória, por exemplo, com esta balada, que tem passado precisamente nessas ondas:


quarta-feira, maio 17, 2006

Imprensa (3)

Diarios de Informação Geral - Top
A imprensa espanhola tem uma qualidade que, de algum modo, se expressa na sua difusão. O seu índice global de difusão per capita, se bem que permaneça bastante aquém dos países do Centro e Norte da Europa, é ligeiramente superior ao da Itália, nitidamente superior ao da Grécia e esmagadoramente superior ao de Portugal. Em todo o caso, no que diz respeito à comparação com os primeiros, não se pode deixar de ter em conta que os tablóides sensacionalistas ao estilo britânico (The Sun, Daily Mirror) ou ao estilo alemão (Bild Zeitung) não existem em Espanha. Os índices de difusão estão muito desigualmente repartidos pela geografia espanhola. Com efeito, o Norte apresenta índices muito superiores ao Sul. Num extremo Navarra e o País Vasco. No outro Castilla - La Mancha, Extremadura e Andalucía.
É impressionante a força de alguns jornais regionais. El Correo, de Bilbao e La Voz de Galicia, de A Coruña têm uma difusão superior a qualquer jornal diário português. É também impressionante verificar que cidades como San Sebastián ou Pamplona, que não chegam aos 200.000 habitantes, sustentam jornais diários com, respectivamente, 90.000 e 60.000 exemplares de difusão média. Também não deixa de ser curioso que jornais diários de Vigo, Murcia, Santander e Valladolid alcancem valores na ordem de grandeza dos nossos dois jornais diários nacionais de referência: Público e Diário de Notícias...
Eis aqui os jornais diários espanhóis de informação geral cujo valor médio de difusão é superior a 20.000 exemplares diários (Fonte: OJD):
_453.602 El País (Madrid)
_314.591 El Mundo del Siglo XXI (Madrid)
_278.166 ABC (Madrid)
_208.139 La Vanguardia (Barcelona)
_170.181 El Periódico de Catalunya (Barcelona)
_140.088 La Razón (Madrid)
_124.843 El Correo (Bilbao)
_103.399 La Voz de Galicia (A Coruña)
__89.259 El Diario Vasco (Donostia / San Sebastián)
__60.032 Diario de Navarra (Pamplona / Iruña)
__59.710 La Nueva España (Oviedo)
__55.465 Heraldo de Aragón (Zaragoza)
__46.140 Levante - El Mercantil Valenciano (Valencia)
__43.872 Las Províncias (Valencia)
__41.637 Faro de Vigo (Vigo)
__40.125 La Verdad (Murcia)
__40.060 El Diario Montañés (Santander)
__39.008 El Norte de Castilla (Valladolid)
__36.501 Diario Sur (Málaga)
__35.181 Última Hora (Palma de Mallorca)
__34.173 Información (Alicante / Alacant)
__34.031 La Província (Las Palmas de Gran Canaria)
__34.015 Ideal (Granada)
__32.817 Canarias 7 (Las Palmas de Gran Canaria)
__28.055 El Comercio (Gijón)
__27.520 Diario de Cádiz (Cádiz)
__27.234 Avui (Barcelona)
__25.839 El Punt (Girona)
__25.474 Hoy - Diario de Extremadura (Badajoz)
__24.497 Diario de Sevilla (Sevilla)
__23.277 Diario de Mallorca (Palma de Mallorca)
__22.537 El Día (Santa Cruz de Tenerife)

Nota: Avui e El Punt são editados em catalão; El Periódico de Catalunya tem também edição em catalão.

sábado, maio 06, 2006

Imprensa (2)

Anuários El País
O meu gosto por estatísticas encontrou há muito forma de se saciar em publicações como o Anuario El País. É editado desde 1982. O número deste ano é, portanto, o 25º. Tenho-os todos menos o segundo, o de 1983. É uma magnífica obra de consulta, na linha de outras publicações do género, comuns em França e Estados Unidos (refiro-me apenas a casos que conheço). Em Espanha, as editoras são jornais diários. Julgo que El País foi o primeiro jornal a tomar a iniciativa. Em todo o caso, existem outros exemplos, como El Mundo. Espero, aliás, assim que tiver oportunidade, adquirir também este anuário. Quanto ao Anuario El País deste ano, que inesperadamente me foi oferecido por uma amiga, mantem-se fiel à linha e estilo do costume, intercalando dados estatísticos de todo o tipo com apreciações opinativas sobre o ano passado nos mais diversos sectores. Em Portugal o que de mais parecido existe é o Anuário do Expresso. Contudo, as diferenças são demasiado grandes, sobretudo no que diz respeito ao grafismo e, decisivamente, no volume e variedade de dados estatísticos.

sexta-feira, maio 05, 2006

Imprensa (1)

El País - 30 Anos
Desde que me conheço que sou consumidor de jornais. Com o tempo tornei-me um consumidor quase compulsivo. Uma faceta deste meu gosto é o facto de, geralmente, ter o cuidado de comprar, ler (e guardar... para colecção, se for o único exemplar) o(s) diário(s) das cidades por onde passo.
Se há jornal que, para mim, ocupa um lugar especial é El País - símbolo, por excelência, da Espanha pós-franquista. Nem o facto de estar num quadrante ideológico que não é o meu, me retira a admiração por um projecto jornalístico de qualidade e de sucesso. Profissionalismo e know-how, tanto quanto, por exemplo, não se vêm na imprensa diária portuguesa. Ainda por cima, está longe de ser exemplo isolado no cenário espanhol. Sem referir o pujante mercado de diários regionais e locais, e cingindo-nos apenas aos de difusão estatal: El Mundo (Madrid), ABC (Madrid / Sevilla), La Razón (Madrid), La Vanguardia (Barcelona) e El Periódico (Barcelona). São todos, desde a sua perspectiva ideológica, produtos bem feitos e também, pode-se dizer, com carisma.
Pois sucede que El País faz agora 30 anos. Lembro-me bem do primeiro número que comprei, numa tabacaria do Rossio, tinha eu 19 anos - um dos primeiros números - creio que ainda não teria cumprido um mês de existência. Como foi crescendo, desde então... Entre os vários empreendimentos comemorativos, um avulta de forma grandiloquente: um suplemento comemorativo de 506 páginas, distribuido gratuitamente com a edição de 4 de Maio... Parabéns!

sexta-feira, março 10, 2006

Rádio (7)


Cadena Dial via Internet
É curioso verificar que minha rádio preferida soa em directo na Internet e agora também com opção banda larga - o que minimiza um pouco a má qualidade audio inerente a este meio (por enquanto...). Aí por 1987 lembro-me de sintonizar em Madrid Radio Callao, cujo nome alternava com Radio Corazón. Parecia-me o correspondente radiofónico da prensa del corazón. Entre 1989 e 1991, nas minhas viagens por Espanha, deparei-me com a nascente Cadena Dial. Pareceu-me ser uma herdeira dessa emissora, tanto mais que em Madrid ocupava a mesma frequência (91.7). Era uma pequena cadeia de emissoras (pouco mais de uma dúzia, então) de carácter exclusivamente musical e assente numa fórmula original. Com efeito, o seu lema era 24 horas de música en español. Gostava do carácter evidenciado por tal opção, além de que sempre adorei música espanhola ou cantada em espanhol. Como se não bastasse, agradava-me o despretenciosismo do modo como a fórmula era levada à prática e tinha uma particular predilecção pelos seus encantadores jingles. Quando demandava Espanha pela fronteira do Caia, ainda antes de Estremoz começava a busca no autorádio da Dial Extremadura, de Badajoz. Espanha fora, era-me grato acompanhar as transições entre as diferentes emissoras Dial, conforme se ia desenrolando a viagem - assim a modos de uma legenda sonora anunciadora da próximidade de diferentes cidades...
Quando em 1993 instalei uma antena parabólica não foi para ver TV, mas sim para ouvir rádios de Espanha e Itália. Pude começar a ouvir quotidianamente a Cadena Dial. Desde então é a mais fiel companhia cá de casa, sendo que, desde 1998, a recebo com qualidade digital, através de um receptor do Canal Satélite Digital, do qual, aliás, fui subscritor durante um ano.
A
Cadena Dial tem mudado - tornou-se uma grande cadeia, mas, desgraçadamente, desapareceram os jingles dos primeiros anos e alguns programas magníficos, (como um sobre salsa, do qual não recordo o título mas ainda recordo a nome da voz jovial da sua apresentadora, Cristina Tárrega). Contudo, permanece fiel à ligeireza (os programas são poucos, mas agradáveis; ainda impera a radiofórmula) e, basicamente, permanece fiel ao bem-aventurado totalitarismo hispanófono, se bem que já não seja impossível depararmo-nos com pequenas heresias (já ouvi cantar em Português - um fado de Mísia e já houve, inclusivamente, todo um programa dedicado à música brasileira). Deve-se assinalar que tais excepções dizem respeito à latinidade e só têm discreto cabimento no espaço limitado de certos programas. A minha Cadena Dial ainda tem coisas deliciosas: na programação actual, entre as 20:00 (19:00 em Portugal) e as 24:00 (23:00) (poucas vezes posso ouvir), há um espaço para músicas pedidas com dedicatória, que faz lembrar o nosso saudoso Quando o Telefone Toca, só que muito mais informal. Haverá fenómeno radiofónico mais encantador do que poder encomendar uma música com dedicatória para a amada (ou amado)?

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Rádio (6)



SER vs COPE
A rádio tem em Espanha uma importância maior do que em Portugal. Tal é particularmente válido no que diz respeito à opinião política. Há abundantes espaços de discussão (tertúlias) nos quais participam figuras gradas do jornalismo e outros criadores de opinião. Na realidade, esta prática está longe de se confinar à política - é relevantíssima no desporto e a sua origem mais provável estará nas apaixonadas discussões suscitadas pela lide taurina. É um saudável exercício de democracia que se recuperou a partir dos anos da transição. Assim, as grandes cadeias radiofónicas contratam entertainers que dirigem longos magazines, nos quais há sempre lugar destacado para uma tertúlia. Nem o crescente poder da televisão tem alterado o cenário.
A SER é, de longe, a cadeia de rádio líder de audiências. Integra o conglomerado mediático PRISA, cujo produto mais destacado é o diário El País, mas que abrange também outros jornais e cadeias de rádio, assim como emissoras televisivas e editoras livreiras. É o maior grupo mediático espanhol, tanto que, saltou fronteiras, como se pode constatar, por exemplo, na posição recentemente adquirida na TVI. É sabido que este grupo está próximo do PSOE.
A COPE é a segunda em audiências, embora a considerável distância. Pertence à Confederação Episcopal e alinha com o Partido Popular.

Sintoma da crispação da vida política espanhola é a rivalidade entre estas duas cadeias radiofónicas e o tom agressivo dos seus protagonistas de opinião política, em particular os da COPE: César Vidal e Federico Jiménez Losantos. Para um observador exterior é evidente a qualidade da "marca" PRISA. Independentemente da sua cor ideológica, tem que se reconhecer que há um padrão de qualidade associado a essa marca, de que, por exemplo, El País é uma referência a nível internacional. Em Espanha, tudo o resto, que, note-se, engloba muitos produtos mediáticos excelentes, está, regra geral, como se compreende, aquém desse nível. A direita deveria, em vez de lançar calúnias sobre a PRISA, seguir alguns dos seus exemplos e contribuir para melhorar alguns dos meios de comunicação que lhe são afins. Evitar um tom de cerrada agressividade talvez fosse um contributo não despiciendo para tal desígnio. Jiménez Losantos e, sobretudo, César Vidal são pessoas de considerável bagagem cultural e intelectual; defendem posições ideológicas que, no essencial, considero adequadas. Contudo, perdem-se pelo tom excessivo e por perspectivas sesgadas em certas matérias. É espantoso, por exemplo, que assumindo-se liberais, tenham em relação aos nacionalismos (basco e catalão) atitudes anti-liberais. Para um liberal as questões nacionalistas devem ser encaradas por uma pespectiva sistematicamente não-nacionalista. O moderno liberalismo não rasga as sua vestes em prol de nenhum nacionalismo, nem, tampouco, o considera em si mesmo um mal! Nisto, como em muitas outras coisas, a vontade dos cidadãos deve ser soberana. Até certo ponto, o modelo para encarar um problema extremo desta natureza é o processo de separação ocorrido entre checos e eslovacos. Foi uma cisão sem dramas. Na verdade, dramatizar estas questões é intrinsecamente anti-liberal! Em Espanha é lógico que os liberais critiquem o reforço do poder do aparelho de estado decorrente, por exemplo, dos processos de autonomia, como eventuais despesas acrescidas e duplicação de serviços. Que denunciem, claro está, com veemência, o terrorismo da ETA e seus cúmplices. Para um liberal, porém, quanto a autonomia, pois toda a que for requerida por quem quiser, sempre e quando signifique vontade dos cidadãos e subsidiariedade... e seja enquadrável no quadro constitucional. Em última análise, se a maioria dos cidadãos catalães e bascos se decidisse alguma vez pela independência (coisa, apesar de tudo, muito duvidosa...), pois, não obstante tal se poder entender que seria grossa asneira e algo irracional, um verdadeiro liberal aceitaria essa decisão. Os povos também devem ser livres para cometer erros, além de que estes não são sempre necessariamente irremediáveis... Não encarar os nacionalismos desta forma, sob o ponto de vista ideológico, é uma incoerência para quem pretenda ser um liberal.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Rádio (5)

Lorenzo Díaz - La radio en España / 1923 - 1993 (1993)
Uma das primeira ligações que tive com a Espanha foi através da rádio. Era fácil. Caída a noite, escutava algumas das mais potentes emissoras da onda média (Radio España, Madrid; Radio Intercontinental, Madrid; Radio Sevilla; RNE - Centro Emisor del Noroeste). Era miúdo e estava, assim, familiarizado com as vozes e músicas de Espanha. Era um complemento dos muitos mapas, postais ilustrados e livros de Espanha que o meu pai depositava em minha casa, assim como das histórias que contava das muitas viagens que fizera por lá, nos anos 50. A rádio espanhola trazia-me um mundo diferente. Era alegre a música de Espanha e a sua língua...
Nunca mais perdi esta atracção pela rádio espanhola. Nos anos 80, escutava com assiduidade invasões hertzianas de emissoras FM, na Primavera e Verão. Eram invasões insólitas que proporcionavam recepções temporárias de largas horas ou, até mesmo, dias, com qualidade estéreo. Dessa forma captava a Radio Minuto (Las Palmas); SER Huelva; Antena 3 Badajoz; SER Mérida; SER Cáceres; Radio Noroeste Vigo, ou seja abrangendo um largo espectro, desde as Canárias à Galiza. Tudo isso me parece já arcaico, pois desde há 12 anos que sintonizo por antena parabólica todo o pacote de emissoras do Canal Satelite Digital, com qualidade digital. É a Cadena Dial que normalmente me acompanha com fidelidade diária. Mas também sintonizo a Radiolé: aos sábados, início da noite, sempre que posso, escuto o Son de la tribu. Também, sempre que posso, sou ouvinte do programa desportivo El larguero (Cadena SER) e às vezes passo pela Catalunya Ràdio. Tenho pena de não aceder às tertúlias de Luís del Olmo, agora na recém-formada Punto Radio e tenho algumas saudades do estilo hiper-bombástico de José María García - péssimo jornalista e óptimo entertainer, apropriadamente apodado de Butano (bilha de gás). Enfim, para o bem e para o mal foi sempre uma rádio plena de vitalidade...
Pode-se perceber, portanto, como a monumental obra La radio en España foi para mim algo que me entusiasmou. Tudo o que eu sabia era, nesta matéria, apesar de tudo, fragmentário, e a partir da leitura deste livro ganhou um nexo integrador. Além do mais, percebe-se que foi uma obra feita com paixão por alguém que tem um vasto conhecimento sobre a matéria. Como se não bastasse, vem acompanhado por um CD que compendia alguns momentos importantes e representativos da evolução da rádio espanhola. Aí pude reencontrar um velho conhecido anúncio de sintonia: Aquí, Radio Intercontinental... Madrid!!!! Lástima que o pasodoble das 20:15 (ou 21:15) não apareça. Sucedia-se à informação da temperatura na Calle Modesto Lafuente, onde se situavam os estúdios. Tinha eu uns 11 ou 12 anos e aguardava muitas vezes por esse momento, para ouvir o tal pasodoble.

quarta-feira, março 23, 2005

Rádio (4)

Radio Intercontinental - Madrid (AM 918)
É algo de pueril. Tinha eu uns 9 ou 10 anos e um dos momentos que muitas vezes aguardava era, aqui na Amadora, às 20:15, sintonizar em Onda Média a Radio Intercontinental, de Madrid (em metade do ano, quando já o sol se tinha posto, tal era possível e até se ouvia bem...) e encantar-me com um locutor a pronunciar com aquela típica pompa castelhana: ¡Aquí Radio Intercontinental / (ligeiro compasso de espera) / Madrid! (com afirmativo ênfase). Acto contínuo, entrava, impante, um pasodoble espectacular. Sempre o mesmo. Um desgraçado de um pasodoble que eu nunca consegui detectar, nem, portanto, saber o respectivo nome. Nunca mais o ouvi, aliás...
Hoje a Radio Intercontinental, a outrora popular Inter, está decadentíssima... como toda a Onda Média, desde há muito remetida para o esquecimento pela FM.

sábado, novembro 27, 2004

Rádio (3)

La Mega 97,9 FM / Nueva York
Esta é uma das várias emissoras que emitem exclusivamente em espanhol na área metropolitana de NY. Como a maioria, dedica a maior parte dos seus espaços musicais à salsa e reggaeton. A animação é constante, graças a um forte ritmo de emissão, que está sustentado em jingles imaginativos e numa locução agressiva. O programa estrela é El vacilón de la mañana.

terça-feira, agosto 03, 2004

Rádio (2)

Cadena Dial
A partir da emissora Radio Callao, em Madrid, e da emissora Radio Corazón, em Barcelona, consituiu-se, em finais da década de 80, a Cadena Dial, de carácter exclusivamente musical. O seu lema, então, era "24 horas de música en español", o que deixava entrever um ecletismo apenas sujeito à limitação idiomática. Ao longo dos anos houve alterações neste conceito de fórmula musical, mas manteve-se, basicamente, fiel ao lema inicial. Hoje é uma das mais importantes cadeias de rádio com quase cem emissoras.
Dei por mim várias vezes a pensar o seguinte: até que ponto realidades como a Cadena Dial e Radiolé poderiam ter em Portugal algum tipo de equivalente?

domingo, agosto 01, 2004

Rádio (1)

Radiolé
Esta emissora começou em Madrid, em finais dos anos 80, pertencia, então, ao grupo radiofónico Antena 3. Hoje constitui uma cadeia de emissoras, em que a maioria está na Andaluzia. Faz parte do império radiofónico do grupo PRISA. Há pouco tempo mudou de nome - já não se chama apenas Radiolé, mas sim Radiolé Éxitos. Entretanto, afastou-se de um certo purismo inicial, quando o essencial da sua programação era copla e flamenco, embora estes géneros ainda predominem nas suas listas. Ouvia-se razoavelmente no Sotavento algarvio, já que a tinha uma emissora em Lepe (a famosa localidade dos morangos) que fica a poucos quilómetros da fronteira.