segunda-feira, janeiro 26, 2009

Salsa y merengue (38)

Héctor Lavoe - El Todopoderoso in La Voz (1975)

domingo, janeiro 25, 2009

Salsa y merengue (37)

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León Ichaso - El cantante (2006)
El cantante como filme, propriamente dito, não é nada de especial, mas vale a pena pela música e pela informação. Essa bela estampa de mulher que é Jennifer López e o seu marido, Marc Anthony, não parece que tenham aqui grandes desempenhos interpretativos. A realização também não parece acertada no ritmo da acção. Em boa verdade, a história é um pouco desconexa e, ao fim e ao cabo, tudo redunda numa espécie de videoclip contínuo. Até certo ponto, ainda bem, pois a música é boa... Trata-se de salsa; Marc Anthony é um bom sonero; a produção musical corre por conta de Willie Colón - figura maior do universo salsero. Porém, o filme propõe-se reconstituir o percurso artístico daquele que foi um dos maiores soneros de sempre, Héctor Lavoe, e é uma pena que a sua vida e carreira não tenham dado azo a um grande filme. As qualidades interpretativas fizeram de Lavoe um mito. A sua vida trágica acentuou a dimensão do mito. Morreu de SIDA, numa decadência assinalada pelo consumo de drogas e tentativas de suicídio. Aliás, o filme não consegue suficiente densidade dramática ao abordar esses momentos. Em todo caso, sublinhe-se a boa música e também o contributo que dá para se entender o caldo de cultura de onde emerge a salsa, essa moderna simbiose de ritmos de Puerto Rico e Cuba com epicentro em Nueva York.
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sábado, janeiro 24, 2009

Salsa y merengue (36)

Top 100 Salsa CDs of all time
Em Salsa-Central.com encontra-se uma lista dos 100 melhores CDs de salsa de sempre. A origem está na revista porto-riquenha Primera Hora. Todas as lista deste tipo desencadeiam controvérsia, contudo podem ser uma orientação útil para iniciados.
Diga-se que dificilmente se encontrará algum destes CDs em Portugal. Na verdade, não importa muito, graças à possibilidade de os comprar pela Internet. De Espanha, França e, muito especialmente, dos Estados Unidos pode-se conseguir o que se pretende. A destacar: Amazon.com e CD Universe.

Andy Montañés / La Dimensión Latina Andy Montañés & La Dimensión Latina
Batacumbele Con un poco de songo
Bobby Valentín Algo nuevo
Bobby Valentín Musical seduction
Bobby Valentín Rompecabezas
Bobby Valentín Soy boricua
Celia Cruz / Johnny Pacheco
Pete, Celia & Johnny
Celia Cruz / Tito Puente Homenaje a Benny Moré Volumes 1-2-3
Charlie Palmieri Heavyweight / Electro duro
Cheo Feliciano Cheo
Cheo Feliciano Estampas
Cheo Feliciano Sentimiento, tú...
Conjunto BorinCuba / Justo Betancourt Conjunto BorinCuba with Justo Betancourt
Domingo Quiñónez Poeta y guerrero
Eddie Palmieri Champagne
Eddie Palmieri Lo que traigo es sabroso
Eddie Palmieri Superimposition
Eddie Palmieri The sun of latin music
Eddie Palmieri / Tito Puente Masterpiece
El Gran Combo 40th anniversary live!
El Gran Combo Acangana
El Gran Combo Nuevo milenio, el mismo sabor
El Gran Combo Happy days
El Gran Combo Mejor que nunca
El Gran Combo Unity
Familia RMM Combinación perfecta
Fania All Stars Commitment
Fania All Stars Live at the Cheetah Vol # 1 & 2
Fania All Stars Live at Yankee Stadium Vol # 1 & 2
Frank Ferrer 2013
Frankie Ruiz Mi historia: Edición limitada
Gilberto Santa Rosa Esencia
Gilberto Santa Rosa Perspectiva
Héctor Lavoe Comedia
Héctor Lavoe La voz
Impacto Crea Impacto Crea
Ismael Miranda Así se compone un son
Ismael Rivera Eclipse total
Ismael Rivera El sonero mayor
Ismael Rivera El único
Jimmy Bosch Soneando trombón
Joe Batan Riot
Joe Cuba Sextette Comin’ at you
Joe Cuba Sextette Wanted dead or alive
Johnny Pacheco El maestro
Johnny Pacheco / Pete “El Conde” Rodríguez De nuevo los compadres
Johnny Pacheco / Pete “El Conde” Rodríguez Champ
Justo Betancourt Distinto y diferente
Justo Betancourt Pa’ bravo yo
La Conspiración Ernies conspiracy
La Solución / Frankie Ruiz La Solución with Frankie Ruiz
Lalo Rodriguez Simplemente Lalo
Larry Harlow Electric
Larry Harlow Larry Harlow
Larry Harlow / Ismael Miranda Tribute to Arsenio Rodriguez
Lebrón Brothers Salsa y control
Louie Ramírez / Ray de la Paz Con caché!
Luis “Perico” Ortiz Sabor tropical
Luis “Perico” Ortiz Super salsa
Machito Carambola
Machito / Lalo Rodriguez Fireworks
Manny Oquendo / Libre Ahora!
Marvin Santiago Fuego a la jicotea
Oscar D’León Oro salsero: The best of Oscar D’León
Pete “El Conde” Rodriguez Este negro si, es sabroso
Puerto Rico All Stars Los Profesionales & Puerto Rico All Stars Volumes 1 & 2
Rafael Cortijo y su Combo Baile con Cortijo y su Combo
Rafael Cortijo y su Combo Bueno…Y qué?
Rafi Leavitt Jíbaro soy
Ray Barretto El Ray criollo
Ray Barretto Indestructible
Ray Barretto Que viva la música
Ray Barretto Ray Barretto
Ray Barretto Ricanstruction
Ray Barretto Acid
Richie Ray / Bobby Cruz Agúzate
Richie Ray / Bobby Cruz Los durísimos
Roberto Roena y su Apollo Sound Gold
Roberto Roena y su Apollo Sound Roberto Roena y su Apollo Sound # 6
Roberto Roena y su Apollo Sound Roberto Roena y su Apollo Sound # 7
Rubén Blades / Son del Solar Antecedente
Sonora Ponceña Fuego en el 23
Sonora Ponceña Musical conquest
Sonora Ponceña Unchained force
The Alegre All Stars They just don’t make’mlike this anymore!
The CESTA All Stars Volumes 1 & 2
Típica 73 Salsa encendida
Típica 73 The two sides of Típica 73
Tito Puente Cuando suenan los tambores
Tito Puente Dancemania
Tito Puente Para los rumberos
Tito Rodriguez El doctor
Tommy Olivencia Planté bandera
Willie Colón / Celia Cruz
Willie & Celia
Willie Colón / Héctor Lavoe
Cosa nuestra
Willie Colón / Héctor Lavoe
Willie Colón / Héctor Lavoe

La gran fuga
El juicio
Willie Colón / Héctor Lavoe
Lo mato... si no compra este LP
Willie Colón / Rubén Blades Metiendo mano
Willie Colón / Rubén Blades Siembra
Willie Rosario From the depth of my brain
Willie Rosario Nuevos horizontes



sexta-feira, janeiro 23, 2009

Salsa y merengue (35)

Rubén Blades / Son del Solar - Caminando (1991)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Salsa y merengue (34)

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Gilberto Santa Rosa - De cara al viento (1994)
Foi o último álbum que Gilberto Santa Rosa gravou com a sua orquestra. Chegara até aqui, ao longo de uma dúzia de anos, com uma orquestra estável, sendo que, até determinada altura, nos espectáculos e discos apresentava-se como Gilberto Santa Rosa y su orquesta. Dir-se-ia que é em jeito de consagração que, no encarte, aparecem, em destaque, cada um dos componentes da orquestra, agrupados em trompetas, saxofon, trombones, percusion, coro, bajo y piano. Ao todo são treze músicos. O conteúdo atesta o virtuosismo da trupe. É, efectivamente, um desempenho empolgante. Contudo, para tão gratificante constatação de riqueza orquestral, assinale-se também algo inusitado: a presença de cordas. Evidentemente, tal extravasa do âmbito salsero e não poderia estar a cargo da sua orquestra. Com efeito, é um conjunto de músicos convidados que trás a sonoridade de violinos, violoncelos e violas... O que se nota no início de vários temas. Este envolvimento sinfónico confere uma personalidade particular ao álbum e acentua o carácter estilístico do Caballero de la salsa, levando a extremos de suavidade a aliança entre ritmo e melodia. Sem nunca sair da salsa, note-se. Aliás, dá-se o caso que, numa meia-dúzia de temas, não deixa de arremeter com salsa bem caliente... Em suma, espectacular!
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Gilberto Santa Rosa - Mal herido in Cara al viento (1994)

Mediterráneo / Mediterrània (56)

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Raimon - Al vent / La pedra / Som / A cops (1963)

Raimon canta Al vent. É um dos mais emblemáticos temas deste cantautor de Xàtiva, terra onde se fala valenciano, o dialecto catalão que, pela fonética, se aproxima do castelhano. É, sublinho, um tema emblemático. Tenho o EP original, com o "fritado" próprio do vinil muito usado. Comprei-o, em segunda mão, por 15 euros, há ano e meio em Barcelona. Data de 1963 e é material de valia entre coleccionadores. É um símbolo de um tempo e de um país (D'un temps i d'un país é título de um outro tema de Raimon e foi retomado por Serrat como título de um álbum evocativo dos tempos áureos da cançó).
Al vent
foi, nos anos 60, um hino anti-franquista. Diz Raimon que lhe surgiu quando, estrada fora, em cima de uma vespa, se dirigia de Xàtiva a Valencia, onde era aluno de História. Na letra e cadência transporta sentimento de rebeldia. Por isto e pelo facto de não ser cantado na lengua del imperio, tornou-se emblemático; basta dizer que trinta anos depois de ter sido gravado, a efeméride foi pretexto para o espectáculo de onde este vídeo foi extraído. Já agora, repare-se que, no palco, atrás de Raimon, estão Luís Cília e Paco Ibañez. Pode-se ainda ver Joan Manuel Serrat cantando emotivamente. Ao fundo está uma tela gigante que reproduz a pintura que Joan Miró fez para a capa do álbum de Raimon, Cançons de la roda del temps.



Raimon - Al vent (Barcelona, Palau Sant Jordi, 1993)

Mediterráneo / Mediterrània (55): Valencia (37 remake)

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Valencia (anos 50) (2)

Mediterráneo / Mediterrània (54): Valencia (37 remake)

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Valencia (anos 50) (1)

Mediterráneo / Mediterrània (53) (34 remake)

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Raimon - Nov
a integral Edició 2000 (2000)
Raimon (Ramón Sanchis Pelejero) é o decano da cançó catalana, mas não é propriamente catalão, é valenciano. Nasceu em Xàtiva, no sul da província de Valencia. Convém saber que a área linguística catalã estende-se pelo litoral das terras valencianas até ao sul da província de Alicante. As localidades de Elx (Elche) e Crevillent, já próximas de Murcia, assinalam os seus limites meridionais. A forma valenciana de falar catalão (valencià) diferencia-se por uma fonética de vogais mais abertas e por um vocabulário com certas especificidades, uma boa parte das quais de origem árabe. Juntamente com um punhado de intelectuais valencianos, onde avulta Joan Fuster, Raimon foi, nos anos 60 e 70, intérprete de um ideal pan-catalanista que se traduzia no conceito Països Catalans - comunidade linguística entre Principat (Catalunya), Illes (Menorca, Mallorca, Eivissa) e País Valenciá. Tornou-se figura de proa do catalanismo. Mas, em boa verdade, foi mais do que isso, foi uma dos primeiros cantautores com projecção e nessa medida chegou a ter notoriedade em toda a Espanha, apesar de ter cantado sempre só em catalão. Alguns dos hinos antifranquistas dos anos 60 foram da sua lavra. Em qualquer lugar de Espanha os seus espectáculos transformavam-se em comícios. Porém, a sua música foi-se desenvolvendo para além das intervenção política. No início, a crua simplicidade da sua música, assente numa simples guitarra e em acordes lineares, fazia ressaltar uma voz poderosa e expressiva. Este trunfo sempre o manteve. Mas, já em 1966 havia sinais num outro sentido. Nesse ano saiu o álbum Cançons de la roda del temps, onde Raimon pôs em música poemas de Salvador Espriu e tinha uma capa da autoria de Joan Miró. Esta linha levá-lo-ia mais tarde aos poetas valencianos de finais da Idade Média, como Ausiàs March. Nos anos 80 e 90 estava já longe do panfletarismo, apostando por uma via mais valiosa de canção de texto.
Em 2000 é lançada uma reedição de toda a sua carreira discográfica em 10 volumes. No sexto consta Cançons de la roda del temps, não na versão original, mas numa outra, que havia sido entretanto gravada em 1981. A voz ainda poderosa e límpida de Raimon e o adusto lirismo de Espriu proporcionam uma experiência tão interessante como na versão original.



Raimon - Cançó del matí encalmat (1981) in Raimon: Nova integral (2000)