Gilberto Santa Rosa - Retrospectiva em video
sábado, dezembro 27, 2008
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Salsa y merengue (30)
Gilberto Santa Rosa - Sin voluntad in Nace aquí (1993)
sexta-feira, novembro 14, 2008
Tiro ao alvo (21)
O que é mais provável que suceda? Que os professores sejam chamados a introduzir numa aplicação informática os seus objectivos individuais até uma data-limite. Quem não o fizer será avisado que ficará fora da lei. Cada um, evidentemente, sentir-se-á tentado a fazê-lo na privacidade, ruminando muitas possibilidades desagradáveis para si, se não obedecer. Algumas delas estarão sempre garantidas: aqueles poucos que seguramente obedecerão, passarão à frente, com implicações directas na graduação. Na melhor das hipóteses, o Ministério anunciará que este ano não haverá consequências para os desobedientes; insistirá na tecla da simplificação. Mas, na hora H cada um ficará com uma decisão estritamente pessoal nas mãos. E o processo formalmente avançará sempre, nem que seja com 1% de avaliados (mas serão sempre, em qualquer circunstância, bem mais...).
Tiro ao alvo (20)
- do pior que há nessa coisa chamada "ciências da educação", que de ciência tem pouco e se traduz, as mais das vezes, por uma tecnocracia construída a partir de abstracções vendidas em mestrados de moda;
- de uma concepção da escola rousseauniana - uma sopa onde se dilui qualquer vestígio de autoridade, respeito e responsabilidade.
A verdade é que a desordem das nossas escolas, ainda assim, assegurava bolsas, onde se podia ensinar e havia quem o fizesse com tranquilidade. Mas, o que agora se vive prenuncia a redução da escola a armazém pop de tempos livres, segundo a vulgata politicamente correcta. Alguns pais ociosos e pretensiosos terão aí livre entrada para lançar foguetório de disparate e distribuir alguma bordoada por profs. Estes, aliás, tenderão a rastejar como técnicos tendencialmente ATL, ou seja, como divulgadores de itens de virtudes de cidadania e animadores de sala e de pátio. A intriga será larvar, enfeitada aqui e ali por cenas canalhas. Triturados os seus neurónios por grelhas e desdobramentos de objectivos até à paranóia, serão premiados aqueles mais habilidosos em construir "aldeias Potenkine" no universo vivaz do portfolio e, por que não, serão também premiados alguns ascetas prontos para sacerdócios masoquistas. Imperará o optimismo e voluntarismo de fachada, assentes nas estatísticas do supérfluo. Dias não distantes chegarão em que se proclamarão todos os sucessos educativos possíveis, em cerimónias ilustradas por powerpoints transbordantes de gráficos comparativos...
Entrementes, a transição actual serve fins políticos de assessores que intuem, não sem pertinência, que a inveja - atributo fatal de um povo que tem nos seus genes a herança de famintos camponeses - compensará eleitoralmente a sova sobre os profs. Estes vivem agora um pesadelo, que uma situação longamente acomodada pelo zelo sindicalista e incompetência governativa (com destaque para os governos do PS!) não deixava entrever. Apopléticos, e-mailizam-se convulsivamente, uivam moções sobre moções e desfilam em hipermanifs desesperadas.
Talvez fosse útil reflectir e elevar a contestação ao nível onde se situa o processo mais global do desastre educativo. A própria eficácia da luta teria a ganhar com isso. Com efeito, é imperioso elevar o nível dos agravos e ser inteligente, se se quiser ter a mínima hipótese de não perder em toda a linha. Desde logo, reconheçamos que o que existia antes era uma treta e que é necessário que exista, mesmo, um mecanismo de efectivo reconhecimento do mérito, mas sem que pareça conversa fiada. Denunciemos os efectivos defeitos deste sistema, sem exageros teatrais. Centremos mais as preocupações na qualidade de ensino, sem que pareça ser slogan. Apresentem-se propostas alternativas, mas sérias! Ao mesmo tempo, ponham-se de lado ilusões sobre uma luta que só os ingénuos podem imaginar que se ganhe à força de moção... Imaginação é preciso! E, sobretudo, organização!
quinta-feira, novembro 13, 2008
Cuore matto (22)
domingo, novembro 09, 2008
American dream (9)
Pela minha parte estou longe de ter uma devoção radical pela democracia - penso, aquilo que tantas e tantas vezes é citado como um certo desabafo de Churchill, que é o menos mau dos regimes; penso ainda que só pode haver democracia na sequência de um natural desenvolvimento das sociedades dentro de determinados enquadramentos culturais e que, portanto, resulta absurdo e, eventualmente, desastroso, decretá-la ou impô-la em certos países (a maioria).
Dito isto, se se pretende saber o que é uma democracia a sério, pois olhe-se para os Estados Unidos. Entre outras coisas, aí temos a demonstração que a democracia implica necessariamente não só um certo grau de literacia como um empenho voluntário e preparado para tomar opções inerentes ao acto de votar; implica também um vínculo de responsabilização pessoal directa em relação ao eleito.
sábado, outubro 18, 2008
Salsa y merengue (29)
Victor Manuelle - Sin querer queriendo in Victor Manuelle (1996)
quarta-feira, outubro 15, 2008
Salsa y merengue (28)
Web: Gilberto Santa Rosa
Gilberto Santa Rosa - No ha pasado nada in Esencia (1996)
sexta-feira, outubro 10, 2008
Salsa y merengue (27)
Gilberto Santa Rosa / Victor Manuelle - Controversia in Dos soneros, una historia (2005)
Eis aqui um trecho de um espectáculo realizado en San Juan de Puerto Rico por dois dos maiores soneros da actualidade: Gilberto Santa Rosa e Victor Manuelle. O primeiro é mais veterano e consagrado, enquanto que o segundo partilha com Marc Anthony a liderança da geração mais jovem, se bem que, dada a recente trajectória do marido de Jennifer López, Victor parece em vantagem entre o público mais genuinamente salsero.
O tema aqui apresentado é uma desgarrada entre um urbano, Gilberto, e um jíbaro (camponês das montanhas da ilha), Victor. É uma sátira convencional que, ainda assim, faz algum sentido, pois, apesar de ambos estarem radicados em Nova Iorque, o certo é que o primeiro é originário da capital de Puerto Rico, San Juan; e o segundo é originário de uma pequena cidade do oeste da mesma ilha, Isabela. Porém, como proclama o refrão montuno, os dois são boricuas de pura cepa. Boricua ou borinqueño é um termo popular para designar os habitantes de Puerto Rico que e deriva do nome pré hispânico da ilha, Borinquén.







