Peaches & Herb - Reunited (1978)
domingo, dezembro 16, 2007
Dancing Days (18) (4 remake)
Peaches & Herb - Reunited (1978)
Dancing Days (17) (3 remake)
terça-feira, dezembro 11, 2007
Baúl de los recuerdos (19)
Juan & Júnior - Anduriña (1968)
A partir de meados dos anos 60 havia já uma cena musical pop espanhola bem implantada. Havia grupos que eram réplicas dos Beatles. Entre estes, Los Brincos foram os mais populares. Já havia clubes de fans e algum mediatismo, de modo que quando os dois mais populares membros deste grupo saíram abruptamente, houve estrépito. Eram o galego Juan Pardo e o filipino Antonio Morales, de nome artístico, Júnior. Foi um desenlace preparado por produtores discográficos. Imediatamente constituíram um duo e gravaram singles que tiveram grande êxito. O maior de todos foi esta balada de intrínseco sabor galego, Anduriña. Das minhas estadias de infância no Porto, recordo-me de o escutar através das ondas da Radio Popular de Vigo, que se captava bem à noite.
O duo teve uma carreira efémera. As ambições de Juan Pardo e Júnior apontavam em direcções diferentes e desenvolveu-se, parece, rivalidade entre os dois. O primeiro seguiu uma carreira mais discreta, como produtor, embora, com o tempo, dando cada vez mais espaço a uma longa carreira de compositor e solista. O segundo seguiu uma carreira mais espaventosa, incluindo incursões pelo cinema, mas cedo acabou na penumbra da carreira da sua mulher, a ex chica pop, Rocío Dúrcal. O casamento entre os dois, em 1970, foi, aliás, um evento com impacto.
Espanha - 17/06/1968: #04 Top Singles (28 semanas em lista)
quarta-feira, novembro 28, 2007
Mariachi y tequila (46)
Juan Gabriel é um artista bizarro. Desde logo, pela sua assumida homossexualidade. Depois pelo seu carácter artisticamente multifacetado. É compositor e intérprete de estilos diversos, mas uma parte substancial da sua produção é música ranchera. Tem muitas e excelentes composições rancheras. Neste álbum há uma cabal demonstração deste particular talento. Ainda por cima, o dueto e partilha entre Gabriel e Rocío funcionam com a cumplicidade própria de quem se conhece bem, se estima e entende a alma bravia e festiva desta música. Ainda por cima, a produção é do melhor que se encontra no género - absolutamente esmerada, com um mariachi de qualidade superlativa.
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terça-feira, novembro 27, 2007
Mariachi y tequila (44)
Foi compositor e, mais tardiamente, intérprete. Como compositor notabilizou-se por temas que começaram por se tornar famosos na voz de Jorge Negrete, Pedro Infante e Miguel Aceves Mejia. Compôs também o bolero La media vuelta, tendo este transcendido o universo ranchero. Como intérprete, em gravações efectuadas nos anos 60, deixou um registo emocional que veio enriquecer um estilo até então um pouco estereotipado. Na verdade, carecia de qualidades vocais académicas, mas tinha um sentimento desgarrado e uma alma que sobejamente as compensavam.
São inúmeros os temas magníficos que sobressaem neste conjunto de 100, mas, ainda assim, atrevo-me a destacar três: La estrella de Jalisco, Ella e Cuando el destino.
domingo, novembro 25, 2007
Para siempre boleros! (28)
sábado, novembro 24, 2007
Para siempre boleros! (27)

Javier Solís, el rey del bolero ranchero (1931 - 1966)
Solís, teve uma carreira de apenas 10 anos, mas intensa. Apareceu interpretando tangos e boleros rancheros ao estilo de Pedro Infante. Com a morte trágica deste, tornou-se como que o seu natural sucessor, inclusive imitando-o. Porém, rapidamente adquiriu uma marcada identidade, assente nos dotes da sua voz - superiores às de Infante e também às Negrete - e na consolidação do bolero ranchero através do seu registo interpretativo cada vez mais inconfundível. Na verdade, tinha uma voz forte e com timbre original. Nos primeiros anos da década de 60 era o mais importante cantor mexicano e ensaiava, tanto quanto a novíssima onda do rock & roll permitia, uma projecção internacional. Gravou vários discos para a CBS, onde deixou um conjunto de temas de grande qualidade que ficaram para sempre ligados à sua figura, de tal modo que é injusto relembrá-lo só pelos dois que ficaram para sempre como mais emblemáticos: Sombras e Payaso. O primeiro foi o que mais o popularizou, a ponto de um dos seus apodos ter sido El señor de las sombras. Independentemente da qualidade de ambos, o que sucede é que o seu carácter de signo trágico (sonoridade e letra) conjuga com uma história de vida difícil como foi a da sua infância e juventude - abandonado pelo pai e entregue pela mãe a uns tios; obrigado a deixar a escola para trabalhar; curtido, enfim, pela vivência da pobreza suburbana... Ainda por cima, esse signo trágico ficou definitivamente consagrado com o seu súbito desaparecimento, que tem servido, aliás, para alguma especulação.









