domingo, outubro 21, 2007

Salsa y merengue (25)

Derroche

El reloj de cuerda suspendido,
el teléfono desconectado,
una mesa dos copas de vino,
y a la noche se le fue la mano.
Una luz rosada imaginamos
comenzamos por probar el vino,
con mirarnos todo lo dijimos,
y a la noche se le fue la mano
Si supiera contar
todo lo que sentí
no quedó ni un lugar
que no anduviera de ti.
Besos, ternura
qué derroche de amor
cuánta locura
besos, ternura
qué derroche de amor
cuánta locura.
Que no acabe esta noche
ni esta luna de abril
para entrar en el cielo
no es preciso morir.
Besos, ternura
qué derroche de amor
cuánta locura
besos, ternura
qué derroche de amor
cuánta locura.

Derrochamos no importaba nada
las reservas de los manantiales
parecíamos dos irracionales
que se iban a morir mañana.
Si supiera contar
todo lo que sentí
no quedó ni un lugar
que no anduviera de ti.

Besos, ternura...


Manuel Giménez



Aldo Matta - Derroche in Derroche (1991)

sábado, outubro 20, 2007

Salsa y merengue (24) (6 remake)

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India - Dicen que soy (1994)
Na origem da salsa foram decisivos artistas como a cubana Célia Cruz, o porto-riquenho Tito Puente, o panamenho Rubén Blades e produtores como Ralph Mercado. Todos convergiram nos meados de 70, em Nova Iorque, tecendo inovadores cruzamentos de son, mambo, jazz e rock... A cubana estabeleceu-se como la reina de la salsa e nesse indisputado trono permaneceu até ao fim da vida. Porém, deixou uma sucessora, à qual consentiu o apodo de princesa de la salsa. Trata-se de India. Lançada por Ralph Mercado - produtor hegemónico no universo salsero - e apoiada por tão fortes credenciais, a jovem teve oportunidade de demonstrar as suas qualidades. Entre estas destacam-se a garra interpretativa e a voz poderosa. Parcialmente limadas certas arestas (a saber, alguma estridência), chega a este seu segundo álbum. Apoiada por adequados meios de produção, India vê-se consolidada como princesa de la salsa - algo que foi reforçado por uma imagem de mulher agressiva e descomplexada. Ora, importa salientar que este álbum torna-se incontornável por Ese hombre (música de Manuel Alejandro; letra de uma tal Ana Magdalena). Originalmente interpretada por Rocío Jurado, dir-se-ia (sem nenhum desprimor para a andaluza) que a canção encontra finalmente a voz e o estilo a que estava destinada... É um explosivo concentrado de despeito feminino em forma de insulto, disparado com toda a fúria salsera. É insólito e grandioso! Por alturas de 1994-95 ouvia-se assiduamente em Espanha através das ondas da Cadena Dial...
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India - Ese hombre in Dícen que soy (1994)

Salsa y merengue (23)


India - Ese hombre (1994)

Salsa y merengue (22)

Ese hombre
Ese hombre que tú vez ahi
que parece tan galante
tan atento y arrogante
lo conozco como a mi

Ese hombre que tú vez ahi
que aparenta ser divino
tan amable y efusivo
solo sabe hacer sufrir

Es un gran necio
un estúpido engreído
egoísta y caprichoso
un payaso vanidoso
inconciente y presumido
falso malo rencoroso
que no tiene corazón

Lleno de celos
sin razones ni motivos
como el viento impetuoso
pocas vezes cariñoso
inseguro de si mismo
insoportable como amigo
insufrible como amor

Ese hombre que tú ves alli
que parece tan amable
navigoso y agradable
lo conozco como a mi

Ese hombre que tu vez alli
que parece tan seguro
de pisar bien por el mundo
solo sabe hacer sufrir

Solo sabe hacer sufrir
tú no tienes corazón
me engañaste con traición
tú no tienes corazón
ese hombre que tú vez ahi
parece tan amable
pero no es agradable
me engañaste con traición
tú no tienes corazón

Pocas vezes cariñoso
en un payaso vandioso
que me llena de dolor

Tú no tienes corazón
tú me engañaste y me traicionaste
no te quiero ya
falso malo rencorozo
ya no te quiero más

tú me enganaste
tú me enganaste
y me traicionaste
y me traicionaste
no no no no...
no quiero verte más
no no no
...
tú me engañaste
y me traicionaste
ah ah ya no te quiero más
ya no voy a sufrir mas

ese hombre ya se va!

Manuel Alejandro / Ana Magdalena

sexta-feira, outubro 19, 2007

Mariachi y tequila (43) (4 remake)

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Paquita la del Barrio - En vivo desde su lugar (1998)
Este álbum foi gravado ao vivo chez elle, ou seja, na Casa Paquita - restaurante que à noite se transforma em sala de espectáculos. A voz poderosa de Paquita não sai nada diminuída do registo ao vivo, bem pelo contrário! É uma voz autêntica, de um poder sem artifícios. Além disso, o calor humano enriquece a performance, já que o público, por vezes, sublinha ululantemente as passagens mais condimentadas. Com efeito, as tiradas contra los hombres malvados, as consequentes imprecações (me estás oyendo, inútil?) são acolhidas com estrepitoso regozijo. Musicalmente, impera uma sonoridade mariachi convencional. A função não pôde acolher todos os seus êxitos, mas estão presente alguns dos mais carismáticos e morbosos. Saliente-se que nas introduções nos apercebemos que, quando não está investida no acto de cantar, Paquita, em contraste com a sua imagem de la masacradora, fala com um sussurrante fio de voz e intui-se uma desconcertante timidez. Em várias entrevistas, este contraste já tinha sido enunciado por ela mesma, assumindo uma transfiguração em palco. Dir-se-ia que, a vários níveis, algo de freudiano enriquece o fenómeno de culto que Paquita la del Barrio constitui...
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Paquita la del Barrio - El fracaso de mi amor in En vivo, desde su lugar (1998)

Mariachi y tequila (42)

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Pico de Orizaba (Citlaltéptl) , Puebla / Veracruz - Llave

Mariachi y tequila (41) (22 remake)

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Paquita la del Barrio / Banda La Costeña -
Paquita la del Barrio con Tambora (1993)
Na carreira discográfica de Paquita la del Barrio distinguem-se três modalidades de orquestração, as quais chegam a ter gravações cujo título alude especificamente a cada uma. Assim, temos Paquita la del Barrio con mariachi, ...con sonora ou ...con tambora. Esta última modalidade tem um carácter irredutivelmente kitsh. A existência de bandas conhecidas como tamboras é um fenómeno genuinamente mexicano, especialmente popular nas zonas norteñas da costa do Pacífico. A que aqui acompanha a diva tem precisamente o nome de La Costeña e é do estado de Sinaloa.
A sonoridade das tamboras não dá para acreditar... É uma charanga tonitruante onde avultam espessos trombones e demais panóplia de metais pesados sobre um fundo compassado de bateria crua. É frequente os cantores populares mexicanos gravarem com tamboras - faz parte de um percurso mais ou menos estabelecido pela tradição. Portanto, Paquita não é inovadora ao fazê-lo. Porém, tendo em conta as suas características, pode-se dizer que a junção é explosiva. Aqui, estão presentes algumas das suas mais morbosas e carismáticas canções, de modo que este álbum se torna num invulgar monumento ao kitsh! Perfeito exemplo é o último tema, Escoria humana, onde são desferidos alguns dos mais soezes insultos com que se pode brindar, neste caso não um homem (como é o mais comum com Paquita), mas uma mulher. A mensagem é adequadamente enquadrada pelo ribombar de trombones.
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Paquita la del Barrio / Banda La Costeña - Escoria humana in Paquita la del Barrio con Tambora (1993)

segunda-feira, outubro 15, 2007

Mariachi y tequila (40)

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Paquita la del Barrio - Azul celeste (2000)
Pelas mais conhecidas canções e pela pose, Paquita la del Barrio representa algo de bizarro. Contudo, não deixa de se inserir num universo tradicional, que é o da música ranchera. O que tem feito, é acentuar de um modo teatral alguns dos traços do rancherismo. Ironicamente, isso tornou-a num produto kitsch assimilável por uma certa modernidade. Tal é particularmente válido no que diz respeito à agressiva pose anti-machista que lhe valeu o apodo de la masacradora. Só que o que sustenta esta imagem está presente no carácter radicalmente melodramático do rancherismo. O repertório tradicional ilustra-o. Se o bolero clássico é, basicamente, lamentativo e platónico, o bolero ranchero acaba muitas vezes em tragédia. Está recheado de cenas canalhas e o despeito que as inspira é verdadeiramente feroz. Foi essa a banda sonora do cinema mexicano dos anos de ouro (30, 40 e 50). Tais tragédias foram cantadas como pontualizações das tramas românticas que deliciavam as plateias populares. Os consagrados Pedro Infante, Jorge Negrete, Antonio Aguilar, Lola Beltrán foram, assim, antecessores de Paquita. Aqueles com o glamour mediático próprio de um género vigente no seu tempo. Esta apenas com o glamour decadentista próprio de um género flagrantemente fora de vigência neste nosso tempo. Azul celeste insere-se no rancherismo tradicional - o repertório incide em clássicos do género, que em tempos conheceram grande popularidade no México, em grande parte da hispanidade e não só... A nossa Amália, por exemplo, cantou Fallaste corazón. Esta recuperação de clássicos faz-se com autenticidade, mesmo se aqui e ali com ajustamentos à sua imagem de marca. Assim, por exemplo, esse mesmo consagrado tema, que originalmente era um auto-desqualificador monólogo de borracho, transforma-se, pela inevitável ausência do contexto cinematográfico original, num libelo anti-machista, a la Paquita...
Azul celeste
é mais um exemplo de absoluta coerência na carreira discográfica de Paquita - música e espírito ranchero servidos por uma intérprete excepcional do género.
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Paquita la del Barrio - Fallaste corazón in Azul celeste (2000)

Mariachi y tequila (39)


Pedro Infante - Fallaste corazón in La vida no vale nada (1955)