sexta-feira, outubro 06, 2006

Cuore matto (7)


Mina - Grande, grande, grande (1972)
Eis um video de Mina interpretando (em directo) o mítico Grande, grande, grande num daqueles saudosos programas musicais da RAI. Perante isto, só há que exclamar: Grande! Grande! Grande!

Cuore matto (6)

Romy Padovano - I Mille Volte di una Voce (1988)
Este livro é um album da iconografia de Mina, onde os artifícios fotográficos de Mauro Belletti são protagonistas. É um produto de italian design.
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Cuore matto (5)

Mina tem um sítio oficial com excelente desenho e repleto de todo o tipo de informação. Para cada disco existe informação detalhada e também um audio sampler para cada tema. O sítio reflecte um dos aspectos interessantes do seu percurso artístico, que é a crescente importância que o grafismo foi adquirindo em torno da sua imagem, a ponto de se ter criado uma espécie de iconografia própria. Se desde o início dos anos 70 já era visível o cuidado com as capas dos discos, a partir do seu desaparecimento artístico público, com a limitação da sua actividade à edição anual de um álbum, a dimensão gráfica alcançou uma imaginação e fantasia pouco comuns. Grande responsável por esta faceta foi o fotógrafo Mauro Belletti.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Tiro ao Alvo (12)


5 de Outubro

Para siempre boleros! (17) (7 remake)

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Armando Manzanero - Lo mejor de lo mejor (2000)
Trata-se de um duplo CD que é a mais completa colectânea de Armando Manzanero. Faz parte de uma colecção da BMG Latin / RCA magnificamente produzida, em que há um pormenor curioso: a etiqueta do CD simula a aparência dos discos em vinil. Tem 40 temas, entre os quais uns três ou quatro dos mais recentes (anos 80 e 90). Todos os seus êxitos estão aqui incluídos. Destaco: Esta tarde vi llover; Dime amor; Todavía; Si me faltas tú; Mía; Cariño mío; Como yo te amé; El ciego. O mais famoso de todos, Somos novios, acho-o bonito mas não tom bom como estes. Para mim, a voz especial de Manzanero confere a estes seus boleros um atractivo adicional. Na verdade, é uma voz frágil, com tonalidade andrógena, mas plena expressão e sentimento. Creio importante sublinhar este facto, pois os seus créditos como compositor são unanimemente reconhecidos, mas o mesmo não sucede com as suas capacidades interpretativas. Manzanero, índio de sangue maia, nascido na península do Yucatán, é o último dos grandes boleristas...


Armando Manzanero - Esta tarde vi llover (1967)

quarta-feira, outubro 04, 2006

Para siempre boleros! (16)


Luis Miguel - Contigo en la distancia

Eis Luis Miguel interpretando um dos boleros mais emblemáticos de todos os tempos, composto nos anos cinquenta pelo cubano César Portillo de la Luz.

domingo, outubro 01, 2006

Viagens (44): Valladolid, Oviedo e Zamora / 2006 (5)












Zamora

Quando decidi abreviar a minha estadia em Oviedo, irritado com a chuva, considerei duas hipóteses: regressar pela Galiza e, finalmente conhecer Lugo (a única capital provincial galega que ainda não conhecia) ou por Castela de modo a, finalmente, conhecer Zamora. À partida, atraía-me mais Lugo que Zamora, mas consciente de que a chuva também é um visitante fiel das terras galegas, afiancei-me na aridez dos planaltos castelhanos. Em boa hora o fiz.
Uma vez mais, transposta a cordilheira cantábrica, deu-se uma radical mudança climática. Não só a chuva desapareceu de todo, como o céu ficou limpo. Voltou o calor. Gosto dos amplos horizontes dos campos castelhanos. O caminho para Zamora deu-me mais uma dose deles. O que eu já conhecia da província de Zamora, era a parte mais setentrional, a montanhosa região de Sanabria, que tem características diferentes. Mas a capital está implantada num cenário muito distinto, bem castelhano, junto ao Douro. Tem cerca de 70.000 habitantes e é uma das mais pequenas capitais provinciais espanholas. Todos os guias referem ser uma cidade interessante por ter uma grande quantidade de templos românicos. Para além disso, é daquelas cidades cujo nome ecoa na história… Sabia tudo isto, mas, ainda assim, transcendeu as minhas expectativas.
Há um certo espírito das cidades com o qual pode existir uma indefinível sintonia, que nos leva a simpatizar ou antipatizar, sem que, necessariamente, se possam alinhar argumentos racionais. Ora, sucede que sintonizei com Zamora. A parte antiga (ainda parcialmente rodeada por muralhas) é extensa e tem sobrado carácter. Aí se pode ver o que é uma cidade setentrional da meseta, com casas escuras e galerias de marquises tradicionais. Há ainda marcas de rusticidade que advêm da ligação com actividades agrícolas e pecuárias, o que se nota na abundância de comércio de produtos artesanais, desde enchidos a mantas. O românico, efectivamente, está omnipresente, através de numerosos edifícios religiosos - é este o factor que mais lhe confere um carácter rústico. Contudo, e de forma surpreendente, há vários edifícios modernistas, da primeira metade do século XX. Muitos deles notáveis e quase todos excelentemente conservados. Do contraste entre rusticidade e modernismo resulta uma personalidade citadina original. Como se não bastasse, apresenta ainda as consabidas qualidades das cidades espanholas: ruas centrais exclusivamente para peões, cheias de animação; um centro cívico bem reconhecível. No primeiro caso, Santa Clara é uma rua pedonal extensa que, além do mais, tem a vantagem de nos ir introduzindo progressivamente no coração da cidade através de uma transição gradual. No segundo caso, a Plaza Mayor, ostenta um templo românico que, se, por um lado, lhe retira a amplitude característica das plazas mayores, por outro, dá-lhe uma personalidade original.
Situada perto de Valladolid e Salamanca, Zamora parece, ainda assim, ter encontrado um espaço de afirmação próprio. Não ficou parada no tempo. Com efeito, a área moderna é mais extensa do que se possa supor e tem uma inesperada monumentalidade para uma cidade com menos de 100.000 habitantes, capital de uma província com menos de 500.000. Contudo, o diário de Valladolid, El Norte de Castilla, tem uma edição específica para a província e vê-se nos quiosques e nas mãos dos transeuntes com a mesma frequência que o diário local La Opinión / El Correo de Zamora. De algum modo isto é um sintoma de inserção na área de influência directa da capital regional. Por outro lado, a leitura de um artigo de opinião no diário local, levou-me a perceber que existe, sob o ponto de vista cultural, uma dependência em relação a Salamanca.
Fiquei com vontade de voltar a Zamora e, se possível, na Semana Santa, já que, então, as múltiplas confrarias locais se esmeram em procissões, cuja grandiosidade nada fica a dever às mais afamadas da Andaluzia. E não é só uma questão grandiosidade, pois parece existir um clima emocional de autenticidade. A forma como vive essa quadra é hoje em dia o ponto mais alto da afirmação da sua cidadania.

Diputación Provincial de Zamora

sexta-feira, setembro 29, 2006

Rádio (8)

Discos Pedidos / Dedicatórias

Umas das coisas mais simples e encantadoras que a rádio de antigamente tinha eram os "discos pedidos". Na nossa rádio já só subsistem praticamente nas pequenas e cada vez mais limitadas emissoras locais. Na rádio espanhola ainda não é tanto assim. Pelo menos na Cadena Dial podem-se escutar peticiones del oyente e, ainda por cima, con dedicatoria. Às vezes, a partir daí, desfiam-se pedaços de algumas histórias de vidas, quase sempre assinaladas pela solidão e desencontros amorosos. É o exercício de uma certa forma de romantismo ingénuo que sobrevive dificultosamente. Apreciem-se alguns exemplos conservados em arquivo: Esta Semana / Las mejores historias. Eu, por mim, bem gostaria de fazer também uma dedicatória, por exemplo, com esta balada, que tem passado precisamente nessas ondas:


quinta-feira, setembro 28, 2006

Boulevard nostalgie (22)


Léo Ferré - Avec le temps (1970)