AlbarracínNão conheço Albarracín, como, de resto, não conheço nada da província em que está inserida, Teruel. De todo Aragão, o que conheço foi-me aparecendo a caminho de Madrid ou de Barcelona. Nem sequer posso dizer que conheço Zaragoza, já que a única vez que não passei à sua ilharga correspondeu a uma brevíssima paragem nocturna. Foram uns escassos minutos, era já quase meia-noite. Os suficientes para comprovar que, desgraçadamente, por via de um congresso de agricultores, naquela altura a disponibilidade hoteleira era nula. Em desespero, meti-me de novo na autovia e só parei numa localidade anunciada pelos letreiros numa saída: Calatayud. Passava da 1, quando consegui alojamento num hotelzinho de suspeita animação no centro da localidade. A manhã seguinte deu para apreciar os seus encantos genuinamente aragoneses, nomeadamente, uma torre mudéjar. Esta experiência, juntamente com a já conhecida paisagem de Los Monegros, consolidou a minha atracção por estas terras. Atracção que aguarda oportunidade para se saciar... Assim, gostaria um dia de me adentrar no Aragão profundo, que é a província de Teruel, de uma beleza singular, feita de paisagens bravias e áridas e de cenários urbanos onde sobressai o mudéjar. Teruel, capital, é uma cidade pequena, provinciana, assolada por temíveis frios de Inverno e pela memória de combates da Guerra Civil. É precisamente nesta cidade que se situam algumas das mais carismáticas torres mudéjares. A poucos quilómetros a sudoeste está Albarracín, incrustada na serra do mesmo nome, onde... nasce o Tejo. Parece ser uma localidade de fisionomia fantástica, com o seu ar medieval que atesta o seu passado como capital de um reino de taifa. Os roteiros turísticos dão-lhe tal destaque, que se perfila como a principal atracção da província.










