Este foi o seu primeiro álbum e foi uma entrada fulgurante, pois teve êxito comercial e não deixou de obter imediato reconhecimento da crítica. Temas como o que dá título ao álbum e Pensar en Ti tornaram-se quase clássicos modernos da música latina.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Para siempre boleros! (11)
Este foi o seu primeiro álbum e foi uma entrada fulgurante, pois teve êxito comercial e não deixou de obter imediato reconhecimento da crítica. Temas como o que dá título ao álbum e Pensar en Ti tornaram-se quase clássicos modernos da música latina.
segunda-feira, novembro 07, 2005
Baúl de los recuerdos (9)
Comprei os dois volumes, em 1996, na Livraria Alcalá, no Chiado. Era então o único local dedicado ao livro espanhol em Lisboa. Nunca mais lá voltei e tampouco me lembro se havia outros volumes. Se assim foi, a minha escolha não foi isenta de critério. Da década de 50 recebi um manancial de informações sobre a vida em Espanha, através das histórias das muitas viagens que o meu pai fez. Apesar de conhecer Madrid e Barcelona, de antes da Guerra Civil, foi, sobretudo, nos anos 50 que, ao volante do seu garboso Studebaker, percorreu a pele do touro de lés a lés. Gozava então de um certo estatuto, alguma fama e desafogo financeiro. O arquitecto Edmundo Tavares podia assim permitir-se um privilégio que nem mesmo o posterior turismo massificado trivializou, o de se meter a conhecer, de facto, com profundidade, um país que o apaixonava tanto como a sua cidade de eleição, Paris, onde fizera estágio no início dos anos 20. Ser turista numa época em que o turismo era para uma elite, tem pouco a ver com a moderna e democrática noção de viajar. Não passava pela cabeça de um turista pôr-se a torrar ao sol de alguma praia. Havia, isso sim, ansiedades culturais e artísticas bem contrastantes com as que hoje em dia imperam entre a turistagem de meia tijela. O meu pai, nas suas narrativas, evocava aspectos pouco enquadráveis naquilo que hoje em dia parece ser merecedor de evocação de viagem. Entre muitas coisas, descreveu-me as llanuras castellanas e o carácter castellano de uma forma impressivamente contrastante com o modelo dominante entre nós. Fez-me viajar com ele desenhando trajectórias num mapa Michelin, detendo-se sempre em determinados lugares para repetir algumas histórias. A que mais recordo foi a da mula morta, perto de Medinaceli. A caminho de Madrid, vindo de Zaragoza, numa estrada em mau estado, após um curva, depara-se, no meio do pavimento, uma mula morta e no ar, voando em circulos, um par de abutres. Moscas e mau cheiro empestavam o ambiente. Era a imagem de um país ainda mais pobre que Portugal, mas dotado de uma grandeza dramática de carácter, onde não havia lugar para meias-tintas e havia, para o bem e para o mal, intensidade e cor. Da desolação dos páramos sorianos à imponência incipiente da Gran Via, sempre agitada, onde pontificava o Pasapoga, o meu pai pintou-me uma certa Espanha dos anos 50. Quando, enfim, por mim, me deitei a conhecê-la, já se estava na década de 70. Apesar de um cenário urbano onde pontificavam monocordicamente os pobres Seat, era uma sociedade visivilmente já mais desenvolvida que a portuguesa, mas, sobretudo, com a tal animação e intensidade que parece que lhe é inerente. Ficou-me, de algum modo, um hiato por preencher - o que estava no meio, nessa Espanha descrita pelo meu pai e aquela que eu encontrara. O hiato era a década de 60.
sexta-feira, novembro 04, 2005
Noites tropicais (8)
terça-feira, novembro 01, 2005
Guia hispânico (15)
10 Barcelona
10 Bilbao (Vizcaya)
10 Pamplona/Iruña (Navarra)
10 Donostia-San Sebastián (Guipúzcoa)
10 Lleida
10 Alcobendas (Madrid)
10 Getxo (Vizcaya)
10 Girona
10 Pozuelo de Alarcón (Madrid)
10 Las Rozas de Madrid (Madrid)
10 Sant Cugat del Vallès (Barcelona)
10 Majadahonda (Madrid)
09 Madrid
09 Vitoria-Gasteiz (Álava)
09 Burgos
09 Tarragona
09 Irún (Guipúzcoa)
09 Segovia
08 Valencia
08 Zaragoza
08 Palma de Mallorca (Illes Balears)
08 Valladolid
08 Oviedo (Asturias)
08 Santander (Cantabria)
08 Castellón de la Plana/Castelló
(...)
05 Torrelavega (Cantabria)
05 Fuengirola (Málaga)
05 Puertollano (Ciudad Real)
04 Málaga
04 Elche/Elx (Alicante/Alacant)
04 Badajoz
04 Cádiz
04 Dos Hermanas (Sevilla)
04 Parla (Madrid)
04 Lorca (Murcia)
04 El Puerto de Santa María (Cádiz)
04 Chiclana de la Frontera (Cádiz)
04 Orihuela (Orihuela)
04 Alcoy/Alcoi (Alicante/Alacant)
04 Alcalá de Guadaira (Sevilla)
04 Elda (Alicante/Alacant)
04 Mérida (Badajoz)
03 Santa Lucía de Tirajana (Las Palmas de Gran Canaria)
03 Jerez de la Frontera (Cádiz)
03 Algeciras (Cádiz)
03 San Fernando (Cádiz)
03 La Línea de la Concepción (Cádiz)
03 Vélez-Málaga (Málaga)
03 Motril (Granada)
02 Sanlúcar de Barrameda (Cádiz)
domingo, outubro 30, 2005
Complexo de Aljubarrota (4)
Complexo de Aljubarrota (3)
American Dream (4)
CD: Bob Dylan - John Wesley Harding (1967)
Toda a crítica qualifica muito bem este álbum de Bob Dylan. Contudo, permanece como um dos mais ignorados em toda a sua vasta discografia. Compreende-se que não tivesse atingido a projecção dos três extraordinários que o antecedem e, sem discussão, os mais brilhantes (com permissão do posterior Blood on the Tracks...), mas não mereceria a penumbra em que acabou por estacionar. Depois ter atingindo, fulgurantemente, a fama com os três álbuns que correspondem ao período de apogeu de toda a sua carreira discográfica, Dylan tem um período de afastamento da ribalta. É também nesse período que sofre um acidente de mota. A fase parece ter sido algo turbulenta. Reaparece em 1967 com este álbum, de uma extraordinária simplicidade meios, que parece uma renúncia ao rock/folk e um retorno às origens, ao folk acústico. Dylan na guitarra e com a sua harmónica, mais um discretíssimo acompanhamento de bateria singela e baixo. Em dois temas há uma guitarra adicional. É tudo! É um trabalho melancólico e bucólico. Na capa aparece entre índios e as letras parecem parábolas bíblicas. Uma cabal demostração de como a simplicidade de meios pode ser eficaz. Três temas a destacar: All along the watchtower (será recriado de forma radicalmente eléctrica, em memorável versão, por Jimi Hendrix em Woodstock); The ballad of Frankie Lee and Judas Priest; I'll be your baby tonight.
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Geografia íntima (18)
sábado, outubro 29, 2005
Galicia (7)
Vigo é capital de lugar nenhum, pois não é, nem nunca foi, sequer, capital de província. Contudo, é a maior cidade da Galiza, com os seus quase 300.00 habitantes e, de longe, o centro industrial mais importante de toda essa região. Pertence à categoria de cidades com El Corte Inglés e aí, desde a sua inauguração, é rotina tropeçarmos em compatriotas com a pronúncia do Norte. Mais do que qualquer outra coisa esse tem sido o pólo de atracção para os visitantes de aquém-Minho. Apesar de não possuir importante património monumental, essa peculiar obsessão prejudica que se aprecie coisas bem interessantes, como alguns exemplos de uma arquitectura imponente em edifícios centrais, uma extensa artéria para uso exclusivo de peões (Rúa do Principe) e, sobretudo, um magnífico enquadramento natural, onde pontificam a ria, as serranias vizinhas e as Ilhas Cíes. Também há outros aliciantes como a elevada possibilidade de se comer bem e relativamente barato (sobretudo mariscos) e a não de todo remota possibilidade de, em alguma taberna sobrevivente, se escutar um galego escorreito e um som de gaita galega...














