sábado, outubro 02, 2004

Geografia íntima (10)

Amadora (193? 194? 195?)
Foi esta a origem da moderna Amadora e causa seu do desenvolvimento: a estação de caminhos-de-ferro. Até à construção da sua sucessora subterrânea, a fisionomia que aparece no postal permaneceu idêntica. Contudo, algumas árvores foram desaparecendo progressivamente...

Geografia íntima (9)

Amadora (193? 194?)
No postal aparece a antiga denominaçãoda Avenida Santos Matos - Avenida Amaral. O edifício do Recreios (à esquerda) permanece e recuperado como espaço requalificado, multiusos. Pertence agora à Câmara Municipal. Durante muito tempo este foi o cinema da terra. Um típico cinema de bairro, de reprise. Em frente, vê-se, contudo um, já desaparecido, que ostenta a designação cinema. Na verdade, o Recreios foi um espaço mais vocacionado para funções teatrais e de carácter social; só quando o outro, em frente, foi demolido, passou à condição de cinema. Na esquina está um edifício que ainda existe. Hoje, ao lado, está instalada a Segurança Social, em frente do mais genuíno café da Amadora, o Pigalle.

Geografia íntima (8)

Amadora (192? 1930?)
Eis a Avenida da República, no ponto mais central da Amadora (anos 20 ou 30?). Lembro-me bem da moradia que aparece no lado esquerdo e de uma outra, na esquina superior do lado direito da rua que sobe (Rua 1º de Dezembro). A "minha" Amadora, mais do que qualquer outra, é esta - vai da estação até à parte mais alta da Venteira, indo na direcção de Queluz. Foi nesta última zona que eu cresci.
Este centro formou-se por causa da estação. A estação, por sua vez, instalou-se neste lugar porque ficava a meio caminho de duas aldeias: a Porcalhota e a Venteira. Da mesma maneira que a estação de Queluz se instalou a meio caminho de Queluz (que era o Palácio e imediações) e Belas. Em ambos os casos, a estação acabou por se tornar o ponto de agregação e por definir o novo centro. Parece que o nome Amadora derivou de uma vivenda com esse nome, situada na Rua Elias Garcia. A CP adoptou o nome para a estação, já que Venteira-Porcalhota não era, propriiamente, bonito. Já no caso de Queluz, a designação da estação manteve-se como Queluz-Belas.

Geografia íntima (7)

Amadora (192? 193? 194?)
Tenho 47 anos e vivo na Amadora há 46. Gosto desta terra. Vi-a mudar muitíssimo, mas ainda gosto dela. Tornou-se de bom tom referir a Amadora como o paradigma do inferno suburbano. Discordo. Ou melhor, concordo se a afirmação incidir sobre a vasta periferia (Buraca, Damaia, Brandoa...). O centro, não sendo já o que foi, tem ainda, pelo menos, as seguintes vantagens: um ambiente agradável, espaços de socialização e convívio, dois amplos parques e muito comércio e serviços. Já pouco resta, porém, das muitas vivendas que o povoavam. A que aparece neste postal de 1916, a Casa Aprígio Gomes, situada, aliás, na zona onde vivo, definitivamente, sobreviveu e da melhor maneira, visto que foi recentemente restaurada e viu aí instalar-se o Centro Ciência Viva da Amadora (CCVA) . Ficou como uma espécie de testemunho da Amadora do passado - terra de bons ares, escolhida por gente bem (Mestre Roque Gameiro, Delfim Guimarães, Piteira Santos, por ex.) para acolher as sua moradias de verão.
No postal é visível, em primeiro plano, do lado esquerdo, uma casa térrea que ainda hoje existe, mas já abandonada. Aí foi a fábrica de rebuçados Dr. Bayard, de onde saía. alguma vezes, um cheiro adocicado. Ao fundo vê-se bem a casa da Tia Sofia, na Rua Elias Garcia, junto ao parque. Já não existe. Era uma conhecida casa de pasto e tinha um terreiro com parreira. Uma casa térrea ao lado, que não se vê no postal, essa sim, resiste. Nela está instalada uma agência funerária...

sexta-feira, outubro 01, 2004

Euskal Herria (3)

Iñaki Pangua - Euskal Herria: Lau haizeetara / La mirada mágica (2002)
Inspirada por A vista de pájaro, a Televisão autonómica do País Basco (EITB) produziu e exibiu uma série que cobre todos os territórios de Euskal Herria (País Basco, Navarra e Iparralde ou País Basco francês) através de vistas aéreas a partir de helicóptero. Foi há pouco tempo editada em dez DVDs. Cerca de década e meia depois, o nível técnico é muito superior ao da série inspiradora. Por outro lado, dado o âmbito geográfico muito mais restrito, o detalhe é muitíssimo maior. Toda esta belíssima região tem, deste modo, um meio de divulgação que lhe faz jus.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Euskal Herria (2): Navarra

Navarra
Região Autónoma: Comunidad Foral de Navarra (capital: Pamplona/Iruña)

Euskal Herria (1): Euskadi

País Basco
Região Autónoma: País Vasco/Euskadi (capital: Vitoria/Gasteiz).
Províncias: Vizcaya/Biscaia (capital: Bilbao); Guipúzcoa/Gipuzkoa (capital: San Sebastián/Donostia); Álava/Araba (capital: Vitoria/Gasteiz).

Viagens (5): New York - New Jersey / Agosto de 2000 (1)

Notas de férias: Imprensa
Na série Sopranos pude rever elementos do ambiente urbano do Norte de New Jersey, que conheci, aquando da minha estadia em Newark, em Agosto de 2000. Para lá de cenários que me ficaram de algum modo familiares, há a frequência com o que The Star-Ledger aparece no quotidiano dos personagens. É o grande jornal diário do Norte de New Jersey, editado em Newark, com mais de 400.000 exemplares de difusão diária. É estritamente local, com pelo menos 2/3 do seu material noticioso referente a esse âmbito. Do lado de cá do Rio Hudson, vê-se em todo o lado.
Já ia preparado para o gigantismo da edição dominical do New York Times (NYT), que pude comprovar (parece não hver limites razoáveis para o número de cadernos e encartes), mas o que eu ignorava é que a edição dominical de um, até então, para mim, desconhecido jornal dos subúrbios de Nova York, pudesse ser ainda maior, com os seus 2,5 Kg! Mais espantoso ainda é saber que essse mesmo jornal tem quase metade da difusão diária do celebrado NYT... quando esta se restringe geograficamente ao Norte de New Jersey. É apenas um dado para se perceber duas coisas no cenário da imprensa norte-americana: 1) O NYT é um jornal de elites; 2) A grande vitalidade da imprensa local.

American Dream (2)

DVD: Pack Sopranos - Série 1
É certo que a qualidade média do escpectáculoo televisivo tem vindo a degradar-se - é um fenómeno mundial... Contudo, verdadeiras preciosidades continuam a ser produzidas e exibidas - é questão de se estar atento... Sopranos - Série 1 nunca pude ver na TV, mas vi posterirmente em DVD. Ver desta forma tem, aliás, vantagens... Fiquei empolgado - é uma das coisas mais notáveis alguma vez feita em séries televisivas! São imensos os assuntos que sugere. Num blog de José Pacheco Pereira consta um artigo sobre a série: Traidora Tradução - A Nossa Mafia Caseira A RTP 2 está a emitir a Série 4. Tenciono ver todos os episódios de todas as séries em DVD.