sexta-feira, outubro 01, 2004

Viagens (5): New York - New Jersey / Agosto de 2000 (1)

Notas de férias: Imprensa
Na série Sopranos pude rever elementos do ambiente urbano do Norte de New Jersey, que conheci, aquando da minha estadia em Newark, em Agosto de 2000. Para lá de cenários que me ficaram de algum modo familiares, há a frequência com o que The Star-Ledger aparece no quotidiano dos personagens. É o grande jornal diário do Norte de New Jersey, editado em Newark, com mais de 400.000 exemplares de difusão diária. É estritamente local, com pelo menos 2/3 do seu material noticioso referente a esse âmbito. Do lado de cá do Rio Hudson, vê-se em todo o lado.
Já ia preparado para o gigantismo da edição dominical do New York Times (NYT), que pude comprovar (parece não hver limites razoáveis para o número de cadernos e encartes), mas o que eu ignorava é que a edição dominical de um, até então, para mim, desconhecido jornal dos subúrbios de Nova York, pudesse ser ainda maior, com os seus 2,5 Kg! Mais espantoso ainda é saber que essse mesmo jornal tem quase metade da difusão diária do celebrado NYT... quando esta se restringe geograficamente ao Norte de New Jersey. É apenas um dado para se perceber duas coisas no cenário da imprensa norte-americana: 1) O NYT é um jornal de elites; 2) A grande vitalidade da imprensa local.

American Dream (2)

DVD: Pack Sopranos - Série 1
É certo que a qualidade média do escpectáculoo televisivo tem vindo a degradar-se - é um fenómeno mundial... Contudo, verdadeiras preciosidades continuam a ser produzidas e exibidas - é questão de se estar atento... Sopranos - Série 1 nunca pude ver na TV, mas vi posterirmente em DVD. Ver desta forma tem, aliás, vantagens... Fiquei empolgado - é uma das coisas mais notáveis alguma vez feita em séries televisivas! São imensos os assuntos que sugere. Num blog de José Pacheco Pereira consta um artigo sobre a série: Traidora Tradução - A Nossa Mafia Caseira A RTP 2 está a emitir a Série 4. Tenciono ver todos os episódios de todas as séries em DVD.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Dancing Days (4)

Peaches & Herb - The best of Peaches & Herb (1996)
É a melhor colectânea de Peaches & Herb (2ª fase). Integra a colecção Polydor Soul Series. A entrada faz-se com o dance hit Shake your groove thing (é preferível a versão para EP, que constitui o último tema). Continua com outro dance hit, Funtime. O destaque vai, contudo, como não podia deixar de ser, para a super balada Reunited.
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Dancing Days (3)

Peaches & Herb
Espectacular é o que se pode dizer desta balada de Peaches & Herb! Foi um dos singles mais vendidos de sempre. Este duo (nesta altura composto por Linda Green e Herbert Feemster, de Washington DC, pela mão do compositor e produtor Freddie Perren, tornou-se relevante no cenário disco sound de finais dos anos setenta. Nesse género, estritamente considerado, o seu maior êxito foi Shake your groove thing (13 semanas no Top40 USA, onde chegou a alcançar o 5º lugar, em 1979). Contudo, o seu maior êxito absoluto e um dos maiores de toda a história da música pop foi precisamente esta balada, que esteve 15 semanas no Top40 USA, alcançou o 1º lugar nesse mesmo ano de 1979. Mereceu, pois é a mais soberba balada romântica pop alguma vez feita! É curioso tal sucesso cavalgando a onda disco, já que esta era a segunda fase de uma carreira que tinha principiado em meados dos anos sessenta em plano de rythm & blues, com uma solista diferente, Francine Barker e um produtor também diferente, Van McCoy. Foi, enfim, uma reinvenção bem sucedida.

Dancing Days (2)

ABBA - The definitive collection
Reviver a música pop comercial dos anos 60, 70 e 80 é, cada vez mais, fonte de reencontrados prazeres. Neste intermitente reencontro, no topo das minhas preferências estão os ABBA (Agneta Fältskog, Björn Ulvæus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad). Agneta é a loira - a que se tornou um mito entre a homenzarrada planetária; Anni-Frid é a morena - que não deixou de ter a sua incondicional clientela libidinosa... Era uma música simples, desprestenciosa, alegre e, dentro destes parâmetros, muito bem feita. Tenho para mim, por exemplo, que Dancing queen é uma das mais bonitas canções de sempre. A melhor maneira de rever o mais universal produto sueco de tdos os tempos é esta colecção de videoclips editada em DVD.
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Dancing Days (1)

Em 1978 a Rede Globo lançou a novela Dancing Days, de Gilberto Braga, com enorme êxito. Assim se inaugurava a vocação especial deste autor para a novela urbana/classe média que se estende até agora, com Celebridade. Contudo, o que interessa aqui sublinhar é a tendência global em que esta novela se integra: os anos 70 e a música de discoteca. Tempos de crise económica mundial (choques petrolíferos...) e, ao mesmo tempo, de modas juvenis que se consolidavam como grande indústrias de consumo. A simplicidade da mensagem do Disco Sound traduzia a associação da felicidade com o efémero, exaltando a alienação tipo Satarday Night Fever.
Fica aqui, em jeito de estandarte, a letra do tema da novela, interpretado pelas Frenéticas:


Dancing Days
Abra suas asas,
Solte suas feras,
Caia na gandaia,
Entre nessa festa.
Me leve com você,
Seu sonho mais louco,
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto.
A gente às vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar.
Na nossa festa vale tudo,
Vale ser alguém como eu,
como você.
Abra suas asas...
Dance bem, dance mal, dance sem parar,
Dance bem, dance até sem saber dançar.
Na nossa festa vale tudo,
Vale ser alguém como eu, como você.
Nelson Motta / Rubens Queiroz

quarta-feira, setembro 29, 2004

Boulevard Nostalgie (8)

Robert Doisneau - Foto
La voiture fondue (1944)

Boulevard Nostalgie (7)

Cartier-Bresson - Foto
Paris (1944)

Boulevard Nostalgie (6)

Cartier-Bresson - Foto
Henri Matisse em sua casa (1944)