quinta-feira, setembro 30, 2004

Dancing Days (4)

Peaches & Herb - The best of Peaches & Herb (1996)
É a melhor colectânea de Peaches & Herb (2ª fase). Integra a colecção Polydor Soul Series. A entrada faz-se com o dance hit Shake your groove thing (é preferível a versão para EP, que constitui o último tema). Continua com outro dance hit, Funtime. O destaque vai, contudo, como não podia deixar de ser, para a super balada Reunited.
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Dancing Days (3)

Peaches & Herb
Espectacular é o que se pode dizer desta balada de Peaches & Herb! Foi um dos singles mais vendidos de sempre. Este duo (nesta altura composto por Linda Green e Herbert Feemster, de Washington DC, pela mão do compositor e produtor Freddie Perren, tornou-se relevante no cenário disco sound de finais dos anos setenta. Nesse género, estritamente considerado, o seu maior êxito foi Shake your groove thing (13 semanas no Top40 USA, onde chegou a alcançar o 5º lugar, em 1979). Contudo, o seu maior êxito absoluto e um dos maiores de toda a história da música pop foi precisamente esta balada, que esteve 15 semanas no Top40 USA, alcançou o 1º lugar nesse mesmo ano de 1979. Mereceu, pois é a mais soberba balada romântica pop alguma vez feita! É curioso tal sucesso cavalgando a onda disco, já que esta era a segunda fase de uma carreira que tinha principiado em meados dos anos sessenta em plano de rythm & blues, com uma solista diferente, Francine Barker e um produtor também diferente, Van McCoy. Foi, enfim, uma reinvenção bem sucedida.

Dancing Days (2)

ABBA - The definitive collection
Reviver a música pop comercial dos anos 60, 70 e 80 é, cada vez mais, fonte de reencontrados prazeres. Neste intermitente reencontro, no topo das minhas preferências estão os ABBA (Agneta Fältskog, Björn Ulvæus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad). Agneta é a loira - a que se tornou um mito entre a homenzarrada planetária; Anni-Frid é a morena - que não deixou de ter a sua incondicional clientela libidinosa... Era uma música simples, desprestenciosa, alegre e, dentro destes parâmetros, muito bem feita. Tenho para mim, por exemplo, que Dancing queen é uma das mais bonitas canções de sempre. A melhor maneira de rever o mais universal produto sueco de tdos os tempos é esta colecção de videoclips editada em DVD.
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Dancing Days (1)

Em 1978 a Rede Globo lançou a novela Dancing Days, de Gilberto Braga, com enorme êxito. Assim se inaugurava a vocação especial deste autor para a novela urbana/classe média que se estende até agora, com Celebridade. Contudo, o que interessa aqui sublinhar é a tendência global em que esta novela se integra: os anos 70 e a música de discoteca. Tempos de crise económica mundial (choques petrolíferos...) e, ao mesmo tempo, de modas juvenis que se consolidavam como grande indústrias de consumo. A simplicidade da mensagem do Disco Sound traduzia a associação da felicidade com o efémero, exaltando a alienação tipo Satarday Night Fever.
Fica aqui, em jeito de estandarte, a letra do tema da novela, interpretado pelas Frenéticas:


Dancing Days
Abra suas asas,
Solte suas feras,
Caia na gandaia,
Entre nessa festa.
Me leve com você,
Seu sonho mais louco,
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto.
A gente às vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar.
Na nossa festa vale tudo,
Vale ser alguém como eu,
como você.
Abra suas asas...
Dance bem, dance mal, dance sem parar,
Dance bem, dance até sem saber dançar.
Na nossa festa vale tudo,
Vale ser alguém como eu, como você.
Nelson Motta / Rubens Queiroz

quarta-feira, setembro 29, 2004

Boulevard Nostalgie (8)

Robert Doisneau - Foto
La voiture fondue (1944)

Boulevard Nostalgie (7)

Cartier-Bresson - Foto
Paris (1944)

Boulevard Nostalgie (6)

Cartier-Bresson - Foto
Henri Matisse em sua casa (1944)

Boulevard Nostalgie (5)

CD: Erik Satie / Pascal Roge - 3 Gymnopédies & other piano works (1984)
Paris, entre a Belle Époque e os Loucos Anos 20 evoca a figura de Erik Satie. Foi pianista de cabarets de Montmartre e compôs uma repertório erudito com um carácter algo naïf, entre o expressionismo e o surrealismo. Os desconcertantes nomes que deu a algumas peças atesta-o, ao mesmo tempo que reforça a sua irónica melancolia. A mais conhecida, Gymnopédie No.1, serve agora como fundo de um spot publicitário de choque sobre o desastre quotidiano nas estradas portuguesa. Um peça de tão encantadora languidez não é adequada para esse efeito...
Este CD é uma versão puramente pianistica. Há, com efeito, uma versão orquestral de Claude Debussy, amigo de Satie, mas esta é a original. De notar que a capa reproduz uma pintura de Joan Miró.
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Boulevard Nostalgie (4)

Paris - Postal (em torno de 1920)
L'Opéra