terça-feira, agosto 24, 2004

Los Toros (2)

Peña Taurina Los Suecos
Peñas são associações de tertulianos e fans. É um fenómeno genuinamente espanhol que se desenvolveu em torno da fiesta, do futebol e de outras actividades. Têm, como elemento agregador um matador ou um clube e como base, normalmente, um bar. São pretexto para convívio, discussões e excursões. Há muitas peñas taurinas, mas incrível é saber que há uma estabelecida na Suécia e composta de suecos.

segunda-feira, agosto 23, 2004

Los toros (1)

Desenho de Goya
A propósito de rock torero, aqui vai uma estampa goyesca de motivo tauromáquico - um picador em faena. De notar que não há protecção para o cavalo. Da destreza e força do picador dependia a sobrevivência do cavalo, pois, escusado será salientar, o touro estava sempre com as suas defesas integrais, em pontas... A protecção para o cavalo só se tornou obrigatória no início do séc. XX.

La movida (4)

Gabinete Caligari
Eis um exemplo da iconografia do rock torero de Gabinete Caligari. Entre os seus êxitos avulta Que Dios reparta suerte (1983), onde se distinguem castanholas e referências de casticismo.

La movida (3)

Gabinete Caligari
Este grupo é emblemático do que se chegou a designar como rock torero. Na verdade, pela sua pose e temática, a designação faz sentido para esta versão de pop/rock neo-romântico à espanhola...

La movida (2)

Tino Casal (1940-1991)
Um dos mais importantes nomes da frente musical de la movida foi Tino Casal. Oriundo das Astúrias, estabeleceu-se em Madrid no início dos anos 80, depois de ter passado alguns anos em Londres. Trouxe o glam rock, inspirado por David Bowie e Brian Ferry. Com ele, a coisa assumiu proporções de rococó, pesadamente kitsch. O tema Etiqueta negra ou uma versão do velho tema Eloíse, de Barry Ryan (1968) são exemplificativos.
Casal teve uma vida acidentada. Viu a sua carreira interrompida em meados dos anos 80 por graves problemas de saúde. Em 22 de Setembro de 1991 faleceu num desastre de automóvel, em Madrid. Tornou-se objecto de culto.

domingo, agosto 22, 2004

La movida (1)

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Pedro Almodóvar - Mujeres al borde de un ataque de nervios (1988)
De novo em Madrid vem a propósito evocar la movida (cujo auge vai já para 20 anos...) Foi um movimento tipicamente madrileno, com ramificações centrífugas para algumas periferias (que não Barcelona, note-se...). O filme, talvez mais emblemático dessa onda foi Mujeres al borde de un ataque de nervios, de Almodóvar, com Carmen Maura e Antonio Banderas. Estou longe de ser um admirador do cinema de Almodóvar, porém, este filme agradou-me, sendo uma comédia engraçada e congregando uma iconografia que me seduziu. Ponto alto: o bolero Puro teatro de La Lupe. Aliás, outros filmes almodovarianos detestei ou apreciei, mas uma coisa em todos me atraiu: a banda sonora.
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Perros callejeros (2)

Apesar da popularidade da Rumba Catalana, a verdade é que a mais estimulante evolução da rumba ocorreu em Madrid, com os já mencionados Los Chunguitos (inspiradores do título deste blog), Las Grecas (duo feminino já desaparecido) e Los Chichos (ainda no activo). A incorporação de prestações rock foi decisiva nestes casos. A imagem reproduz a capa de um livro dedicado a Los Chichos.

sábado, agosto 21, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (13): Catalunya: Barcelona

Peret (Pere Pubill i Calaf, 1965) / Rumba Catalana
Barcelona não é apenas uma cidade catalã. Para além do seu cosmopolitismo, foi destino de fluxos migratórios das mais pobres regiões de Espanha e também, desde os anos 80, de África e América Latina. Há, portanto, muitos elementos de mestiçagem que incorporou. Um dos vários resultados deste processo é a Rumba Catalana. Peret foi o seu impulsionador nos anos 60 e 70, obtendo, então, grande popularidade. Outros nomes deram continuidade ao género: Los Amaya, Gato Pérez, Los Manolos, Chipen...

quarta-feira, agosto 18, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (12): Catalunya: Barcelona

Llantiol / Eugenio (Eugeni Jofra Bofarull, 1941-2001)
No centro de El Raval, na obscura La Riereta, está o Café-Teatro Llantiol. Deve pairar por lá o encanto de modestos espectáculos decadentes... Imagino-o com veludos desbotados e camareros entradotes. Era aí que actuava Eugenio, contador de anedotas (acudits, em catalão / chistes, em castelhano) em sessões de Stand-Up Comedy (irónica designação, pois, neste caso, o comediante actuava sentado... fumando e bebendo) - Tinha uma figura magra e longuilínia, barba rala e óculos escuros, voz cavernosa, sempre com um ar taciturno, entre o impassível e o enfastiado. Os chistes de Eugenio, num castelhano de cerrada pronúncia catalã, espalharam-se em cassete por toda a Espanha, nos anos 70 e 80. A sua especialidade eram os contos de humor absurdo, algo ingénuo e surrealista. A voz que se ouve ao abrir a página web do Llantiol é a dele.