quarta-feira, agosto 18, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (11): Catalunya

Rafael de Casanovas, 1670-1744
A pintura reproduzida tem como título, Onze de Setembre. É alusiva ao momento em que Rafael de Casanovas é ferido. Este, como Conceller en Cap da Generalitat, era o líder dos defensores de Barcelona. O Dia Nacional da Catalunha (Diada) é comemorado em 11 de Setembro.

Mediterráneo / Mediterrània (10): Catalunya

11 de Setembro de 1714
Neste dia acabou a resistência de Barcelona, após um cerco de vários meses. Esta pode ser considerada a segunda revolta catalã, no contexto da Guerra de Sucessão de Espanha. A nova dinastia vencedora, os Bourbons, retira os foros e, assim, a Catalunha perde o que restava da sua autonomia.

Mediterráneo / Mediterrània (9): Catalunya

Corpus de sang
A Revolta Catalã ficou também conhecida como Guerra dels Segadors (Guerra dos Cefeiros). Foi desencadeada quando camponeses se levantaram contra os desmandos dos soldados em trânsito para a guerra contra os franceses. O dia crucial foi o do Corpo de Deus de 1640, o qual ficou conhecido como o Corpus de Sang.
O hino nacional catalão é alusivo a estes acontecimentos.

Mediterráneo / Mediterrània (8): Catalunya

Pau Claris i Casademunt (1586-1641)
A Revolta da Catalunha durou 19 anos (1640-1659). Em larga medida foi graças a ela que ocorreu a Restauração em Portugal. O Conde-Duque de Olivares deu prioridade ao esmagamento dessa revolta, que significava mais um desafio de Richelieu. O contexto era o da Guerra dos 30 Anos, a decadência do Império Espanhol e a ascensão da França à condição de potência hegemónica. A revolta catalã somava-se a uma vasta série de levantamentos populares um pouco por todo o lado. Pau Claris, à frente da Generalitat (governo autónomo catalão) deu-lhe objectivos políticos: táctico - a procura da protecção francesa; estratégico - o estabelecimento de uma república catalã independente. Não viveu para conhecer o desenlace. Algum tempo mais tarde consumou-se o pior: o Tratado dos Pirinéus, pelo qual a França se comprometeu a ajudar a coroa espanhola a submeter a Catalunha, ficando, em troca com a sua parte Norte, a Alta Cerdanya e o Rossilhão.

terça-feira, agosto 17, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (7): Catalunya: Barcelona

Carrer d'en Robador
Em 1982, quando fui pela primeira vez a Barcelona deparei-me, na parte mais degradada do Raval (Barrio Chino), com a Carrer d’en Robador - rua pedonal, estreita e comprida, que tinha uma animação feita essencialmente de prostituição. Sucediam-se bares que, da forma mais relaxada, ilustravam o cenário, intercalados com Sex Shops e com uma estranha espécie de lojas que ostentavam a designação de Consultório Venereológico. Em cada extremo, patrulhas políciais pareciam tomar conta da situação em regime rotineiro. Mesmo a horas tão insuspeitas como, por exemplo, as 3 da tarde, a animação era vibrante. Jovens putas instalavam-se em pleno pavimento, sentadas em altos bancos de balcão (para aí inopinadamente trazidos), de perna cruzada, com poses e indumentárias provocatórias – uma ou outra, até, sumariamente ataviadas apenas com esparsas tiras de cores brilhantes… Outras, não tão jovens, atacavam com audácia os transeuntes, cortando-lhes a passada com propostas de serviços e preços. Alegres impropérios, descontraídos piropos e algazarras musicais troavam pelo ar. Alguns neóns contrastavam com a roupa estendida dos pisos superiores.
Em 1987, de novo em Barcelona, voltei lá - toda aquela animação desaparecera. Vivia-se o auge do impacto da emergente SIDA e tinham sido encerrados praticamente todos os estabelecimentos. Estavam selados com avisos que diziam “por ordem das autoridades sanitárias”. Fiquei desolado...
Em 1991, regressado de novo, em véspera das Olimpíadas, com a cidade transformada numa estaleiro, verifiquei que o bairro estava sofrendo um processo de saneamento social. A rua em questão tinha recuperado parte da sua antiga animação, mas era visível que tudo era agora mais comedido e civilizado. Como estará agora a Carrer d’en Robador?

Mediterráneo / Mediterrània (6): Catalunya: Barcelona

Ramblas
Eis a artéria mais vital da cidade! A sua designação quer dizer ribeira que corre da montanha - de facto, no subsolo correm águas que vêm de Collserola. Por um lado, liga a Barcelona burguesa ao mar; por outro lado, dividem a Ciutat Vella em duas realidades: Barri Gòtic, turistico e Raval, parcialmente degradado. Mas as Ramblas, em si, constituem um espectáculo. Cheias de cafés, esplanadas, artistas de rua, espantosos quiosques (de jornais/revistas; de flores; de pássaros...) e, enfim, um desfilar de gentes das mais variadas. Ramblas amunt, Ramblas avall...

Mediterráneo / Mediterrània (5): Catalunya: Barcelona

Barcelona - início dos anos 80
Outra perspectiva com a Plaça Catalunya em primeiro plano. A Catedral assinala o centro do Barri Gòtic. Mais atrás, junto ao Port Vell, EL Born e ,no extremo superir direito, parte do Parc de Ciutadella.

segunda-feira, agosto 16, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (4): Catalunya: Barcelona

Gaudí (Antoni Gaudí, 1852-1926)
Aquando da comemoração dos 150 anos do seu nascimento, a Generalitat de Catalunya e o Ajuntament de Barcelona, entre outras entidades, promoveram múltiplas actividades e iniciativas.
Em Gaudí fascina-me, além, evidentemente, da sua extraordinária obra, o seu pensamento e convicções. Foi profundamente católico, de uma forma tradicionalista/ascética e ao mesmo tempo visionária/modernista. Um aparente paradoxo que, no entanto, se traduz na sua obra e vida.
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sexta-feira, agosto 13, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (3): Catalunya: Barcelona

Postal de início dos anos 80: Em primeiro plano a Plaça Catalunya de onde sai a linha verde das Ramblas até ao Port Vell ; à esquerda o Barri Gòtic; à direita El Raval; ao fundo, à direita, Montjuïc.