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sexta-feira, abril 17, 2009

Salsa y merengue (46)

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Willie Colón - Cosa nuestra (1969)
A seguir a Siembra este é o álbum mais aclamado de Willie Colón. É o terceiro e remonta a um tempo em que a composição do seu grupo não estava ainda estabilizada. Mas é música já bem definida, assente em raízes afro-cubanas, com ritmos e metais contundentes, entremeada por boleros. Héctor Lavoe era a voz líder carismática.
O álbum abre com um tema que lhe deu uma popularidade que transcendeu os ghettos hispânicos norte-americanos e Puerto Rico, seus mercados naturais. É Che che colé e, sintomaticamente, tem cariz africano. Contudo, sendo um tema magnífico, talvez não seja o mais valioso. Sucede que Ausencia é um tema especial - um estranho bolero marcado por uma mudança de ritmo que abre caminho para um montuno e um desempenho interpretativo de Héctor Lavoe.
Aqui se demonstra como se pôde atingir precocemente a maturidade artística numa época, aliás, em que o pop/rock multiplicava abundantes exemplos similares. Contudo, o sucesso da novidade sustentada com descaramento e audácia só foi possível porque se vivia um tempo que lhe era receptivo e que se traduzia, por exemplo, em produtores e investidores não menos ousados. As origens da salsa, em Nova York de finais dos anos 60 só podem ser entendidas neste contexto. O título e a capa deste álbum traduzem, aliás, um descaramento desafiante. A figura de gangster mafioso que Willie Colón teimava em representar estava à altura do atrevimento musical que protagonizava, muito embora não deixe adivinhar o tipo de música que vai no conteúdo - era uma capa provocadora como outras de grupos pop/rock então em voga.

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Willie Colón - Che che colé in Cosa nuestra (1969)

Salsa y merengue (45)

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Willie Colón - The hustler (1968)
Se houvesse qualquer coisa como uma certidão de nascimento da salsa não andaria muito longe de algo assim: filha do boogaloo e da latin soul, nascida em Nueva York, Spanish Harlem, em finais dos anos 60, no seio da grande família musical afro-cubana com mestiçagem jazzística. Padrinhos: Jerry Masucci e Johnny Pacheco (Fania).
Este álbum aponta directamente para esse processo de criação. Após um primeiro álbum, Willie Colón aponta definitivamente caminhos inovadores, que reconhecemos, posteriormente, como salsa fundadora. Não foi o único. Dentro da editora Fania, ou na sua periferia, outros (Johnny Pacheco, Joe Cuba, Celia Cruz, Ray Barretto) também davam corpo ao invento. Mas Willie Colón é o que tem mais importância, pela repercussão que imediatamente teve e pela polifacética trajectória que, desde então, foi protagonizando como compositor, instrumentista, director de orquestra, produtor, descobridor de talentos e, até, como vocalista. Está na vanguarda e é o mais influente. Ele com... a sua afectada imagem rufia (era, de facto, de South Bronx); ...a sonoridade brutal dos seus trombones; ...o virtuosismo dos seus percussionistas e do seu pianista; ...o seu lendário vocalista, Héctor Lavoe. Ele, enfim, com 19 anos (com esta idade gravava este seu segundo álbum!) e iniciando assim, verdadeiramente, a história da salsa, que, em certa medida se tem confundido com a sua própria trajectória artística.
O que mais impressiona nesta salsa fundadora é a força da matriz rítmica afro-cubana. Não há música hispânica mais africana do que esta, como atesta a percussão esmagadora e, ainda por cima, reforçada com a rudeza dos trombones. E como se não bastasse... ainda há Héctor Lavoe, La Voz !
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Willie Colón - The hustler in The hustler (1968)

sábado, março 14, 2009

Salsa y Merengue (44)


Héctor Lavoe - Felices horas (1976)
Esta composição de imagens com a música de Felices horas é tecnicamente rudimentar, mas consegue o essencial: evocar os tempos áureos de Héctor Lavoe, o mesmo é dizer, os tempos áureos da salsa clássica.
O destino del cantante de los cantantes
parecia já inscrito naquela voz inconfundível, profunda, que soava grandiosamente de forma ora melancólica, ora trágica. Que melhor para o demonstrar que este tema, Felices horas, que é uma simples e bonita música de amor envolvida numa espectacular cadência rítmica?!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Salsa y Merengue (43)

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Héctor Lavoe - Comedia (1978)
É o álbum mais carismático de Héctor Lavoe, o que sucede devido a incluir o tema que acabou por se tornar como que a sua senha de identidade, El cantante, composto por Rubén Blades. O título do álbum e respectiva imagem de capa reforçam a composição carismática, acentuando o que era cada vez mais evidente: a vida de Héctor Lavoe descambava descontroladamente para terrenos escatológicos entre a comédia e a tragédia. De resto, é um álbum que definitivamente consolida um repertório que se reparte entre a salsa pura e dura e o bolero, consagrando os dotes interpretativos excepcionais em ambos os géneros.
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Héctor Lavoe - El cantante in Comedia (1978)

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Salsa y Merengue (42)

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Héctor Lavoe - De ti depende (1976)
Depois de uma fase inicial em que foi voz solista da orquestra de Willie Colón, Héctor Lavoe aparece como protagonista, à frente da sua própria orquestra. Esta, em pouco difere da anterior. O que se passa é que Willie Colón cedeu-lhe a direcção, dedicando-se a outros projectos. Alguns problemas causaram este afastamento, o que, aliás, é mostrado no filme El cantante. Mas não foi um afastamento inamistoso e radical em termos pessoais e menos ainda em termos artísticos. Colón assegura-lhe a produção das gravações e a sonoridade continua a ser a mesma. Este é o segundo álbum desta fase. A voz de el cantante de los cantantes está na plenitude e o envolvimento orquestral está à sua altura. Aqui temos salsa da mais clássica, com o atractivo adicional de estar entrecortada por boleros, onde a voz adquire um lastro melancólico. Mas o tema mais carismático é Periódico de ayer. Este é, digamos, como que a quinta-essência da salsa. Letra e música são do portoriquenho Tite Curet Alonso, o mesmo que compôs o bolero Puro teatro, celebrizado por La Lupe. Do mesmo modo, trata-se de um tema de amor em clave de despeito canalha (e como a voz de Héctor tem um travo canalha!). Mais espectacular ainda é a parte musical, cujo desenvolvimento está poderosamente assente em metais e ritmo, sobre um fundo orquestral grandioso. Daqui se retirou o trecho que foi utilizado para o menu da edição em DVD de El cantante. Pode ainda ser escutado, na versão original e na íntegra durante o genérico final. É, enfim, um clássico da salsa mais clássica. Porém, estão presentes outros temas excepcionais, como Felices horas, Vamos a reír un poco e Hacha y machete. É, em suma, um álbum de referência na história da salsa.
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Héctor Lavoe - Periódico de ayer in De ti depende (1976)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Salsa y merengue (41)

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Spanish Harlem Orchestra - Across 110St (2004)
No topo do Central Park a 110th Street assinala a entrada no Spanish Harlem, também conhecido como El Barrio. Se na área metropolitana de New York abundam hispanos um pouco por todo o lado, é aqui e no vizinho Bronx onde há a maior concentração. Spanish Harlem fica no extremo nordeste de Manhathan e é lá que estão os símbolos mais visíveis da comunidade porto-riquenha. Foi onde surgiu a salsa. Nessa invenção o protagonismo esteve entre os porto-riquenhos de NY, os newyoricans. Deve-se dizer que tal resultou do facto de constituírem uma comunidade especial, e não só por ser a mais numerosa entre os hispanos... Foram sempre os que mais se destacaram e tornaram-se, portanto, os mais influentes. O facto de recentemente ter surgido uma salsa big band com o nome Spanish Harlem Orchestra está na ordem natural das coisas. E o mesmo se pode dizer de ter editado um álbum com o título Across 110St.
Esta big band é dirigida pelo pianista Óscar Hernández, que se destacou nos grupos que acompanharam Rubén Blades (Seis del Solar e Son del Solar) e nos que acompanharam o percussionista Ray Barretto. Propõe uma certa forma de retorno às origens da salsa e, mesmo, aos seus antecedentes orquestrais. É uma via próxima do jazz, tanto que se pode dizer que estamos em domínios do latin jazz... Neste álbum, o segundo, verifica-se que é uma proposta ao mesmo tempo de renascimento e modernização, cujo resultado é espectacular. De notar ainda a participação vocal de Rubén Blades, que é como que uma cereja no topo do bolo... Em suma, magnífico! Especialmente indicado para quem quer saber o que é salsa da mais pura.
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Spanish Harlem Orchestra / Rubén Blades - Como lo canto yo in Across 110St (2004)

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Salsa y merengue (40)

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Héctor Lavoe - El cantante: The originals (2007)
Na sequência do filme El cantante foi editado o álbum da banda sonora, com as interpretações de Marc Anthony; mas também foi editado um outro álbum, com as versões originais, de Héctor Lavoe. É este aqui em apreço, o qual é uma colectânea oportuna, na medida em que permite uma aproximação mais rigorosa à matéria inspiradora do filme.
Héctor tinha uma voz inconfundível. Nas notas incluídas no encarte do CD, da autoria de Ernesto Lechner, diz-se que era uma "voz profunda e aguerrida". Marc Anthony tem dotes de sonero mas não pode, naturalmente, fazer sugerir plenamente essa voz. E não só. Héctor tinha um jeito muito peculiar de vocalizar, jingando, que se integrava magnificamente na fraseologia rítmica da salsa. Além do mais, tinha uma imagem, digamos, de crooner decadente. Aliás, o que se pode caracterizar como decadente confundia-se com uma pose rufia. A temática de muitas das suas músicas, assim como a sua vida, reforçaram essa imagem, que encontra correspondência num dos seus apodos, "El chico malo de la salsa" e na qualificação do seu estilo como salsa brava. O que pode haver de rebelde na imagem dos modernos soneros é mais pop e, portanto, muito mais convencional.
Héctor Lavoe formou com Willie Colón o tandem que lançou a salsa. Foi com eles que a editora Fania se abalançou no propósito de se tornar numa espécie de equivalente latino da Motown ou da Stax. Viviam-se os finais dos anos 60 e inícios dos 70. Era uma parceria fulcral - um, representava a orquestra; o outro, a voz. Em meados de 70 outro grande nome da salsa, Rubén Blades, tornou-se o sucessor de Héctor como vocalista de Colón. Mas este facto, mais do que uma ruptura, representou a consagração de triângulo, pois continuaram as colaborações, só que a três e entrecambiando desempenhos. Basta referir, por exemplo, que El cantante, o tema emblemático, foi composto por Rubén; tema que, aliás, demonstra uma contundente exuberância orquestral. Refira-se, a propósito, que nas composições deste último, como nas composições e arranjos de Colón, há uma grandiosidade sinfónica que encontra na voz de Héctor a correspondência mais adequada.
Note-se, finalmente, que com abundante informação no encarte e abrangendo gravações do período inicial, em que era o vocalista da orquestra de Colón, esta colectânea é mais completa do que a maioria das que existem de Héctor Lavoe, el cantante de los cantantes.
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Héctor Lavoe - El cantante in Comedia (1978)

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Salsa y merengue (39)

Marc Anthony - El cantante (2006)
El cantante termina com esta versão do tema que dá nome ao filme. De notar que no final, são introduzidas imagens reais do funeral de Héctor Lavoe. Por elas se pode verificar a popularidade del cantante de los cantantes.

Salsa y merengue (38)

Héctor Lavoe - El Todopoderoso in La Voz (1975)

domingo, janeiro 25, 2009

Salsa y merengue (37)

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León Ichaso - El cantante (2006)
El cantante como filme, propriamente dito, não é nada de especial, mas vale a pena pela música e pela informação. Essa bela estampa de mulher que é Jennifer López e o seu marido, Marc Anthony, não parece que tenham aqui grandes desempenhos interpretativos. A realização também não parece acertada no ritmo da acção. Em boa verdade, a história é um pouco desconexa e, ao fim e ao cabo, tudo redunda numa espécie de videoclip contínuo. Até certo ponto, ainda bem, pois a música é boa... Trata-se de salsa; Marc Anthony é um bom sonero; a produção musical corre por conta de Willie Colón - figura maior do universo salsero. Porém, o filme propõe-se reconstituir o percurso artístico daquele que foi um dos maiores soneros de sempre, Héctor Lavoe, e é uma pena que a sua vida e carreira não tenham dado azo a um grande filme. As qualidades interpretativas fizeram de Lavoe um mito. A sua vida trágica acentuou a dimensão do mito. Morreu de SIDA, numa decadência assinalada pelo consumo de drogas e tentativas de suicídio. Aliás, o filme não consegue suficiente densidade dramática ao abordar esses momentos. Em todo caso, sublinhe-se a boa música e também o contributo que dá para se entender o caldo de cultura de onde emerge a salsa, essa moderna simbiose de ritmos de Puerto Rico e Cuba com epicentro em Nueva York.
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Info IMDB

sábado, janeiro 24, 2009

Salsa y merengue (36)

Top 100 Salsa CDs of all time
Em Salsa-Central.com encontra-se uma lista dos 100 melhores CDs de salsa de sempre. A origem está na revista porto-riquenha Primera Hora. Todas as lista deste tipo desencadeiam controvérsia, contudo podem ser uma orientação útil para iniciados.
Diga-se que dificilmente se encontrará algum destes CDs em Portugal. Na verdade, não importa muito, graças à possibilidade de os comprar pela Internet. De Espanha, França e, muito especialmente, dos Estados Unidos pode-se conseguir o que se pretende. A destacar: Amazon.com e CD Universe.

Andy Montañés / La Dimensión Latina Andy Montañés & La Dimensión Latina
Batacumbele Con un poco de songo
Bobby Valentín Algo nuevo
Bobby Valentín Musical seduction
Bobby Valentín Rompecabezas
Bobby Valentín Soy boricua
Celia Cruz / Johnny Pacheco
Pete, Celia & Johnny
Celia Cruz / Tito Puente Homenaje a Benny Moré Volumes 1-2-3
Charlie Palmieri Heavyweight / Electro duro
Cheo Feliciano Cheo
Cheo Feliciano Estampas
Cheo Feliciano Sentimiento, tú...
Conjunto BorinCuba / Justo Betancourt Conjunto BorinCuba with Justo Betancourt
Domingo Quiñónez Poeta y guerrero
Eddie Palmieri Champagne
Eddie Palmieri Lo que traigo es sabroso
Eddie Palmieri Superimposition
Eddie Palmieri The sun of latin music
Eddie Palmieri / Tito Puente Masterpiece
El Gran Combo 40th anniversary live!
El Gran Combo Acangana
El Gran Combo Nuevo milenio, el mismo sabor
El Gran Combo Happy days
El Gran Combo Mejor que nunca
El Gran Combo Unity
Familia RMM Combinación perfecta
Fania All Stars Commitment
Fania All Stars Live at the Cheetah Vol # 1 & 2
Fania All Stars Live at Yankee Stadium Vol # 1 & 2
Frank Ferrer 2013
Frankie Ruiz Mi historia: Edición limitada
Gilberto Santa Rosa Esencia
Gilberto Santa Rosa Perspectiva
Héctor Lavoe Comedia
Héctor Lavoe La voz
Impacto Crea Impacto Crea
Ismael Miranda Así se compone un son
Ismael Rivera Eclipse total
Ismael Rivera El sonero mayor
Ismael Rivera El único
Jimmy Bosch Soneando trombón
Joe Batan Riot
Joe Cuba Sextette Comin’ at you
Joe Cuba Sextette Wanted dead or alive
Johnny Pacheco El maestro
Johnny Pacheco / Pete “El Conde” Rodríguez De nuevo los compadres
Johnny Pacheco / Pete “El Conde” Rodríguez Champ
Justo Betancourt Distinto y diferente
Justo Betancourt Pa’ bravo yo
La Conspiración Ernies conspiracy
La Solución / Frankie Ruiz La Solución with Frankie Ruiz
Lalo Rodriguez Simplemente Lalo
Larry Harlow Electric
Larry Harlow Larry Harlow
Larry Harlow / Ismael Miranda Tribute to Arsenio Rodriguez
Lebrón Brothers Salsa y control
Louie Ramírez / Ray de la Paz Con caché!
Luis “Perico” Ortiz Sabor tropical
Luis “Perico” Ortiz Super salsa
Machito Carambola
Machito / Lalo Rodriguez Fireworks
Manny Oquendo / Libre Ahora!
Marvin Santiago Fuego a la jicotea
Oscar D’León Oro salsero: The best of Oscar D’León
Pete “El Conde” Rodriguez Este negro si, es sabroso
Puerto Rico All Stars Los Profesionales & Puerto Rico All Stars Volumes 1 & 2
Rafael Cortijo y su Combo Baile con Cortijo y su Combo
Rafael Cortijo y su Combo Bueno…Y qué?
Rafi Leavitt Jíbaro soy
Ray Barretto El Ray criollo
Ray Barretto Indestructible
Ray Barretto Que viva la música
Ray Barretto Ray Barretto
Ray Barretto Ricanstruction
Ray Barretto Acid
Richie Ray / Bobby Cruz Agúzate
Richie Ray / Bobby Cruz Los durísimos
Roberto Roena y su Apollo Sound Gold
Roberto Roena y su Apollo Sound Roberto Roena y su Apollo Sound # 6
Roberto Roena y su Apollo Sound Roberto Roena y su Apollo Sound # 7
Rubén Blades / Son del Solar Antecedente
Sonora Ponceña Fuego en el 23
Sonora Ponceña Musical conquest
Sonora Ponceña Unchained force
The Alegre All Stars They just don’t make’mlike this anymore!
The CESTA All Stars Volumes 1 & 2
Típica 73 Salsa encendida
Típica 73 The two sides of Típica 73
Tito Puente Cuando suenan los tambores
Tito Puente Dancemania
Tito Puente Para los rumberos
Tito Rodriguez El doctor
Tommy Olivencia Planté bandera
Willie Colón / Celia Cruz
Willie & Celia
Willie Colón / Héctor Lavoe
Cosa nuestra
Willie Colón / Héctor Lavoe
Willie Colón / Héctor Lavoe

La gran fuga
El juicio
Willie Colón / Héctor Lavoe
Lo mato... si no compra este LP
Willie Colón / Rubén Blades Metiendo mano
Willie Colón / Rubén Blades Siembra
Willie Rosario From the depth of my brain
Willie Rosario Nuevos horizontes



sexta-feira, janeiro 23, 2009

Salsa y merengue (35)

Rubén Blades / Son del Solar - Caminando (1991)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Salsa y merengue (34)

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Gilberto Santa Rosa - De cara al viento (1994)
Foi o último álbum que Gilberto Santa Rosa gravou com a sua orquestra. Chegara até aqui, ao longo de uma dúzia de anos, com uma orquestra estável, sendo que, até determinada altura, nos espectáculos e discos apresentava-se como Gilberto Santa Rosa y su orquesta. Dir-se-ia que é em jeito de consagração que, no encarte, aparecem, em destaque, cada um dos componentes da orquestra, agrupados em trompetas, saxofon, trombones, percusion, coro, bajo y piano. Ao todo são treze músicos. O conteúdo atesta o virtuosismo da trupe. É, efectivamente, um desempenho empolgante. Contudo, para tão gratificante constatação de riqueza orquestral, assinale-se também algo inusitado: a presença de cordas. Evidentemente, tal extravasa do âmbito salsero e não poderia estar a cargo da sua orquestra. Com efeito, é um conjunto de músicos convidados que trás a sonoridade de violinos, violoncelos e violas... O que se nota no início de vários temas. Este envolvimento sinfónico confere uma personalidade particular ao álbum e acentua o carácter estilístico do Caballero de la salsa, levando a extremos de suavidade a aliança entre ritmo e melodia. Sem nunca sair da salsa, note-se. Aliás, dá-se o caso que, numa meia-dúzia de temas, não deixa de arremeter com salsa bem caliente... Em suma, espectacular!
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Gilberto Santa Rosa - Mal herido in Cara al viento (1994)

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Salsa y merengue (33) (7 remake)

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Willie Colón / Rubén Blades - Siembra (1978)
Este álbum, editado pela Fania, produzido e dirigido pelo novaiorquino Willie Colón, composto e interpretado pelo panamenho Rubén Blades, é consensualmente considerado o mais importante na história da Salsa. Sobressai, desde logo, o facto de conter o famosíssimo tema Pedro Navaja, crónica de um marginal hispano de Nova York, cuja letra e desenvolvimento rítmico marcarão um estilo de referência. Contudo, os demais temas são magníficos, com destaque para a mordaz crítica social do tema incial, Plástico, (que começa em irónico ritmo disco...), para a sabrosura de Buscando guayaba e para a melodiosa Dime. No seu conjunto constitui uma álbum programático, quer pela proposta artística, quer pela temática, a qual se pode resumir no lema: orgulho hispano.

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Willie Colón / Rubén Blades - Buscando guayaba in Siembra (1978)

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Salsa y merengue (32)

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Gilberto Santa Rosa - Expresión (1999)
É, sem dúvida, um dos mais notáveis álbuns de Gilberto Santa Rosa e, ao mesmo tempo, um dos mais emblemáticos, porque ostenta um dos maiores hits da sua carreira (Que alguien me diga) e porque aponta uma tendência que se consolidará nos anos vindouros. Essa tendência consiste em compatibilizar a condição de sonero com uma emergente faceta de baladeiro. É sintomático que, a partir daqui se torne comum o recurso a versões alternativas (balada vs salsa), tal como, por exemplo, ocorreu com Marc Anthony. É uma estratégia comercial que tem proporcionado um punhado de baladas interessantes e não tem impedido que continue a haver, de forma dominante, muita e boa salsa.
Um dos aspectos mais estimulantes das gravações do Caballero de la Salsa, que é a riqueza orquestral, encontra aqui um dos seus pontos mais altos Na verdade, trata-se de uma produção muito cuidada, com evidentes pretensões comerciais. Não é apenas Que alguien me diga, em versão salsa e versão balada, tendo esta última sido um hit (sendo que, a versão salsa, é que o mereceria... ); é também o explosivo tema de entrada, Dejate querer, que disfere, mesmo no mais sisudo, incontroláveis impulsos dançarinos... E há ainda mais uma meia-dúzia de temas muito bons. Tanto quanto parece, tais pretensões comerciais conseguiram os seus objectivos: ultrapassaram-se os limites do mercado salsero tradicional (Nueva York, Puerto Rico, Santo Domingo, Caracas, Miami) e alcançou-se toda a Hispano-América. Abriu-se, inclusivamente, uma porta para a Europa, timidamente, através do mercado espanhol.
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Gilberto Santa Rosa - Que alguien me diga (versión salsa) in Expresión (1999)

sábado, dezembro 27, 2008

Salsa y merengue (31)


Gilberto Santa Rosa - Retrospectiva em video

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Salsa y merengue (30)

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Gilberto Santa Rosa - Nace aquí (1993)
É o quarto álbum de Gilberto Santa Rosa para a Sony. Está na linha do primeiro, seguindo a ortodoxia da salsa romántica. Melodia e ritmo estão em simbiose perfeita. Impera a suavidade ritmada. A destacar: arranjos magníficos, do melhor que o género já proporcionou e composições de um nível que vai além das fórmulas comuns. Abre com um clássico do repertório do artista, Voluntad, e ostenta ainda outro, Que manera de quererte. Para quem gosta de salsa romántica é um álbum imprescindível.
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Gilberto Santa Rosa - Sin voluntad in Nace aquí (1993)

sábado, outubro 18, 2008

Salsa y merengue (29)

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Victor Manuelle - Victor Manuelle (1996)
El sonero de la juventud é o apodo de Victor Manuelle. Nascido em Nova Iorque, mas originário de La Isabela - pequena cidade do oeste de Puerto Rico. Foi aí também que passou a infância antes de regressar à cidade natal. Não se percebe o porquê do barroquismo do elle final do seu nome artístico; o seu nome verdadeiro é mesmo Victor Manuel, como manda a lógica e, pelo menos nas rádios hispanas norte-americanas, é também assim que é pronunciado. Líder de vendas nos tops soneros, é, hoje em dia, o mais popular artista do género. Isto enquanto o seu, digamos, rival, Marc Anthony, se vai espraiando para fora desse âmbito. Lançado pela Sony a seguir a Gilberto Santa Rosa, Victor Manuelle foi crucial na estratégia da companhia para o mercado latino. Teve um sucesso quase imediato. A verdade é que apresenta um trunfo especial: um invulgar timbre vocálico. É daquelas vozes inconfundíveis. Este disco, da fase inicial da sua carreira, é, provavelmente, o melhor da sua discografia. Aqui temos o santo e senha de qualquer produção do género que se pretenda de referência: excelentes arranjos, magníficas secções de percursão e metais; estupendos montunos. Além do mais, impera sabrosura e ritmo em alto grau por um desfile de temas que, sem deixarem a marca romântica, têm uma evidente autenticidade étnica.
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Victor Manuelle - Sin querer queriendo in Victor Manuelle (1996)

quarta-feira, outubro 15, 2008

Salsa y merengue (28)

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Gilberto Santa Rosa - Esencia (1996)
Gilberto Santa Rosa é originário de Puerto Rico; tem o apodo de El caballero de la salsa e é a figura mais consagrada da salsa romántica, também conhecida pela designação depreciativa de salsa monga. Efectivamente, no que diz respeito a letras e a significado social, estamos a anos luz da salsa original, de Willy Colón e Rubén Blades, que transbordava compromisso político e social... É assumidamente comercial e, nesse empenho, tem tido sucesso; tem, inclusivamente, alguma penetração fora do universo hispano. Assim se percebe que, excepto pontuais afirmações de orgulho étnico, a sua temática seja exclusivamente amorosa e, geralmente, da mais convencional. Em todo o caso, não só conserva a essência rítmica da salsa original, como a enriquece com orquestrações de poderio. Se houve intérprete que se tornou a sua referência foi, precisamente, Gilberto Santa Rosa. Sucede que El caballero de la salsa tem uma voz suave, propiciadora de emoções românticas, e que, além do mais, joga, de modo contrastante, com arranjos magníficos, quer em cadência rítmica, quer em envolvimento harmonioso. Foi, enfim, uma aposta de êxito da divisão latina da Sony, na sua estratégia de ocupar o lugar das editoras durante muito tempo líderes no universo salsero, a Fania e a RMM. Uma continuada produção discográfica ao longo das duas últimas décadas confirma-o. Este álbum é um dos melhores. Destaque-se, desde logo, que, no habitual recurso à salserização de temas oriundos de outros géneros, apresenta um dos mais felizes exemplos: o bolero No ha pasado nada, de Armando Manzanero, transfigurado de um modo que até parece que foi concebido como salsa romántica... Mas o ecletismo ultrapassa os limites do género. Temos a conhecida balada Para vivir, de Pablo Milanés, interpretada num registo próximo do original e temos também um pedaço de rap hispano (a cargo de dois convidados) em ...Y eso duele. Contudo, sublinhe-se, a mais valia do álbum está na riqueza de arranjos dos temas retintamente salseros, onde se destaca o desempenho de uma esplêndida secção de metais.
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Web: Gilberto Santa Rosa

Gilberto Santa Rosa - No ha pasado nada in Esencia (1996)

sexta-feira, outubro 10, 2008

Salsa y merengue (27)


Gilberto Santa Rosa / Victor Manuelle - Controversia in Dos soneros, una historia (2005)

Eis aqui um trecho de um espectáculo realizado en San Juan de Puerto Rico por dois dos maiores soneros da actualidade: Gilberto Santa Rosa e Victor Manuelle. O primeiro é mais veterano e consagrado, enquanto que o segundo partilha com Marc Anthony a liderança da geração mais jovem, se bem que, dada a recente trajectória do marido de Jennifer López, Victor parece em vantagem entre o público mais genuinamente salsero.
O tema aqui apresentado é uma desgarrada entre um urbano, Gilberto, e um jíbaro (camponês das montanhas da ilha), Victor. É uma sátira convencional que, ainda assim, faz algum sentido, pois, apesar de ambos estarem radicados em Nova Iorque, o certo é que o primeiro é originário da capital de Puerto Rico, San Juan; e o segundo é originário de uma pequena cidade do oeste da mesma ilha, Isabela. Porém, como proclama o refrão montuno, os dois são boricuas de pura cepa. Boricua ou borinqueño é um termo popular para designar os habitantes de Puerto Rico que e deriva do nome pré hispânico da ilha, Borinquén.