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sexta-feira, maio 15, 2009

Para siempre boleros! (34)


Tito Rodríguez, El Inolvidable
Ainda de Puerto Rico, eis aquele que foi o seu mais destacado bolerista de todos os tempos: Tito Rodríguez. Aqui vai uma resumida apresentação, rematada pelo seu mais célebre tema (um bolerazo!) Inolvidable. Se Héctor intercalava boleros no seu repertório de salsa, Tito intercalava mambos no seu repertório de boleros.

terça-feira, abril 21, 2009

Para siempre boleros! (33)


Willie Colón / Héctor Lavoe - Ausencia
Este é um documento notável, não obstante as más condições de som e imagem. É uma actuação em directo de Willie Colón e seu grupo, provavelmente num programa televisivo no início dos anos 70. Ausencia é um bolero pleno de sentimento, mas estranho, pois tem uma inflexão no desenvolvimento melódico que desagua num dueto montuno muito cadenciado, alternando com a voz solista de Héctor. Na mudança de ritmo, Willie protagoniza com outro instrumentista uma transição com trombones em solene crescendo. Depois, põe a sua voz no dueto montuno que vai obsessivamente repetindo "no importa tu ausencia, te sigo esperando". Pelo seu lado, Héctor é chamado, nas deixas, a uma vocalização em tons altos, de difícil execução, que corresponde ao clímax emocional da peça. Na interpretação aqui em apreço o remate é improvisado e a versão original de "me vuelvo loco" dá lugar a "me pego un tiro en el coco", atingindo-se um dramatismo quase burlesco. Tanto assim é, que tal arremedo é logo seguido de um anti-clímax, já que o improviso alarga-se com letra de ocasião, inóqua, sem relação com o tema (ex: "Willie Colón está tocando y la gente está gozando...").
Em baixo pode-se ouvir a versão original.


Willie Colón / Héctor Lavoe -
Ausencia in Cosa nuestra (1969)

quarta-feira, março 04, 2009

Para siempre boleros! (32)

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La Lupe - Laberinto de pasiones (1992)
Este álbum é uma compilação da editora canária Manzana para o mercado espanhol, em plena onda revivalista de La Lupe. Onda revivalista que foi impulsionada por um dos filmes de Almodóvar, que incluiu o bolero Puro teatro na banda sonora. Tem um interessante texto do jornalista Diego Manrique com um resumo da acidentada vida da artista. Na selecção de temas constam os mais conhecidos, nomeadamente três boleros de Tite Curet Alonso: Fijense, La tirana e Puro teatro. Destaque-se ainda o bolero Que te pedí, dois bogaloos (Fever e Que bueno boogaloo), assim como a famosa guajira Guantanamera. Acima de todos paira, efectivamente, Puro teatro. Discorre sobre uma letra que se pode considerar um inspiradíssimo insulto, bem ao estilo canalha de Curet Alonso. Depois, culminando na perfeição, temos a interpretação radicalmente arrebatada da descaradona mulata cubana que La Lupe sempre foi... Percebe-se a ouvido desarmado que os boleros de La Lupe são de uma classe especial: sanguinios, febris, viscerais, passionais e este é, precisamente, o melhor exemplo.
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La Lupe - Puro teatro (1969)

Para siempre boleros! (31)


Puro teatro

Igual que en un escenario
finges tu dolor barato
tu drama no es necesario
ya conozco ese teatro.

Fingiendo,
que bien te queda el papel
después de todo parece
que esa es tu forma de ser.

Yo confiaba ciegamente
en la fiebre de tus besos
mentiste serenamente
y el telón cayo por eso.

Teatro,
lo tuyo es puro teatro
falsedad bien ensayada
estudiado simulacro.

Fue tu mejor actuación
destrozar mi corazón
y hoy que me lloras de veras
recuerdo tu simulacro.

Perdona que no te crea
me parece que es teatro.

(Hablado)
Y acuerdate que segun tu punto de vista,
yo soy la mala.

Teatro,
lo tuyo es puro teatro
falsedad bien ensayada
estudiado simulacro.

Fue tu mejor actuación
destrozar mi corazón
y hoy que me lloras de veras
recuerdo tu simulacro.

Perdona que no te crea
me parece que es teatro
perdona que no te crea
lo tuyo es puro teatro.
Tite Curet Alonso

sábado, fevereiro 28, 2009

Para siempre boleros! (30)

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Héctor Lavoe - Recordando a Felipe Pirela (1979)
Voz da salsa, Héctor Lavoe, El Cantante, não deixa de ser também uma voz do bolero. Dispersos pelos seus álbuns há vários boleros. É evidente que o timbre da sua voz se presta também a este género; em cadência lenta arrasta um lastro de melancolia que se lhe ajusta perfeitamente. Ora, sucede que, excepcionalmente, este álbum é dedicado só ao bolero. É, aliás, uma homenagem a um bolerista, Felipe Pirela, interpretando temas do seu repertório. Desde a imagem da capa até à matéria musical, passando pelas letras, tudo compõe um invulgar exercício nostálgico, de pendor decadente. A temática dir-se-ia que é própria de radionovela dos anos 50 ou 60: hiper-sentimental e transbordante de lugares-comuns moralistas. A voz apura ainda mais o sabor melancólico, com a perfeita complementaridade da orquestração. O resultado é soberbo.
De Filipe Pirela pouco se pode apurar. Em El libro del bolero, de Tony Évora, há apenas uma menção fugidia, que refere tão-só a sua condição de portoriquenho. Mas não é. Num artigo da Wikipedia fica-se a saber que era venezuelano, que atingiu notoriedade no seu país de origem, também no México e, sobretudo, em Porto Rico. Aqui acabou por se radicar e morreu, assassinado, com 31 anos. Não se esclarece como e esta omissão acentua a estranheza que decorre do relevo que é dado ao modo como se desfez o seu casamento e à relação que se faz com o seu auto-exílio em Porto Rico.
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Héctor Lavoe - El infierno in Recordando a Felipe Pirela (1979)

Para siempre boleros! (29)


Moncho / Tomatito - Encadenados

domingo, novembro 25, 2007

Para siempre boleros! (28)


Javier Solís - Me recordarás...
Há testemunhos na Internet de uma espécie de culto em torno da figura de Javier Solís. Encontram-se montagens de documentários no YouTube. Este é um exemplo curioso, já que assenta em declarações do próprio artista no que parece ter sido uma entrevista radiofónica. Faz um resumo da sua vida.

sábado, novembro 24, 2007

Para siempre boleros! (27)

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Javier Solís, el rey del bolero ranchero (1931 - 1966)
Com Jorge Negrete e Pedro Infante, Javier Solís é um de Los 3 gallos - os três cantores rancheros que desapareceram precocemente no auge da fama. Foram cantores e também actores de cinema, sublinhe-se. Com efeito, nos anos 40, 50 e 60, alcançar tal projecção na cena artística mexicana advinha necessariamente da convergência das duas carreiras.
Solís, teve uma carreira de apenas 10 anos, mas intensa. Apareceu interpretando tangos e boleros rancheros ao estilo de Pedro Infante. Com a morte trágica deste, tornou-se como que o seu natural sucessor, inclusive imitando-o. Porém, rapidamente adquiriu uma marcada identidade, assente nos dotes da sua voz - superiores às de Infante e também às Negrete - e na consolidação do bolero ranchero através do seu registo interpretativo cada vez mais inconfundível. Na verdade, tinha uma voz forte e com timbre original. Nos primeiros anos da década de 60 era o mais importante cantor mexicano e ensaiava, tanto quanto a novíssima onda do rock & roll permitia, uma projecção internacional. Gravou vários discos para a CBS, onde deixou um conjunto de temas de grande qualidade que ficaram para sempre ligados à sua figura, de tal modo que é injusto relembrá-lo só pelos dois que ficaram para sempre como mais emblemáticos: Sombras e Payaso. O primeiro foi o que mais o popularizou, a ponto de um dos seus apodos ter sido El señor de las sombras. Independentemente da qualidade de ambos, o que sucede é que o seu carácter de signo trágico (sonoridade e letra) conjuga com uma história de vida difícil como foi a da sua infância e juventude - abandonado pelo pai e entregue pela mãe a uns tios; obrigado a deixar a escola para trabalhar; curtido, enfim, pela vivência da pobreza suburbana... Ainda por cima, esse signo trágico ficou definitivamente consagrado com o seu súbito desaparecimento, que tem servido, aliás, para alguma especulação.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Para siempre boleros! (26)

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Armando Manzanero - Sus 26 grandes boleros (1990)
Infelizmente não estão editados em CD os álbuns de originais de Manzanero dos anos 60 e 70. Em contrapartida, existem várias antologias, se bem que a maioria pouco criteriosas e sem informações adicionais. Sobre a mais completa já fiz elogiosa referência em Para siempre boleros! (17). Contudo, não é tão completa a ponto de conter todos os seus mais famosos boleros. Com efeito, não inclui Esperaré e a versão de Adoro que inclui é a instrumental. Esta antologia tem esses dois temas. Em contrapartida, faltam outros que estão incluídos naquela. Seja como for, e este é um pormenor decisivo, inclui um encarte com as letras dos 26 boleros seleccionados. Note-se ainda que não é impossível encontrar-se no mercado português... (pelo menos alguma vez tenho a certeza que vi este CD numa loja FNAC).
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Armando Manzanero - Si me faltas tú (1968)

domingo, novembro 18, 2007

sexta-feira, novembro 16, 2007

Para siempre boleros! (24)

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Moncho - On és la gent? (2003)
Desde há uns anos que Moncho, El gitano del bolero, tem vindo a fazer gravações em catalão, intercaladas com outras em castelhano. Sem abandonar o bolero como estilo dominante, numas e noutras têm surgido canções de outros estilos. Nesta, por exemplo, atreve-se com versões em catalão de três célebres canções italianas: Grande, grande, grande (Meva, meva, meva), Parole, parole (Paraules, paraules) e Caruso (T'estimo tant). As duas primeiras, de Mina; a terceira de Lucio Dalla. Além disso, amplia o seu repertório de versões de Joan Manuel Serrat com Pare e M'en vaig a peu. Se bem que estas versões tenham uma valia desigual, demonstram uma crescente diversificação.
No seu conjunto é um álbum interessante e que consolida um espectacular renascimento da sua carreira (De 60 e até meados de 70 tivera um período de esplendor ao qual se seguiu uma longa obscuridade...). Com os dotes ímpares da sua voz e uma produção que ultimamente tem sabido projectá-la, Moncho é uma das mais originais figuras do cenário actual do bolero.

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Moncho - Ningú com tu! in On és la gent? (2003)

segunda-feira, março 19, 2007

Para siempre boleros! (23)


Luis Miguel - Delirio (1994)
Ainda Tú, mi delirio (o nome original é assim). É um dos meus boleros preferidos. Foi composto por César Portillo de la Luz. Luis Miguel interpreta-o aqui com adequado pathos bolerista. De realçar o bom-gosto dos arranjos a cargo do mestre Armando Manzanero, que conferem, diria, um certo sabor a bossa-nova...

domingo, março 11, 2007

Para siempre boleros! (22)

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Moncho - Mis 45 boleros favoritos (s/d)

Esta é mais uma colectânea de Moncho que abrange os finais dos anos 60 e início dos anos 70. Tem uma qualidade de produção muito inferior à da Rama Lama Music, contudo é mais abrangente. Alberga muitos temas dispensáveis, mas alberga também uma ou outra pérola que ficou de fora da selecção efectuada naquela (aguarda-se o segundo volume que, muito provavelmente, colmatará tal falha). É o caso do extraordinário Tú, mi delírio.

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Moncho - Tú, mi delírio

Para siempre boleros! (21)

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Moncho - Todas sus grabaciones en discos Discophon Vol 1 (1998)
Não obstante o interessante renascimento da carreira artística de Moncho a partir do início dos anos 90, o que permanece como o ponto mais alto da sua carreira discográfica corresponde a finais dos anos 60 e inícios dos anos 70. Pela mão de um bom produtor, que chegou a arriscar com orquestrações em tom ligeiramente jazzístico, com uma voz de ressonância melancólica e através de um repertório bolerístico assente em temas consagrados, Moncho deixou um conjunto de álbuns gravados para a Discophon, que, em boa hora, foram resgatados do esquecimento pela editora Rama Lama Music. Uma vez mais, temos aqui uma produção cuidada, que nos deixa pendentes da prometida continuidade. Mais um magnífico exemplo desse programa editorial exemplar que tem tornado esta editora uma referência para os amantes da música popular espanhola.

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Moncho - Llévatela

Para siempre boleros! (20) (5 remake)

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Moncho - Paraules d'amor (1993)
Moncho é diminutivo do nome próprio Ramón e, neste caso, nome artístico de Ramón Calabuch, cigano barcelonês, cujo apodo é El gitano del bolero. Nunca esteve propenso para o flamenco ou para a rumba, mas antes para o... bolero. Nos anos 70 atingiu alguma notoriedade, tendo, então, gravado LP's com excelentes arranjos e onde sobressaía a sua voz, entre o áspero e o aveludado, exactamente como aprecio. Os anos 80 foram um retrocesso na sua carreira - caiu no esquecimento, passou de moda. Ressurgiu nos anos 90 com novas gravações, embora produzidas com arranjos um pouco melosos, mantendo ou reforçando, porém, as suas qualidades interpretativas. Ultimamente fez gravações com um bom nível de produção, seguindo duas vias paralelas: por um lado, a tradicional, continuando a desbravar o território do bolero puro e duro; por outro lado, a inovadora, cantando boleros ou canções bolerizadas em catalão, incluindo alguns conhecidos temas de Joan Manuel Serrat, como é o caso do tema que dá título ao álbum. Ainda assim, sobressai, como não podia deixar de ser o sabor a bolero, sendo neste caso apropriado exclamar: Per sempre bolers!
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Moncho - Rosó in Paraules d'amor (1993)

terça-feira, outubro 31, 2006

Para siempre boleros! (19) (6 remake)

Consuelo Velázquez
Alguns dos melhores boleros foram compostos por mulheres. Duas se destacam: María Grever (1885-1951) e Consuelo Velázquez (1920). Ambas eram mexicanas. Da sua produção destacam-se dois dos mais conhecidos boleros, respectivamente: Cuando vuelva a tu lado (+/- 1925) e Bésame Mucho (1944). Estava-se em plena 2ª Guerra Mundial quando estoirou Bésame Mucho. Foram muitos os soldados e respectivas noivas ou esposas que viveram em pleno o sentido dessa música... (Bésame, bésame mucho, como si fuera esta noche la última vez...) Em 1977, João Gilberto recria este tema no álbum Amoroso, tornando-o extensivamente voluptuoso e etéreo ao extremo. Muitas, muitas outras versões existem...
Note-se, como se pode apreciar numa
entrevista, que Consuelo Velázquez nunca tinha beijado nenhum homem quando compôs, com 17 anos, esse mais do que mítico Bésame Mucho...
De seguida, reproduzo um post de Carles Gracia Escarp, com a devida autorização extraído do seu magnífico blog Desde Barcelona:

Boleros: Amar y Vivir
Ay, si es que con el tema de los boleros pasa como con las canciones de Serrat, encontraríamos uno para cada ocasión, en cada situación que vivimos, para cada sentimiento tenemos ya cantado el bolero ideal, siempre con la emoción en las palabras, en ocasiones excesivos, pero siempre hechos a la medida de la circunstancia.
Amar y vivir - su autora es la pianista y compositora Consuelo Velázquez (Ciudad Guzmán / Zapotlán el Grande, Jalisco, 1924 - México DF, 2005), quien compuso entre otros éxitos Bésame mucho, Amar y vivir, Verdad amarga, Franqueza, Chiqui, Cachito, Que seas feliz, Enamorada, Orgullosa y bonita y Yo no fui, entre otros boleros ya en el recuerdo.
Y aunque su éxito universal fue Bésame mucho, traigo aquí Amar y vivir que cantaron entre otros Antonio Machín, Chavela Vargas, Moncho, Vicente Fernández, Raphael, Gigliola Cinquetti y Los Panchos, Diego El Cigala & Bebo Valdés, Paquita la del Barrio o Lucha Villa, por citar sólo alguno de sus intérpretes de las numerosas versiones del mismo, sin duda un gran bolero.

Amar y vivir

Por qué no han de saber
que te amo, vida mía,
por qué no he de decirlo
si fundes tu alma
con el alma mía.
Que importa si después
me ven llorando un día
si acaso me preguntan
diré que te quiero
mucho todavía.
Se vive solamente una vez
hay que aprender a querer
y a vivir
hay que saber que la vida
se aleja y nos deja
llorando quimeras.
No quiero arrepentirme después
de lo que pudo haber sido y no fue,
quiero gozar esta vida
teniéndote cerca
de mí hasta que muera.
Se vive solamente una vez
hay que aprender a querer
y a vivir
hay que saber que la vida
se aleja y nos deja
llorando quimeras.

Consuelo Velázquez

terça-feira, outubro 10, 2006

Para siempre boleros! (18)


Armando Manzanero / Myriam Hernández - Huele a peligro
El maestro del bolero é figura reconhecida e ainda muito popular no México e no mundo hispânico, em geral. Tem um programa de TV no qual exerce como anfitrião de outros artistas. Muitas vezes acompanha-os ao piano - ele que começou por ser pianista e nunca deixou de o ser... Aqui o temos acompanhando a bela cantora chilena Myriam Hernández. Interpreta (e bem!) um bolero recente do maestro. Refere ele no fim deste trecho que compôs pela primeira vez aos catorze anos. Hoje em dia, continua ainda a compôr, magistralmente, com aquele sentimiento...

quinta-feira, outubro 05, 2006

Para siempre boleros! (17) (7 remake)

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Armando Manzanero - Lo mejor de lo mejor (2000)
Trata-se de um duplo CD que é a mais completa colectânea de Armando Manzanero. Faz parte de uma colecção da BMG Latin / RCA magnificamente produzida, em que há um pormenor curioso: a etiqueta do CD simula a aparência dos discos em vinil. Tem 40 temas, entre os quais uns três ou quatro dos mais recentes (anos 80 e 90). Todos os seus êxitos estão aqui incluídos. Destaco: Esta tarde vi llover; Dime amor; Todavía; Si me faltas tú; Mía; Cariño mío; Como yo te amé; El ciego. O mais famoso de todos, Somos novios, acho-o bonito mas não tom bom como estes. Para mim, a voz especial de Manzanero confere a estes seus boleros um atractivo adicional. Na verdade, é uma voz frágil, com tonalidade andrógena, mas plena expressão e sentimento. Creio importante sublinhar este facto, pois os seus créditos como compositor são unanimemente reconhecidos, mas o mesmo não sucede com as suas capacidades interpretativas. Manzanero, índio de sangue maia, nascido na península do Yucatán, é o último dos grandes boleristas...


Armando Manzanero - Esta tarde vi llover (1967)

quarta-feira, outubro 04, 2006

Para siempre boleros! (16)


Luis Miguel - Contigo en la distancia

Eis Luis Miguel interpretando um dos boleros mais emblemáticos de todos os tempos, composto nos anos cinquenta pelo cubano César Portillo de la Luz.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Para siempre boleros! (15)

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Ana Belén -
Mírame (1997)
Esclareça-se: não é um álbum de boleros, mas tem um bolero, um senhor bolero, um bolerazo! É o segundo tema, No sé por qué te quiero. Para o mulherio há um atractivo adicional: é um dueto com Antonio Banderas. Sim, ele canta e, diga-se, pelo menos aqui, preciosamente, num registo adequado às caracteristicas da sua voz. É um tema sublime! De alma e carácter bolerístico até mais não... Ainda por cima, a bonita voz de Ana Belén nunca pareceu estar tão bonita... O autor desta pérola é, imagine-se, o seu marido, Victor Manuel - cantautor de trajectória e perfil progressista convencional. Contudo, não é de todo supreendente esta sensibilidade, já que tem alguns precedentes...
Para além deste, sem exagero, marco na história do bolero contemporâneo, deve-se salientar que o álbum inicia-se em esplendor, com Tú me amas (Sabor Locura), efectivamente pleno de sabrosura, ou não tivesse a participação de Ketama... Ainda por cima, ao desvanecer-se o seu ritmo nos nossos ouvidos, fica-se em estado de graça para a absorção da contrastante e delicada atmosfera criada pelo bem-aventurado bolero que lhe sucede... Depois destes dois temas iniciais, pouco mais resta. Não é que o resto seja mau, ou, sequer, demasiado banal, mas, inevitavelmente, perde brilho. Há, inclusive, outras participações sonantes: Lucio Dalla, Chico Buarque, Fito Páez e Chavela Vargas. Todos dão a voz a duetos que recriam temas do seu repertório - no caso do cantautor italiano, o seu famoso tema de homenagem a Caruso. Seja como for, ouço repetidamente os dois primeiros e fico sem vontade de passar daí.
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Página de Ana Belén en TodoMúsica

Ana Belén / Antonio Banderas - No sé por qué te quiero in Mírame (1997)