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sexta-feira, outubro 29, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (19): Mallorca

Palma de Maiorca (início dos anos 50)
Panorâmica da Baía de Palma, desde o castelo de Bellver. No centro, a parte mais antiga da cidade, onde se destaca a catedral. Ao fundo, no lado direito, S'Arenal, onde hoje se estende uma longa fila de hotéis.

Mediterráneo / Mediterrània (18): Mallorca

Mallorca (início dos anos 50)
Eis um traje tradicional maiorquino. Em tradições (vestuário, danças...) e na língua (dialecto mallorquí) a ilha permaceu como um repositório da mais ancestral catalanidade sujeita a influências mediterrâneas mais meridionais (berberes, árabes...).

Mediterráneo / Mediterrània (17): Mallorca

Mallorca (início dos anos 50)
Os folhetos turísticos anteriores aos anos 60 revelam-nos uma realidade bem diferente da que surge com o turismo de massas, o qual, em larga medida, veio a transformar a paisagem. Contudo, neste caso concreto, esta advertência não será tão pertinente, pois a paisagem da costa montanhosa do ocidente de Maiorca (Tramuntana) não foi muito alterada.

Mediterráneo / Mediterrània (16): Mallorca

Baleares
Região Autónoma: Illes Balears/Islas Balears (947.000 habitantes)
Capital: Ciutat de Palma/Palma de Mallorca (334.000)
Índice Paridades de Poder de Compra: 115,7 (Média UE25 = 100)
Ilhas: Menorca (72.000); Mallorca (677.000); Eivissa/Ibiza (88.000); Formentera (5.500).

sexta-feira, setembro 10, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (15): Catalunya: Barcelona

Uma das três FNAC's de Barcelona está implantada bem no centro, na Plaça Catalunya, num recente edifício denominado El Triangle. Não é tão grande como a de Madrid mas é imponente. Ainda assim, não deixam de prosperar muitas casas de discos especializadas e esplêndidas livrarias pelas redondezas.




Ramblas amunt; Ramblas avall (Ramblas acima; Ramblas abaixo) é um lema que sintetiza um estatuto de espectador feito de descomprometimento e voyeurismo.

Dizem os mais viajados que não há no mundo artéria tão animada como Las Ramblas. Entre quiosques de jornais, de pássaros e de flores, num contínuo fluxo de gente, há quase sempre um friso estátuas vivas e outras bizarras manifestações artísticas de rua. É um ambiente festivo que sugere música rumbera de Gato Pérez.

quarta-feira, setembro 08, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (14): Catalunya: Barcelona

Sabe-se como Barcelona é importante por ser um mostruário de arquitectura modernista. Antoni Gaudi, Puig i Cadafalch, Domènech i Montaner deixaram testemunhos do mais espectaculares exemplos do estilo. Aqui, no Passeig de Gràcia, temos dois dos mais famosos edifícios: Casa Amatller (Cadafalch) e Casa Batlló (Gaudí). Um pouco mais acima, deste lado do passeio fica a celebérrima a Casa Milà i Camps , mais conhecida como La Pedrera (Gaudí).

Esta foto tirei-a desde Monjuïc, a caminho do teleférico Miramar-Barceloneta. Em primeiro plano o Bairro de Poble Sec (com as três torres da velha Central Eléctrica), onde nasceu o cantautor Joan Manuel Serrat. Ao fundo, no centro, vêem-se as torres da Catedral.

Recém-chegado de Barcelona eis aqui algumas fotos que tirei. Esta, no fim da tarde de domingo, desde o teleférico Miramar-Barceloneta, oferece um plano sobre as Ramblas e a Plaça Colom. Atrás vê-se El Raval, todo o Barri Gòtic, La Ribera e El Born, ou seja o núcleo mais antigo.

sábado, agosto 21, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (13): Catalunya: Barcelona

Peret (Pere Pubill i Calaf, 1965) / Rumba Catalana
Barcelona não é apenas uma cidade catalã. Para além do seu cosmopolitismo, foi destino de fluxos migratórios das mais pobres regiões de Espanha e também, desde os anos 80, de África e América Latina. Há, portanto, muitos elementos de mestiçagem que incorporou. Um dos vários resultados deste processo é a Rumba Catalana. Peret foi o seu impulsionador nos anos 60 e 70, obtendo, então, grande popularidade. Outros nomes deram continuidade ao género: Los Amaya, Gato Pérez, Los Manolos, Chipen...

quarta-feira, agosto 18, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (12): Catalunya: Barcelona

Llantiol / Eugenio (Eugeni Jofra Bofarull, 1941-2001)
No centro de El Raval, na obscura La Riereta, está o Café-Teatro Llantiol. Deve pairar por lá o encanto de modestos espectáculos decadentes... Imagino-o com veludos desbotados e camareros entradotes. Era aí que actuava Eugenio, contador de anedotas (acudits, em catalão / chistes, em castelhano) em sessões de Stand-Up Comedy (irónica designação, pois, neste caso, o comediante actuava sentado... fumando e bebendo) - Tinha uma figura magra e longuilínia, barba rala e óculos escuros, voz cavernosa, sempre com um ar taciturno, entre o impassível e o enfastiado. Os chistes de Eugenio, num castelhano de cerrada pronúncia catalã, espalharam-se em cassete por toda a Espanha, nos anos 70 e 80. A sua especialidade eram os contos de humor absurdo, algo ingénuo e surrealista. A voz que se ouve ao abrir a página web do Llantiol é a dele.

Mediterráneo / Mediterrània (11): Catalunya

Rafael de Casanovas, 1670-1744
A pintura reproduzida tem como título, Onze de Setembre. É alusiva ao momento em que Rafael de Casanovas é ferido. Este, como Conceller en Cap da Generalitat, era o líder dos defensores de Barcelona. O Dia Nacional da Catalunha (Diada) é comemorado em 11 de Setembro.

Mediterráneo / Mediterrània (10): Catalunya

11 de Setembro de 1714
Neste dia acabou a resistência de Barcelona, após um cerco de vários meses. Esta pode ser considerada a segunda revolta catalã, no contexto da Guerra de Sucessão de Espanha. A nova dinastia vencedora, os Bourbons, retira os foros e, assim, a Catalunha perde o que restava da sua autonomia.

Mediterráneo / Mediterrània (9): Catalunya

Corpus de sang
A Revolta Catalã ficou também conhecida como Guerra dels Segadors (Guerra dos Cefeiros). Foi desencadeada quando camponeses se levantaram contra os desmandos dos soldados em trânsito para a guerra contra os franceses. O dia crucial foi o do Corpo de Deus de 1640, o qual ficou conhecido como o Corpus de Sang.
O hino nacional catalão é alusivo a estes acontecimentos.

Mediterráneo / Mediterrània (8): Catalunya

Pau Claris i Casademunt (1586-1641)
A Revolta da Catalunha durou 19 anos (1640-1659). Em larga medida foi graças a ela que ocorreu a Restauração em Portugal. O Conde-Duque de Olivares deu prioridade ao esmagamento dessa revolta, que significava mais um desafio de Richelieu. O contexto era o da Guerra dos 30 Anos, a decadência do Império Espanhol e a ascensão da França à condição de potência hegemónica. A revolta catalã somava-se a uma vasta série de levantamentos populares um pouco por todo o lado. Pau Claris, à frente da Generalitat (governo autónomo catalão) deu-lhe objectivos políticos: táctico - a procura da protecção francesa; estratégico - o estabelecimento de uma república catalã independente. Não viveu para conhecer o desenlace. Algum tempo mais tarde consumou-se o pior: o Tratado dos Pirinéus, pelo qual a França se comprometeu a ajudar a coroa espanhola a submeter a Catalunha, ficando, em troca com a sua parte Norte, a Alta Cerdanya e o Rossilhão.

terça-feira, agosto 17, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (7): Catalunya: Barcelona

Carrer d'en Robador
Em 1982, quando fui pela primeira vez a Barcelona deparei-me, na parte mais degradada do Raval (Barrio Chino), com a Carrer d’en Robador - rua pedonal, estreita e comprida, que tinha uma animação feita essencialmente de prostituição. Sucediam-se bares que, da forma mais relaxada, ilustravam o cenário, intercalados com Sex Shops e com uma estranha espécie de lojas que ostentavam a designação de Consultório Venereológico. Em cada extremo, patrulhas políciais pareciam tomar conta da situação em regime rotineiro. Mesmo a horas tão insuspeitas como, por exemplo, as 3 da tarde, a animação era vibrante. Jovens putas instalavam-se em pleno pavimento, sentadas em altos bancos de balcão (para aí inopinadamente trazidos), de perna cruzada, com poses e indumentárias provocatórias – uma ou outra, até, sumariamente ataviadas apenas com esparsas tiras de cores brilhantes… Outras, não tão jovens, atacavam com audácia os transeuntes, cortando-lhes a passada com propostas de serviços e preços. Alegres impropérios, descontraídos piropos e algazarras musicais troavam pelo ar. Alguns neóns contrastavam com a roupa estendida dos pisos superiores.
Em 1987, de novo em Barcelona, voltei lá - toda aquela animação desaparecera. Vivia-se o auge do impacto da emergente SIDA e tinham sido encerrados praticamente todos os estabelecimentos. Estavam selados com avisos que diziam “por ordem das autoridades sanitárias”. Fiquei desolado...
Em 1991, regressado de novo, em véspera das Olimpíadas, com a cidade transformada numa estaleiro, verifiquei que o bairro estava sofrendo um processo de saneamento social. A rua em questão tinha recuperado parte da sua antiga animação, mas era visível que tudo era agora mais comedido e civilizado. Como estará agora a Carrer d’en Robador?

Mediterráneo / Mediterrània (6): Catalunya: Barcelona

Ramblas
Eis a artéria mais vital da cidade! A sua designação quer dizer ribeira que corre da montanha - de facto, no subsolo correm águas que vêm de Collserola. Por um lado, liga a Barcelona burguesa ao mar; por outro lado, dividem a Ciutat Vella em duas realidades: Barri Gòtic, turistico e Raval, parcialmente degradado. Mas as Ramblas, em si, constituem um espectáculo. Cheias de cafés, esplanadas, artistas de rua, espantosos quiosques (de jornais/revistas; de flores; de pássaros...) e, enfim, um desfilar de gentes das mais variadas. Ramblas amunt, Ramblas avall...

Mediterráneo / Mediterrània (5): Catalunya: Barcelona

Barcelona - início dos anos 80
Outra perspectiva com a Plaça Catalunya em primeiro plano. A Catedral assinala o centro do Barri Gòtic. Mais atrás, junto ao Port Vell, EL Born e ,no extremo superir direito, parte do Parc de Ciutadella.

segunda-feira, agosto 16, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (4): Catalunya: Barcelona

Gaudí (Antoni Gaudí, 1852-1926)
Aquando da comemoração dos 150 anos do seu nascimento, a Generalitat de Catalunya e o Ajuntament de Barcelona, entre outras entidades, promoveram múltiplas actividades e iniciativas.
Em Gaudí fascina-me, além, evidentemente, da sua extraordinária obra, o seu pensamento e convicções. Foi profundamente católico, de uma forma tradicionalista/ascética e ao mesmo tempo visionária/modernista. Um aparente paradoxo que, no entanto, se traduz na sua obra e vida.
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sexta-feira, agosto 13, 2004

Mediterráneo / Mediterrània (3): Catalunya: Barcelona

Postal de início dos anos 80: Em primeiro plano a Plaça Catalunya de onde sai a linha verde das Ramblas até ao Port Vell ; à esquerda o Barri Gòtic; à direita El Raval; ao fundo, à direita, Montjuïc.

Mediterráneo / Mediterrània (2): Catalunya: Barcelona

Sagrada Família
Postal (de 191?, 192?) - fase inicial de construção

Mediterráneo / Mediterrània (1): Catalunya: Barcelona

Via Laietana
Postal de 1915