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sexta-feira, maio 15, 2009

Mariachi y tequila (48)

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Paquita la del Barrio - Taco placero (2001)
A notoriedade de Paquita la del Barrio adveio da interpretação de temas cujas letras são um discurso de imprecações anti-machistas e de um certo desbragamento, parodiando tópicos sexuais. Há uma transfiguração para uma pose agressiva quando desata a cantar. E há ainda o estilo musical que sustenta discurso e pose, o qual oscila entre cabaret e mariachi, sempre em plano demodé. Uma boa parte destes temas são da autoria de Manuel Eduardo Toscano. Para além desta especialidade de autor, é de admitir que deve haver nas tradições populares mexicanas um rico campo inspirador para tão corrosivo "escárnio e maldizer"... Mas Paquita insere-se também numa linha popular mais convencional como demonstra a parte, de facto, dominante no seu repertório que é constituída por temas consagrados da música ranchera.
Este álbum inclui dois dos mais carismáticos temas da chancela de Manuel Eduardo Toscano - Taco placero e Rata de dos patas; ambos são, efectivamente, magníficos, em particular o segundo, que constitui um prodigioso desfiar de insultos soezes. Mas, sem perder de vista esta mais-valia, quem é conhecedor e apreciador da música ranchera valorizará também os temas convencionais. É o caso, por exemplo, do clássico
Paloma negra, interpretado com a contundência expressiva que lhe é peculiar. Paquita la del Barrio merece ser tomada a sério como grande intérprete da música ranchera. Este álbum é, enfim, mais um numa longa série que o comprova.

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Paquita la del Barrio - Paloma negra in Taco placero (2001)

quarta-feira, novembro 28, 2007

Mariachi y tequila (46)

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Juan Gabriel / Rocío Dúrcal - Juntos otra vez (1997)
Um encontro várias vezes repetido foi o desta parceria hispano - mexicana. Está ainda fresca a comoção provocada pelo falecimento recente de Rocío Jurado. Começou a sua carreira nos anos 60 como uma das chicas pop que ajudaram a dar um toque de modernidade no cenário artístico espanhol de então. Nos anos 70 a sua carreira enveredou pelo cançonetismo. Nesse plano, consolidou a sua projecção. Na verdade, esta opção por uma via convencional foi, no seu caso, valorizada pela elegância de estilo e por uma voz de fino timbre. Contudo, algo se constituiu como diferencial na sua carreira. Sucede que, em finais da década de 70 começou a desenvolver uma carreira paralela no México, país pelo qual se apaixonou numas daquelas digressões hispano-americanas comuns aos artistas espanhóis. Mas este facto adquire muito mais significado porque Rocío passou a interpretar um repertório de música ranchera, através, sobretudo, de temas de Juan Gabriel. Fê-lo com competência tal que não desmerece como herdeira das mais consagradas do género (Lola Beltrán, Lucha Reyes, Amalia Mendoza). Assim se tornou muito popular no México e ajudou a reavivar o interesse pela música popular mexicana em Espanha. Na sua discografia, entre os vários álbuns convencionais, há alguns exclusivamente dedicados a rancheras. Este é o último e, provavelmente, o melhor.
Juan Gabriel é um artista bizarro. Desde logo, pela sua assumida homossexualidade. Depois pelo seu carácter artisticamente multifacetado. É compositor e intérprete de estilos diversos, mas uma parte substancial da sua produção é música
ranchera. Tem muitas e excelentes composições rancheras. Neste álbum há uma cabal demonstração deste particular talento. Ainda por cima, o dueto e partilha entre Gabriel e Rocío funcionam com a cumplicidade própria de quem se conhece bem, se estima e entende a alma bravia e festiva desta música. Ainda por cima, a produção é do melhor que se encontra no género - absolutamente esmerada, com um mariachi de qualidade superlativa.
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Juan Gabriel / Rocío Dúrcal - ¿Sabes por qué? in Juntos otra vez (1997)

terça-feira, novembro 27, 2007

Mariachi y tequila (45)

José Alfredo Jiménez / Lucha Villa - La enorme distancia

Mariachi y tequila (44)

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José Alfredo Jiménez - Las 100 clásicas (2000)
Trata-se de uma formidável colectânea, com uma qualidade de edição que contrasta com a maioria das que vão surgindo no mercado e abrangem os géneros menos comerciais. Só faltam as letras... Mas, mesmo assim, não deixa de ser um autêntico compêndio da música ranchera através de um dos seus maiores vultos de sempre: José Alfredo Jiménez.
Foi compositor e, mais tardiamente, intérprete. Como compositor notabilizou-se por temas que começaram por se tornar famosos na voz de Jorge Negrete, Pedro Infante e Miguel Aceves Mejia. Compôs também o bolero La media vuelta, tendo este transcendido o universo ranchero. Como intérprete, em gravações efectuadas nos anos 60, deixou um registo emocional que veio enriquecer um estilo até então um pouco estereotipado. Na verdade, carecia de qualidades vocais académicas, mas tinha um sentimento desgarrado e uma alma que sobejamente as compensavam.
São inúmeros os temas magníficos que sobressaem neste conjunto de 100, mas, ainda assim, atrevo-me a destacar três: La estrella de Jalisco, Ella e Cuando el destino.
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José Alfredo Jiménez - La estrella de Jalisco (1971)

sexta-feira, outubro 19, 2007

Mariachi y tequila (43) (4 remake)

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Paquita la del Barrio - En vivo desde su lugar (1998)
Este álbum foi gravado ao vivo chez elle, ou seja, na Casa Paquita - restaurante que à noite se transforma em sala de espectáculos. A voz poderosa de Paquita não sai nada diminuída do registo ao vivo, bem pelo contrário! É uma voz autêntica, de um poder sem artifícios. Além disso, o calor humano enriquece a performance, já que o público, por vezes, sublinha ululantemente as passagens mais condimentadas. Com efeito, as tiradas contra los hombres malvados, as consequentes imprecações (me estás oyendo, inútil?) são acolhidas com estrepitoso regozijo. Musicalmente, impera uma sonoridade mariachi convencional. A função não pôde acolher todos os seus êxitos, mas estão presente alguns dos mais carismáticos e morbosos. Saliente-se que nas introduções nos apercebemos que, quando não está investida no acto de cantar, Paquita, em contraste com a sua imagem de la masacradora, fala com um sussurrante fio de voz e intui-se uma desconcertante timidez. Em várias entrevistas, este contraste já tinha sido enunciado por ela mesma, assumindo uma transfiguração em palco. Dir-se-ia que, a vários níveis, algo de freudiano enriquece o fenómeno de culto que Paquita la del Barrio constitui...
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Paquita la del Barrio - El fracaso de mi amor in En vivo, desde su lugar (1998)

Mariachi y tequila (42)

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Pico de Orizaba (Citlaltéptl) , Puebla / Veracruz - Llave

Mariachi y tequila (41) (22 remake)

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Paquita la del Barrio / Banda La Costeña -
Paquita la del Barrio con Tambora (1993)
Na carreira discográfica de Paquita la del Barrio distinguem-se três modalidades de orquestração, as quais chegam a ter gravações cujo título alude especificamente a cada uma. Assim, temos Paquita la del Barrio con mariachi, ...con sonora ou ...con tambora. Esta última modalidade tem um carácter irredutivelmente kitsh. A existência de bandas conhecidas como tamboras é um fenómeno genuinamente mexicano, especialmente popular nas zonas norteñas da costa do Pacífico. A que aqui acompanha a diva tem precisamente o nome de La Costeña e é do estado de Sinaloa.
A sonoridade das tamboras não dá para acreditar... É uma charanga tonitruante onde avultam espessos trombones e demais panóplia de metais pesados sobre um fundo compassado de bateria crua. É frequente os cantores populares mexicanos gravarem com tamboras - faz parte de um percurso mais ou menos estabelecido pela tradição. Portanto, Paquita não é inovadora ao fazê-lo. Porém, tendo em conta as suas características, pode-se dizer que a junção é explosiva. Aqui, estão presentes algumas das suas mais morbosas e carismáticas canções, de modo que este álbum se torna num invulgar monumento ao kitsh! Perfeito exemplo é o último tema, Escoria humana, onde são desferidos alguns dos mais soezes insultos com que se pode brindar, neste caso não um homem (como é o mais comum com Paquita), mas uma mulher. A mensagem é adequadamente enquadrada pelo ribombar de trombones.
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Paquita la del Barrio / Banda La Costeña - Escoria humana in Paquita la del Barrio con Tambora (1993)

segunda-feira, outubro 15, 2007

Mariachi y tequila (40)

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Paquita la del Barrio - Azul celeste (2000)
Pelas mais conhecidas canções e pela pose, Paquita la del Barrio representa algo de bizarro. Contudo, não deixa de se inserir num universo tradicional, que é o da música ranchera. O que tem feito, é acentuar de um modo teatral alguns dos traços do rancherismo. Ironicamente, isso tornou-a num produto kitsch assimilável por uma certa modernidade. Tal é particularmente válido no que diz respeito à agressiva pose anti-machista que lhe valeu o apodo de la masacradora. Só que o que sustenta esta imagem está presente no carácter radicalmente melodramático do rancherismo. O repertório tradicional ilustra-o. Se o bolero clássico é, basicamente, lamentativo e platónico, o bolero ranchero acaba muitas vezes em tragédia. Está recheado de cenas canalhas e o despeito que as inspira é verdadeiramente feroz. Foi essa a banda sonora do cinema mexicano dos anos de ouro (30, 40 e 50). Tais tragédias foram cantadas como pontualizações das tramas românticas que deliciavam as plateias populares. Os consagrados Pedro Infante, Jorge Negrete, Antonio Aguilar, Lola Beltrán foram, assim, antecessores de Paquita. Aqueles com o glamour mediático próprio de um género vigente no seu tempo. Esta apenas com o glamour decadentista próprio de um género flagrantemente fora de vigência neste nosso tempo. Azul celeste insere-se no rancherismo tradicional - o repertório incide em clássicos do género, que em tempos conheceram grande popularidade no México, em grande parte da hispanidade e não só... A nossa Amália, por exemplo, cantou Fallaste corazón. Esta recuperação de clássicos faz-se com autenticidade, mesmo se aqui e ali com ajustamentos à sua imagem de marca. Assim, por exemplo, esse mesmo consagrado tema, que originalmente era um auto-desqualificador monólogo de borracho, transforma-se, pela inevitável ausência do contexto cinematográfico original, num libelo anti-machista, a la Paquita...
Azul celeste
é mais um exemplo de absoluta coerência na carreira discográfica de Paquita - música e espírito ranchero servidos por uma intérprete excepcional do género.
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Paquita la del Barrio - Fallaste corazón in Azul celeste (2000)

Mariachi y tequila (39)


Pedro Infante - Fallaste corazón in La vida no vale nada (1955)


terça-feira, junho 05, 2007

Mariachi y tequila (38)

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Vicente Fernández - La tragedia del vaquero (2006)
A mais recente fase da carreira discográfica de Vicente Fernández tem com este álbum a confirmação de uma qualidade de produção elevada. Sem chegar, naturalmente, ao nível superlativo do anterior, La tragedia del vaquero consegue evitar de todo o que pareceria quase inevitável: que o álbum sucessivo ficasse remetido à obscuridade por contraste com o brilhantismo do antecessor. Na verdade, mais parece uma continuação. Sucede que, embora não o seja pela temática mais variada aqui apresentada, a verdade é que a voz e os arranjos estão no mesmo tom. Quase todos os temas são de grande qualidade tendo ainda a virtude de proporcionarem demonstrações do virtuosismo de uma voz que abarca os registos mais díspares, sempre natural e sensível. Curiosamente, aparece mais um tema clássico de José Alfredo Jiménez, El coyote. Quer o original, quer este são, cada um à sua maneira, magníficos.

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Vicente Fernández - La tragedia del vaquero in La tragedia del vaquero (2006)

domingo, junho 03, 2007

Mariachi y tequila (37) (21 remake)

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Vicente Fernández - Vicente Fernández y sus corridos consentidos (2005)
Este é o penúltimo álbum de Vicente Fernández, exclusivamente composto por corridos. Desde 1980 que Vicente Fernández não fazia um álbum assim. Tem, portanto, coerência temática. Além disso, é produzido com inusitado requinte, o qual se manifesta no grafismo do encarte (explanando pletórica iconografia da Revolução Mexicana), na qualidade da gravação e dos executantes. A voz, essa está melhor do que nunca. Continua poderosa e rica de nuances, tendo vindo a ganhar, com o tempo, um acento agreste. Fora do mundo da ópera não haverá voz, com excepção da de Mina, tão versátil. Num ápice vai do sussurro ao troar poderoso, sem fissuras. É expressiva nos mais diferentes registos e alardeia grandiosidade. Ou seja, as qualidades da interpretação de Vicente Fernández e a esmerada produção (Pedro Ramírez) puseram de pé um trabalho modelar! Todos os temas são fortes e todos se inserem na categoria de corridos tradicionais. Destaco: Valentín de la Sierra; El martes me fusilan - evocação dos levantamentos católico-tradicionalistas (Los Cristeros) contra o laicismo militante dos governos de Obregón e Calles nos anos 30; Valente Quintero; Los dos hermanos - um jogo de vozes entre um dueto sottovoce de Alejandro Fernández e Vicente Fernández Jr e a voz tenor do pai e protagonista, Don Chente; Le pusieron 7 leguas (mais um tema para a longa série de homenagens a cavalos).
É um álbum épico e, na intrínseca rudeza da sua matéria, na forma exímia como a trata, é sublime! A rudeza é a própria do género ranchero e, em particular, do corrido. Rudeza inscrita na temática das crónicas narradas, muitas delas centradas em heróis da Revolução Mexicana (1910-1919), mais ou menos subsidiárias da mítologia de Pancho Villa e Emiliano Zapata. São efectivamente crónicas, desenrolando tramas com impacto, repletas de violência. O epílogo chega, quase sempre, com a morte do herói, em estereotipado dramatismo. Sucedem-se cenas de fanfarronadas, desplantes absurdos e caprichos cruéis. Enfim, o politicamente correcto vive numa galáxia muito distante, como se pode apreciar neste exemplo: "que bonitos son los hombres que se matan pecho a pecho, cada uno con su pistola, defendiendo su derecho" (corrido de Arnulfo González).
Estes corridos consentidos entraram há muito na categoria de clássicos populares. Foi uma forma comum de perpetuar a memória de bandoleros, soldados, charros valientes y... caballos. É um completo devocionário de virtudes viris e valores essenciais. Aliás, o álbum tem uma faixa extra multimédia, que é um filme de animação, cujo enredo é significativo: Don Chente e seus dois filhos (Alejandro e Vicente Jr), passeando a cavalo, inquirindo estes sobre o seu famoso currículo de conquistador; o patriarca não dá confiança para se discutir o assunto, mas acaba por sair de cena abraçado a uma jovem, com visível vaidade de todos. É significativo, sobretudo, pela cumplicidade de valores varonis estabelecida entre pai e filhos. Na verdade, deste universo de corridos rancheros, o mulherio está num plano secundário. O seu lugar é o de figurante que ajuda a dar nexo à trama ou embeleza a paisagem. A excepção é enquanto mala mujer e/ou objecto de disputa, tornando-se um detonador de desgraças. Seja como for, como é evidente, não se deixa de cantar (e muito) o sexo, mas sempre em rigoroso plano machista. Os afectos e emoções que predominam são o amor paternal, o filial, o fraternal, assim como a camaradagem. Afectos e emoções que se sustentam em valores - precisamente os mais tradicionais e que, no caso, formam parte de uma imagem de um México profundo, que é já um mito. Enfim, para quem esse mito é sedutor e, particularmente, para quem conhece e gosta mesmo de música ranchera este álbum não é um apenas um álbum muito bom, é um objecto de culto!
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Vicente Fernández - Los dos hermanos in Vicente Fernández y sus corridos consentidos (2005)

quinta-feira, maio 31, 2007

Mariachi y tequila (36)

Paquita la del Barrio - Piérdeme el respeto (2000)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Mariachi y tequila (35)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (1)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (2)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (3)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (4)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (5)

Verdad y fama: Paquita la del Barrio (6)

sexta-feira, novembro 17, 2006

Mariachi y tequila (34)

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Alejandro Fernández - A corazón abierto (2004)
Mais apropriado para este post seria o título El hijo del Mariachi, pois se é verdade que Alejandro já demonstrou possuir qualidades que o podem tornar um digno sucessor de seu pai, Vicente Fernández, não é menos verdade que este álbum é mais um que está inteiramente inserido num registo pop, que tem sido, aliás, o dominante na sua carreira. Dentro dos cânones da produção de Miami, escorreita, mas "industrial", eis, portanto, mais um álbum que lhe permite alicerçar um estatuto com uma projecção cada vez mais ampla, abarcando todo o mercado hispano e adjacências... Sucede que, além do mais, o álbum se apoia em duas magníficas baladas: Me dediqué a perderte e Qué lástima. O resto, não comprometendo, também não é deslumbrante, servindo para constatar que o amadurecimento das suas qualidades interpreativas já dá para disfarçar algumas debilidades de repertório...

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Página Web Oficial

Alejandro Fernández: Qué lástima in A corazón abierto (2004)

terça-feira, outubro 17, 2006

Mariachi y tequila (33)


Paquita la del Barrio - Tres veces te engañé
Y para que sufran los inútiles... órale: Tres veces te engañé!!!
Uma muito especial nota de agradecimento a Tiago Nunes que providenciou este video!

Trés veces te engañé
Dices que me quieres, y que me perdonas
Pero lo que tu hagas, no me importa ya
Hoy me siento viva, me siento importante

Y de lo que pase, yo me encargaré
Tres veces te engañé
Tres veces te engañé
Tres veces te engañé
La primera por coraje
La segunda por capricho
La tercera por placer
Tres veces te engañé
Tres veces te engañé
Tres veces te engañé
Y despues de esas tres veces
Y despues de esas tres veces
No quiero volverte a ver

Candelario Frías


quinta-feira, agosto 17, 2006

Mariachi y tequila (32)

José Alfredo Jiménez - El rey (1973)

Mariachi y tequila (31)

Vicente Fernández / Roberto Carlos - Aunque mal paguen ellas (1989)

Mariachi y tequila (30)

Vicente Fernández - Me voy a quitar de enmedio

Mariachi y tequila (29)

Vicente Fernández - El Corrido de los Pérez in Vicente Fernández y sus corridos consentidos (2005)
Não se pode chamar a isto propriamente um videoclip. É algo amador, mas feito com imaginação e, sobretudo, é um curioso esforço para ilustrar a trama narrativa dos corridos. A poderosa voz de Don Chente e o rico imaginário ranchero são uma excelente base de apoio...

quarta-feira, agosto 16, 2006

Mariachi y tequila (28)

Paquita la del Barrio - Hombres malvados