Porto
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sábado, março 14, 2009
sexta-feira, junho 06, 2008
sábado, maio 03, 2008
Geografia íntima (23)

Porto - Ribeira

Porto - Vista geral desde Vila Nova de Gaia

Porto - Rio Douro

Porto - Rua das Aldas (Sé)

Porto - Rua da Pena Ventosa (Sé)

Porto - Rua dos Pelames (Sé)

Porto - Rua dos Caldeireiros (Vitória)
Porto - Fotos de José Paulo Andrade in Ruas do Porto
Parabéns ao autor destas fotos do Porto (José Paulo Andrade)! São apenas uma amostra do vasto conjunto disponível no sítio com hiperligação em cima. Vale a pena apreciar.
Este é o meu Porto. O Porto histórico do velho burgo.
Este é o meu Porto. O Porto histórico do velho burgo.
Geografia íntima (23) (17 remake)
GNR - Rock in Rio Douro (1992)
Este álbum dos GNR tem dois temas especiais: Sangue Oculto e Pronúncia do Norte. Neles, a voz semi-falsete de Rui Reininho contracena, respectivamente, com Javier Andreu (vocalista do grupo espanhol La Frontera) e com a essa vibrante mulher do Norte que é Isabel Silvestre. De resto, todos os outros temas são vulgares, revelando que cá, como em todo o lado, as fórmulas do pop/rock se foram esgotando a partir de finais dos 80... Mas esses dois temas são, de facto, especiais. O primeiro tem força genuína, sendo, além disso, um original diálogo em castelhano e português. O segundo, descontados muitos exemplos vindos da Galiza, é o "hino" mais apropriado que conheço para aquele mundo de brumas e granito que é o Norte. Em dueto com Reininho, a voz de Isabel Silvestre parece esvair-se num fio etéreo, mas há uma superior expressão emotiva nesse fio que impregna toda a canção, dominando-a. Além de que o tema assenta no enunciado da pronúncia do Norte como expressão de carácter - essa pronúncia que se recusa a emudecer as vogais e que transporta a expressão em sonoridade. O português que vem do mais fundo dos tempos...
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GNR / Isabel Silvestre - Pronúncia do Norte in Rock in Rio Douro (1992)
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Geografia íntima (22)
Lucília do Carmo (1920 - 1999)Eis um dos melhores fados e uma das melhores fadistas de todos os tempos: Lucília do Carmo - Maria Madalena. A dimensão do vulto de Amália teve o inconveniente de obscurecer outros grandes nomes do fado, nomeadamente outras grandes fadistas, como Lucília do Carmo, mãe de Carlos do Carmo. Não que no seu tempo não tivesse tido projecção, só que não perdurou até ao dias de hoje como mereceria. Seja como for, a verdade, é que fadistas expressivas e carismáticas como esta, demonstram, por contraste, a anemia de algumas das jovens fadistas actuais... Cada fadista tinha, muitas vezes, um estilo próprio. O de Lucília do Carmo era inconfundível. Uma garra vibrante caracteriza esse seu estilo.
De alguma forma, a música, nos seus pormenores e detalhes é também credora de um tempo. Este fado é credor de um tempo em que as marcas de uma religiosidade popular e tradicional não se haviam diluído. Esta voz é credora de um tempo em que o enaltecimento da renúncia e do perdão constituíam ainda valores mobilizadores da alma de uma intérprete...
De alguma forma, a música, nos seus pormenores e detalhes é também credora de um tempo. Este fado é credor de um tempo em que as marcas de uma religiosidade popular e tradicional não se haviam diluído. Esta voz é credora de um tempo em que o enaltecimento da renúncia e do perdão constituíam ainda valores mobilizadores da alma de uma intérprete...
Lucília do Carmo - Maria Madalena
domingo, abril 16, 2006
quarta-feira, março 29, 2006
Geografia íntima (19)
Hélder Pacheco - Novos Guias de Portugal: Porto (1984)Não conheço mais nenhum volume desta colecção Novos Guias de Portugal, mas se se aproximarem da qualidade deste, dedicado ao Porto, pois é caso para dizer que estamos bem servidos. Não é um comum guia para turista, pois pressupõe um interesse mais exigente. Com efeito, Hélder Pacheco é detalhista e alardeia uma cultura invulgar sobre história e património local. É suposto que o leitor partilhe saber e, se possível, paixão por estes temas.
Hélder Pacheco não é um portuense qualquer. É uma figura destacada da vida cultural da cidade e tem obra feita, quase exclusivamente, assente sobre a cidade. Nasceu, viveu e penso que ainda vive na "minha" freguesia da Vitória - bem no coração do velho burgo, onde se respira o genuíno espírito tripeiro. O Porto burguês e o Porto popular conviviam aí muito de perto. Cada um no seu lugar, mas a paredes meias. Hélder Pacheco, que nasceu no lado burguês, conhece, porém, como ninguém o espírito do Porto popular e é ver ao longo do livro como desvenda origens de lugares, tradições e histórias do outro lado... Reconheci muitas dessas evocações nas minhas memórias dos tempos da minha infância em que aí passava invariavelmente todas as minhas férias escolares. Fico-me com uma delas: a "queima do Judas", no sábado de Aléluia. A canalha, fazia um boneco de palha e trapos. Depois, entre grande animação, com a gente da rua e ruas vizinhas apinhada na calçada, queimava-se o Judas, no meio de animados insultos. Acabava aí, de facto, o pesado jejum (estrito e lato senso) da Semana Santa. Assim regressava a animação quotidiana, durante alguns dias interrompida. Que tristeza quando hoje em dia lá volto e vejo que já não há canalha. Já quase só há velhos e poucos...
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Hélder Pacheco não é um portuense qualquer. É uma figura destacada da vida cultural da cidade e tem obra feita, quase exclusivamente, assente sobre a cidade. Nasceu, viveu e penso que ainda vive na "minha" freguesia da Vitória - bem no coração do velho burgo, onde se respira o genuíno espírito tripeiro. O Porto burguês e o Porto popular conviviam aí muito de perto. Cada um no seu lugar, mas a paredes meias. Hélder Pacheco, que nasceu no lado burguês, conhece, porém, como ninguém o espírito do Porto popular e é ver ao longo do livro como desvenda origens de lugares, tradições e histórias do outro lado... Reconheci muitas dessas evocações nas minhas memórias dos tempos da minha infância em que aí passava invariavelmente todas as minhas férias escolares. Fico-me com uma delas: a "queima do Judas", no sábado de Aléluia. A canalha, fazia um boneco de palha e trapos. Depois, entre grande animação, com a gente da rua e ruas vizinhas apinhada na calçada, queimava-se o Judas, no meio de animados insultos. Acabava aí, de facto, o pesado jejum (estrito e lato senso) da Semana Santa. Assim regressava a animação quotidiana, durante alguns dias interrompida. Que tristeza quando hoje em dia lá volto e vejo que já não há canalha. Já quase só há velhos e poucos...
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domingo, outubro 30, 2005
Geografia íntima (18)
A minha casa no Google Earth
Todos os que vivam em áreas para as quais o Google Earth tenha o mesmo elevado nível de detalhe podem fazer isto que eu fiz: detectar a minha casa... desde o espaço, aproximando-me progressivamente. Eis-me, portanto, no centro da Amadora, bem perto da linha de caminho-de-ferro.
terça-feira, outubro 19, 2004
Geografia íntima (17)
GNR - Rock in Rio Douro (1992)
Este álbum dos GNR tem dois temas especiais: Sangue Oculto e Pronúncia do Norte. Neles, a voz semi-falsete de Rui Reininho contracena, respectivamente, com Javier Andreu (vocalista do grupo espanhol La Frontera) e com a essa vibrante mulher do Norte que é Isabel Silvestre. De resto, todos os outros temas são vulgares, revelando que cá, como em todo o lado, as fórmulas do pop/rock se foram esgotando a partir de finais dos 80... Mas esses dois temas são, de facto, especiais. O primeiro tem força genuína, sendo, além disso, um original diálogo em castelhano e português. O segundo, descontados muitos exemplos vindos da Galiza, é o "hino" mais apropriado que conheço para aquele mundo de brumas e granito que é o Norte. Em dueto com Reininho, a voz de Isabel Silvestre parece esvair-se num fio etéreo, mas há uma superior expressão emotiva nesse fio que impregna toda a canção, dominando-a. Além de que o tema assenta no enunciado da pronúncia do Norte como expressão de carácter - essa pronúncia que se recusa a emudecer as vogais e que transporta a expressão em sonoridade. O português que vem do mais fundo dos tempos...
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Geografia íntima (16)
Porto (1912)
Nos anos 60 ainda se captavam com facilidade imagens idênticas à da foto. Pelas vielas abarrotadas de vida, extravasando misérias e alegrias, havia canalha por todo o lado. A meio caminho entre o tempo da foto e esse tempo que conheci há um inesquecível filme que dá fé dessa realidade: Aniki- Bóbó...
Geografia íntima (15)
Porto (1912)
É o Barredo, mas podiam ser os Guindais ou a Bainharia - Alma granítica atravessando o tempo...
Geografia íntima (14)
Porto (1912)
É conhecido o tópico do "homem do Norte", mas, ainda mais justo seria o tópico da "mulher do Norte"... de porte altivo, carácter autoritário, rija têmpera e vernácula expressividade que evocam um mítico matriarcado céltico...
Esta foto foi tirada no Mercado do Anjo, desaparecido há muito. Estava situado no que hoje é a Praça de Lisboa, no lado oeste dos Clérigos.
Apesar da foto se reportar a um tempo que é o dos meus avós, conheço muito bem aqueles xailes de lã, aquelas longas saias rodadas, aquelas fisionomias...
Geografia íntima (13)
Porto (1912)
Esta Ribeira, pejada de carros de bois, não a conheci. Em todo o caso a minha Ribeira estava mais perto desta do que da actual. Não havia bares e restaurantes. Havia lojas onde se vendia bacalhau e polvo seco, com aquele característico cheiro salgado. Havia mercearias e casas de pasto. De manhã os gritos das vendedeiras dominavam o ambiente. Em muitas tardes de Verão a canalha de pé descalço atirava-se em mergulho para o rio.Geografia íntima (12)
Porto (1912)
Ontem como hoje a face do Porto é a mesma: autenticidade, seriedade, solidez.
A meio caminho entre os Clérigos e a Ribeira, a igreja onde fui baptizado: A igreja da Vitória.
sábado, outubro 02, 2004
Geografia íntima (11)
Amadora (193? 194?)
Esta panorâmica aérea incide na parte Leste do Centro. Em primeiro plano, junto à linha de caminho-de-ferro, está a fábrica de cintas e espartilhos Santos Matos. Lembro-me bem desse edifício, contudo tinha deixado as suas funções fabris muitos anos antes de eu o conhecer. Vislumbra-se, no centro do postal, o edifício (branco) onde hoje está instalada a Agência Natália. São muito poucos outros exemplos de casas sobreviventes, mas são numerosos aquelas de que guardo memória. Note-se que os terrenos que hoje pertencem à Academia Militar, na parte superior do postal, correspondiam ainda nesta altura (anos 30, 40?) ao aeródromo que notabilizou a Amadora na primeira metade do século XX..
Geografia íntima (10)
Amadora (193? 194? 195?)
Foi esta a origem da moderna Amadora e causa seu do desenvolvimento: a estação de caminhos-de-ferro. Até à construção da sua sucessora subterrânea, a fisionomia que aparece no postal permaneceu idêntica. Contudo, algumas árvores foram desaparecendo progressivamente...
Geografia íntima (9)
Amadora (193? 194?)
No postal aparece a antiga denominaçãoda Avenida Santos Matos - Avenida Amaral. O edifício do Recreios (à esquerda) permanece e recuperado como espaço requalificado, multiusos. Pertence agora à Câmara Municipal. Durante muito tempo este foi o cinema da terra. Um típico cinema de bairro, de reprise. Em frente, vê-se, contudo um, já desaparecido, que ostenta a designação cinema. Na verdade, o Recreios foi um espaço mais vocacionado para funções teatrais e de carácter social; só quando o outro, em frente, foi demolido, passou à condição de cinema. Na esquina está um edifício que ainda existe. Hoje, ao lado, está instalada a Segurança Social, em frente do mais genuíno café da Amadora, o Pigalle.Geografia íntima (8)
Amadora (192? 1930?)
Eis a Avenida da República, no ponto mais central da Amadora (anos 20 ou 30?). Lembro-me bem da moradia que aparece no lado esquerdo e de uma outra, na esquina superior do lado direito da rua que sobe (Rua 1º de Dezembro). A "minha" Amadora, mais do que qualquer outra, é esta - vai da estação até à parte mais alta da Venteira, indo na direcção de Queluz. Foi nesta última zona que eu cresci.Este centro formou-se por causa da estação. A estação, por sua vez, instalou-se neste lugar porque ficava a meio caminho de duas aldeias: a Porcalhota e a Venteira. Da mesma maneira que a estação de Queluz se instalou a meio caminho de Queluz (que era o Palácio e imediações) e Belas. Em ambos os casos, a estação acabou por se tornar o ponto de agregação e por definir o novo centro. Parece que o nome Amadora derivou de uma vivenda com esse nome, situada na Rua Elias Garcia. A CP adoptou o nome para a estação, já que Venteira-Porcalhota não era, propriiamente, bonito. Já no caso de Queluz, a designação da estação manteve-se como Queluz-Belas.
Geografia íntima (7)
Amadora (192? 193? 194?)
Tenho 47 anos e vivo na Amadora há 46. Gosto desta terra. Vi-a mudar muitíssimo, mas ainda gosto dela. Tornou-se de bom tom referir a Amadora como o paradigma do inferno suburbano. Discordo. Ou melhor, concordo se a afirmação incidir sobre a vasta periferia (Buraca, Damaia, Brandoa...). O centro, não sendo já o que foi, tem ainda, pelo menos, as seguintes vantagens: um ambiente agradável, espaços de socialização e convívio, dois amplos parques e muito comércio e serviços. Já pouco resta, porém, das muitas vivendas que o povoavam. A que aparece neste postal de 1916, a Casa Aprígio Gomes, situada, aliás, na zona onde vivo, definitivamente, sobreviveu e da melhor maneira, visto que foi recentemente restaurada e viu aí instalar-se o Centro Ciência Viva da Amadora (CCVA) . Ficou como uma espécie de testemunho da Amadora do passado - terra de bons ares, escolhida por gente bem (Mestre Roque Gameiro, Delfim Guimarães, Piteira Santos, por ex.) para acolher as sua moradias de verão.
No postal é visível, em primeiro plano, do lado esquerdo, uma casa térrea que ainda hoje existe, mas já abandonada. Aí foi a fábrica de rebuçados Dr. Bayard, de onde saía. alguma vezes, um cheiro adocicado. Ao fundo vê-se bem a casa da Tia Sofia, na Rua Elias Garcia, junto ao parque. Já não existe. Era uma conhecida casa de pasto e tinha um terreiro com parreira. Uma casa térrea ao lado, que não se vê no postal, essa sim, resiste. Nela está instalada uma agência funerária...
No postal é visível, em primeiro plano, do lado esquerdo, uma casa térrea que ainda hoje existe, mas já abandonada. Aí foi a fábrica de rebuçados Dr. Bayard, de onde saía. alguma vezes, um cheiro adocicado. Ao fundo vê-se bem a casa da Tia Sofia, na Rua Elias Garcia, junto ao parque. Já não existe. Era uma conhecida casa de pasto e tinha um terreiro com parreira. Uma casa térrea ao lado, que não se vê no postal, essa sim, resiste. Nela está instalada uma agência funerária...
domingo, setembro 26, 2004
Geografia íntima (6)
Conjunto António Mafra - O Melhor dos Melhores (1994)
Para mim, música do Porto será sempre sinónimo de Neca Rafeal, Conjunto Maria Albertina e, sobretudo, Conjunto António Mafra. Estes últimos eram os melhores e os mais populares. O espírito tripeiro, folgazão e brejeiro tem aqui a sua melhor expressão. Nesta antologia é pena não figurar Vamos lá pró São João (Vamos, rapazes, vamos, vamos lá pr'ó São João... de ramalhosa e balão / haja alegria e animação, pois é assim que nos manda a tradição...), mas constam os temas mais conhecidos: Sete e pico, Abre a pipa ó Beatriz; Ora vejam lá (2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, sábado... domingo / vai a malta passear / sete dias na semana e um só para descansar); Ó Zé olha o balão; O vinho da Clarinha; O carrapito da D. Aurora; Arrebita, arrebita, arrebita (ai cachopa se queres ser bonita, arrebita, arrebita, arrebita). Era uma música simples, recheada de duplos sentidos malandros, que fazia as pessoas felizes.
Como era musical aquele Porto popular! Os que tinham rádio punham-no sonoramente ligado o dia inteiro com as janelas abertas. A música era pela manhã toda e para toda a gente. Para além destas músicas populares, da música dos ranchos minhotos, das novidades vindas do Brasil e Espanha, não me esqueço das melodias e dos diálogos dos reclamos (como então se dizia) dos Emissores Norte Reunidos.
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