Tapia eta Leturia - Egizu su in Dultzemeneoa (1992)
sábado, agosto 30, 2008
segunda-feira, agosto 25, 2008
Euskal Herria (25)
Tapia eta Leturia - Trpitaira in Dultzemeneoa (1992)
Euskal Herria (24) (10 remake)
Iker Goenaga - Elgeta in Suinogorri (1998)
domingo, setembro 30, 2007
Euskal Herria (23)

É de notar que em ...Y la palabra se hizo música: La canción de autor en España, de Fernando González Lucini, esclarece-se que o título, Apoaren edertasuna, significa A beleza do sapo. O original desenho da capa confirma a informação. Tem um traço infantil, o que sugere historietas moralizadoras. Contudo, saiba-se que, tal como é explicado no referido livro, o título está de acordo com um elaborado propósito que atravessa todo o álbum intencionalmente: a pretensão de ajudar a descobrir a beleza onde, aparentemente, ela não está visível. Há, portanto, um objectivo político (em sentido amplo), que se louva em tempos de maciça estandardização de gostos. Enfim, o sapo também tem a sua beleza... E tem! Este "sapo musical" soa, assim, muito bem e suscita emoções que ultrapassam os limites do hermetismo idiomático, conferindo-lhe um certo fascínio acrescido. Finalmente, é de salientar que há aqui uma proposta de valorização da trikitixa e da música popular basca, num sentido contrário ao que segue, por exemplo, Kepa Junkera. Menos cosmopolita e despojado, mais próximo das raízes. Igualmente fascinante!
Joseba Tapia - Igela ideari beha in Apoaren edertasuna (1998)
quarta-feira, setembro 26, 2007
Euskal Herria (22)


Negu Gorriak - BSO in Gure Jarrera (1991)
terça-feira, julho 31, 2007
Euskal Herria (21)

Aita Gurea in Hau hermosurie! (1984)
Euskal Herria (20) (14 remake)


Uma nota para a língua basca ou euskera, cuja aspereza indicia uma difícil musicalidade. Tal ideia carece de fundamento. Quer aqui, quer, sobretudo, noutros trabalhos que enveredam por caminhos mais melodiosos, Natxo de Felipe demonstra-o, com a sua voz suave e quente. Vem ainda a propósito referir que toda a metade leste da província de Vizcaya permanece euskaldun, ou seja, falante de euskera. Algo que já não sucede na parte oeste, nomeadamente, na capital, Bilbao. Em todo o caso, no leste de Vizcaya a língua basca tem grande vitalidade. As outras áreas ainda efectivamente euskaldun são toda a província de Guipúzcoa, o norte de Navarra e as zonas mais rurais de Iparralde (conjunto das províncias bascas sob soberania francesa).
Txanton Pipirri in Vizcayatik... Bizkaiara (2001)
quinta-feira, abril 19, 2007
Euskal Herria (19) (9 remake)
domingo, setembro 10, 2006
Euskal Herria (18)
sábado, julho 08, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
Euskal Herria (16)

Ao contrário do que alguns pretendem, há terrorismo e terrorismo. Todo o terrorismo é mau, mas a capacidade de efectivamente fazer mal, depende de muitos factores, a começar por factores objectivos. Nestes tempos de megatorrorismo fundamentalista islâmico, que se baseia em factores intrinsecamente irracionais de tipo nihilista, os terrorismos separatistas ocidentais encontram cada vez menos espaço de afirmação. Estes terrorismos "domésticos" respondem, apesar de tudo, a factores racionais, reconhecíveis em alguns elementos do quadro de valores civilizacionais que é o nosso (nacionalismo, por exemplo). Nesta conjuntura, onde, ainda por cima, se beneficia dos sistemáticos êxitos do combate policial, a ETA pode estar, naturalmente, a caminho da inoperância...
Para entender melhor a questão basca, o monumental documentário La pelota vasca pode ser um instrumento utilíssimo. Mais do que nunca, é agora oportuno visioná-lo. Basicamente, trata-se de um extensa série de entrevistas a personagens-chave da política basca, montadas de modo criterioso. Sublinhe-se a perspectiva de objectividade no tratamento tão detalhado de um tema com a delicadeza deste. Julio Medem efectivamente consegue-o e, pena é, para que esta perspectiva pudesse ter sido mais favorecida, que alguns potenciais entrevistados ligados ao PP tivessem declinado participar. Depois de o ver, muitas coisas tornam-se evidentes. Sublinho duas: o terrível sofrimento das vítimas do terrorismo etarra; a efectiva especificidade histórico-cultural basca.
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sábado, setembro 24, 2005
Euskal Herria (15)
Basta Ya! Iniciativa Ciudadana: Euskadi, del sueño a la vergüenza / Guía útil del drama vasco (2004)
Que Euskal Herria é uma realidade histórico-cultural ninguém informado e de boa-fé o poderá negar. Porém, não se pode também negar a sua integração na hispanidade, como um vasto conjunto de mitos nacionaistas pretende fazer crer. É evidente que não há nacionalismos sem mitos, mas, no caso concreto da matriz do pensamento nacionalista basco, encontramos uma boa dose daqueles mitos que se formaram nos finais do século XIX e que tanto contribuiram para precipitar a Europa e o mundo na trágica deriva nacionalista cuja expressão mais extrema foi o nazismo. Com efeito, uma boa parte deste livro constitui desmontagem dessa mitologia arreigada às teorias de Sabino Arana Goiri, fundador do Partido Nacionalista Vasco (PNV/EAJ), as quais foram incorporadas até à actualidade no ideário dominante no universo nacionalista e abertzale. A ETA é um dos resultados desse ideário.
Esta obra colectiva obedece a um propósito de denúncia de uma situação que se tem vivido no País Basco e que é praticamente única na Europa Ocidental: a vigência de um clima de constrangimento e terror exercida sobre uma parte substancial da população, em nome de um nacionalismo étnico. Algo que só encontra algum paralelo nos Balcãs e Irlanda do Norte. Se é injusto assacar a responsabilidade desta situação a todo o nacionalismo, não é menos injusto minimizar a gravidade da situação e, em particular, desamparar as largas centenas de vítimas e suas famílias. (desde o fim do franquismo são quase um milhar de assassinados e largos milhares os ameaçados e chantageados!). Um bom início para criar um sentimento colectivo que sustente o fim deste estado de coisas é, precisamente, começar por desfazer mitos. A marcada personalidade de Euskal Herria não deixa de se integrar num puzzle com coerência histórico-cultural - puzzle que é a Espanha (sob este ponto de vista está mais integrada até, por exemplo, do que a Catalunha...). Muito do que é o genuíno carácter castelhano radica num estracto pré-romanização que se sedimentou nos redutos montanhosos do norte peninsular e que é comum a Euskal Herria. A própria língua castelhana, nascida nos confins nortenhos de La Rioja e de Burgos, o que tem de dissonante em relação às línguas românicas vizinhas é reconhecido como estando presente no idioma basco e resulta de comuns influências pré-romanização (a transformação do f em h, por exemplo). De algum modo podemos dizer que uma boa parte da Hispania pré-Romana (um vasto território do Centro Norte) era Euskal Herria e que Castela começou a germinar aí. Para lá do espesso manto da romanização depara-se, assim, uma afinidade muito maior do que se supõe... Depois, ao longo dos tempos nunca Euskal Herria correspondeu a uma entidade política autónoma e coerente, além de que, o que é ainda mais significativo, a sociedade nos seus segmentos mais dinâmicos e desenvolvidos (zonas urbanas e litoral, em geral) sempre se integrou, respectivamente em França e Espanha, sem especiais tensões.
Em Portugal, onde impera entre a intelectualidade (de esquerda e direita) uma visão distorcida da realidade basca, haveria bastante proveito em que este livro fosse traduzido.
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quinta-feira, abril 21, 2005
Euskal Herria (14)
Uma nota para a língua basca ou euskera, cuja aspereza indicia uma difícil musicalidade. Tal ideia carece de fundamento. Quer aqui, quer, sobretudo, noutros trabalhos que enveredam por caminhos mais melodiosos, Natxo de Felipe demonstra-o, com a sua voz suave e quente. Vem ainda a propósito referir que toda a metade leste da província de Vizcaya permanece euskaldun, ou seja, falante de euskera. Algo que já não sucede na parte oeste, nomeadamente, na capital, Bilbao. Em todo o caso, no leste de Vizcaya a língua basca tem grande vitalidade. As outras áreas ainda efectivamente euskaldun são toda a província de Guipúzcoa, o norte de Navarra e as zonas mais rurais de Iparralde (conjunto das províncias bascas sob soberania francesa).
quarta-feira, abril 20, 2005
Euskal Herria (13)
95 (57,9%) EAJ/PNV-EA
sábado, outubro 02, 2004
Euskal Herria (12)
Euskal Herria (11)
O termo Euskal Herria é um neologismo nacionalista de finais do século XIX que significa "terra onde se fala euskera". Engloba sete territorios históricos. Em Espanha, quatro: Biskaia (Vizcaya), Gipúzkoa (Guipúzcoa), Araba (Álava) e Nafarroa (Navarra). Em França, três (que podem ser designados no seu conjunto como Iparralde): Zuberoa (Soule), Laburdi (Labourd) e Benafarroa (Basse Navarre).
Na verdade, a área que hoje em dia é euskaldun (basco-falante) é muito mais restrita, abrangendo só o Leste de Vizcaya, Guipúzcoa, o Norte de Navarra, e o Sul de Iparralde, num conjunto estimado entre 500.000 e 750.000 pessoas. Contudo, é certo que o proteccionismo linguístico do Governo Basco tem operado uma recuperação e não é menos certo que nas áreas euskaldun, sempre gozou, sem interrupção, até ao presente, de plena vitalidade. Em contrapartida, em Bilbao, por exemplo, o uso da língua, além de minoritário, reveste-se de um certo artificialismo, sustentado por convicções nacionalistas. Sucede também que em todo o Sul de Álava e em todo o Sul de Navarra, assim como na cidade francesa de Bayonne, o basco desapareceu há muito dos hábitos de comunicação (na maior parte dos casos, desde a Idade Média). O conceito de Euskal Herria, na prática, sustenta-se em hábitos, costumes e tradições, que, de facto, continuam fortes e permanecem comuns a muitas populações de todos os territórios. Se se pretende, como ocorre entre o nacionalismo, extrair ilações políticas em prol de uma mítica grande nação basca, pois entra-se num terreno polémico, que é contraditado pela vontade da maioria da população de fora do que constitui oficialmente País Basco.
Euskal Herria (10)
Euskal Herria (9)



















