domingo, julho 06, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
Andalucía (25)
Sal Marina - La luz del entedimiento in Filigrana (1993)
sábado, maio 19, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
Andalucía (22)

El Arrebato - Una noche con arte (2003)
O sevilhano El Arrebato (de seu nome Javier Labandón) faz uma música simples e alegre que se adequa ao lugar-comum que se associa à capital andaluza. Aqui e ali uns acordes de guitarra flamenca, uma voz aflamencada, ritmo compassado e espírito alegre. Nesta receita introduzem-se umas pitadas techno, assim como uma pose marginal e o resultado está garantido. Em Espanha El Arrebato vende muito e alcançou notoriedade. Além disso, o seu fulgor sevillista (adepto do Sevilla FC) tornou-o um fenómeno de popularidade no vibrante universo local. Com efeito, foi ele que deu voz ao Himno del Centenario, aquando da comemoração dos 100 anos do clube. Vem a propósito esta alusão, na sequência do terceiro grande êxito internacional do clube: depois da categórica vitória na Taça UEFA do ano passado contra o Middlesbrough (4 - 0), depois da estrepitosa vitória na Supertaça Europeia sobre o Barça (3 - 0), surge agora a segunda vitória (e consecutiva!) na Taça UEFA, agónica, mas épica sobre o RCD Espanyol. E ainda está na final da Taça do Rei (onde é claramente favorito contra o modesto Getafe) e no terceiro lugar da Liga, com opções não negligenciáveis para a ganhar. Haja alegria e venha um tema pegadizo de El Arrebato...!
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El Arrebato - Un amor tan grande in Una noche con arte (2003)
domingo, maio 13, 2007
Andalucía (21)
Em rigor, nem sevillanas, nem rocieras se podem considerar integrantes do verdadeiro flamenco, mas situam-se em territórios contíguos. Pois sucede que a opção de Salmarina foi no sentido de reforçar essas influências e, por isso, o seu estilo caracteriza-se por ser mais acústico e por dar protagonismo à guitarra e outros instrumentos que se tornaram comuns no nuevo flamenco. Por outro lado, tiveram sempre o cuidado de se rodear da colaboração de instrumentistas de qualidade (Carles Benavent, Vicente Amigo...) e de se colocar sob a orientação de produtores com apurado sentido de inovação. Finalmente, as vozes são do melhor que se pode encontrar neste tipo de grupos. Têm, pode-se dizer, uma matriz identificadora que resulta de uma original intercepção entre tradicionalismo e modernidade - algo que se nota não apenas na sua música, mas também no grafismo das capas e encartes das gravações. Por tudo isto, Salmarina está para as sevillanas, como Ketama, La Barbería del Sur, Pata Negra estão para o flamenco.
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Salmarina - A querer in Las sevillanas de Salmarina (1985)
Salmarina - Pregonero in Rompeola (1987)
sábado, fevereiro 17, 2007
Andalucía (19)
Tem uma história densa e convulsa. Foi um dos mais importantes redutos da população mourisca que, após a queda do Reino de Granada, decidiu permanecer. Foi aqui que, em finais do século XVI e início do século XVII, ocorreu o mais grave levantamento mourisco. Foi implacavelmente afogado em sangue e determinou a expulsão do que restava desta comunidade para o norte de África. O seu vazio foi parcialmente ocupado por algumas vagas colonizadoras vindas do norte, nomeadamente da Galiza. Por essa razão são visíveis indícios de raízes galegas que podem parecer, à primeira vista, insólitos em bandas tão meridionais. Tais indícios vão desde apelidos familiares até à toponímia. Entremeados com dominantes vestígios mouriscos, ajudam a configurar uma peculiar identidade alpujarreña.
Com tão ricos antecedentes, ainda por cima bem conservados pelo grande isolamento geográfico, a Alpujarra é um catálogo de história e geografia. Não por acaso, o hispanista inglês Gerald Brenan escolheu a região para viver.
sábado, janeiro 13, 2007
Andalucía (18)
Falete - Sevilla in Puta mentira (2006)
Rocío Jurado - Sevilla in Sevilla (1991)
domingo, setembro 10, 2006
Andalucía (17)
domingo, outubro 16, 2005
Andalucía (16)
sábado, outubro 15, 2005
Andalucía (15)
sexta-feira, outubro 14, 2005
Andalucía (14)
A Andaluzia é uma região de admiráveis belezas e possuidora de um carácter muito vincado. Estes atributos contribuiram para uma imagem sustentada em lugares-comuns, os quais, aliás, se tornaram extensíveis à própria imagem de Espanha. São lugares-comuns bem conhecidos e que me dispenso de enumerar exaustivamente - vão desde a peineta y bata de cola ao salero y fiesta, passando, claro está, pelo flamenco. Em parte legítimos, em parte ilegítimos. Um exemplo é a ideia de que muitos destes elementos advêm da influência árabe, tendo em conta que foi aqui que persistiu o último reduto europeu muçulmano independente até tempos bastante avançados (1492) e persistiu uma forte minoria morisca até inícios do séc XVII. Na verdade, esses elementos são bastante menos do que se possa pensar, já que a colonização por gentes vindas do Norte foi massiva e substutuiu, efectivamente, as comunidades moriscas, as quais, depois de sofrerem a deserção pelo constante acosso, acabaram mesmo por ser expulsas. Isto não impede, evidentemente, que seja na Andaluzia que se encontre muitos dos mais brilhantes monumentos do Islão e que o urbanismo, as técnicas agrícolas e algumas tradições atestem poderosamente esse legado. Na passagem de testemunho de civilização para civilização houve muito que foi assimilado e houve uma paisagem geo-humana que, no essencial, se manteve. Daí, que a grande atracção da Andaluzia seja este carácter de interface de duas civilizações num privilegiado cenário.
Nem tudo é belo na Andaluzia. Muito do que mais desinteressante a Espanha tem está lá presente. Por exemplo: o turismo massificado da costa do Mediterrâneo com todo o seu cortejo de mau-gosto. Mas uma região que tem Sevilha, Granada e tantos e tantos outros lugares de encanto, tem larga margem para aguentar com Torremolinos... Por outro lado, há o atraso económico-social, bem assinalado por todas as estatísticas, nomeadamente as que dizem respeito ao desemprego, aqui tradicionalmente muito elevado. Com excepção dos bastiões turisticos (litoral de Málaga, Granada e Almería) e dos enclaves das produções de horto-fruticultura de estufa (Almería), a região é pobre e, em certo sentido, mais pobre do que já foi, na medida em que apresenta em Cádiz uma situação de forte desindustrialização, na generalidade no Baixo Guadalquivir (Córdoba, Sevilla) uma agricultura e pecuária sem perspectivas e no litoral de Huelva uma pesca em forçada recessão.
terça-feira, outubro 11, 2005
Andalucía (13)
quarta-feira, setembro 07, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
Andalucía (11)
Dijo una voz popular:
Quién me presta una escalera
para subir al madero
para quitarle los clavos
a Jesús el Nazareno?
Oh, la saeta, el cantar
al Cristo de los gitanos
siempre con sangre en las manos
siempre por desenclavar.
Cantar del pueblo andaluz
que todas las primaveras
anda pidiendo escaleras
para subir a la cruz.
Cantar de la tierra mía
que echa flores
al Jesús de la agonía
y es la fe de mis mayores
!Oh, no eres tú mi cantar
no puedo cantar, ni quiero
a este Jesús del madero
sino al que anduvo en la mar!





























